Banda de Loriga


- Sociedade Recreativa e Musical Loriguense -

Morada
Avenida Padre António Roque Abrantes Prata
Solar da Redondinha
6270-107 Loriga
Telef.+ Fax. 238/951088
E.mail: s_m_loriguense@sapo.pt
Cont. Fiscal 500943370


Primeiros Apontamentos da Banda de Loriga

A criação de uma Banda de Música Filarmónica em Loriga, começou a surgir em 1904, passando a partir de então a ser assunto obrigatório das conversas dos Loriguenses. Era grande a expectativa e o contentamento da população para que a existência da Filarmónica fosse uma realidade. Nesse mesmo ano começou a dar os primeiros passos, no entanto, só em 1906, se veio a concretizar a sua fundação.

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Fundada em 1 de Julho de 1906
Foram seus fundadores:- Matheus de Moura Galvão, Joaquim Gomes de Pina

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Outros Apontamentos de realce da Banda de Loriga

Ano de 1971
Atribuição da Ordem da Benemerência da República Portuguesa

Por Alvará de 5 de Julho de 1971, publicado no "Diário do Governo" n.º 174, 2.ª série, de 26/7/1971. Expedido pela Chancelaria das Ordens Portuguesas, aos 26 de Julho de 1971, N.º 2086, foi a Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, agraciada com o título de MEMBRO HONORARIO DA ORDEM BENEMERENCIA, conforme se documenta.

O Presidente da República e Grão - Mestre das Ordens Portuguesas
Confere à FILARMÓNICA LORIGUENSE, o título de MEMBRO HONORÁRIO da Ordem da Benemerência. Nos termos do Regulamento da mesma Ordem, são-lhe concedidos as honras e o direito de uso das insígnias que lhe correspondem.
Dado em Lisboa e Paços do Governo da República, aos 5 de Julho de 1971.
O Chanceler da Ordem
Francisco de Paula Leite Pinto

Eram directores na altura - José Pina Gonçalves, Horácio Costa Pinto Ortigueira e Manuel Dinis Pereira. Era seu maestro António Luis de Brito.

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Ano de 1979
AGREMIACÃO CULTURAL DE UTLIDADE PÚBLICA

Em 8 de Novembro de 1979, foi Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, legalizada oficialmente como sendo AGREMIACÃO CULTURAL DE UTLIDADE PÚBLICA, pelo Decreto-Lei Nr.480/77, conforme consta do despacho publicado no Diário da República II Série Nr.95 de 24 de Abril de 1990.


Nota de Apontamento editorais

A Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, é sem dúvida das mais populares Colectividades de Loriga. A sua filarmónica é mesmo considerada a maior embaixatriz desta harmoniosa e hospitaleira vila de Loriga e, a sua fundação teve como finalidade de através da música expandir a alma poética e musical do povo loriguense.
Ao longo da sua existência hoje já centenária, a Banda tem actuado nos mais recônditos pontos do país e nas principais cidades. Vocacionada, como aliás a quase totalidade das Bandas deste país, para as festas religiosas, que vai abrilhantando ao longo do ano, a Banda de Loriga procura, de há algum tempo a esta parte, marcar presença em diversos acontecimentos de carácter eminentemente cultural que ocorrem um pouco por todo o lado. Foi deste modo que, a 1 de Outubro de 1994, Loriga esteve representada pela sua Banda nas comemorações do Dia Mundial da Música, em Oeiras.
Também já integrou outros Festivais de Bandas, entre outros em Vouzela, Oeiras, Manteigas, Seia, Ericeira, Silvares, Vila de Carvalho, Fundão, Covilhã.
Obviamente, a Banda de Loriga fez diversas actuações durante todos estes anos, percorrendo os mais diversos distritos, onde se destacam também as desloca
ções a Lisboa (diversas vezes), Coimbra, Viseu, Miranda do Douro, Macedo de Cavaleiros, Mogadouro, Figueira de Castelo Rodrigo, Trancoso, Meda, Figueira da Foz e muitas outras cidades, Vilas e Aldeias de Portugal.
Não esquecendo em particular a ida aos Açores e também a deslocação ao Luxemburgo, inserida nas comemorações do dia 10 de Junho de 2005 (dia de Portugal e das Comunidades) fazendo dessa forma a sua primeira internacionalização.
Em 1990 gravou pela primeira vez uma Cassete de música e em 2002 gravou também pela primeira vez um CD, que foram marcos importantes na história da Banda
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1906 - Banda de Loriga com o seu primeiro uniforme

-Este primeiro uniforme foi arranjado por Joaquim Gomes e foi em casa deste que se efectuaram os primeiros ensaios.
-Apresentou-se pela primeira vez em público no dia da Festa da N.S.da Guia em 1906.


-Os primeiros instrumentos foram adquiridos por subscrição pública e custaram 456 mil reis.
-O primeiro regente da Banda, foi o músico espanhol João Martinez, que era operário dos Lanifícios em Loriga.


Recortes da História da Banda Filarmónica de Loriga

Primeiro concerto da Banda de Loriga num Coreto

Foto provavelmente do ano 1906/1907, calcula-se mesmo ser a primeira foto da actuação da Banda num coreto. Foto tirada no Adro da Igreja, tendo sido construído para o efeito um coreto de madeira bastante arcaico.
É de notar que nessa altura ainda não existia a Capelinha de N. S. de Fátima anexada na Igreja, que como se sabe foi construída a partir do altar do lado direito e, que foi dedicada a Nossa Senhora de Fátima, provavelmente idealizado depois das aparições de 1917.


A Banda de Loriga Ano 1909-1910

Ano de 1909-1910 - Foto tirada para homenagear (foto central) um dos fundadores da Banda, Joaquim Gomes de Pina, que tinha falecido nessa altura.


A Banda de Loriga Ano 1930

Foto Ano 1930 - Alguns do elementos identificados:- Antº de Brito, Antº Carreira, José Elias Correia, José (Bernardo), Mário A. Pina, Mário M. Silvestre, Manuel P.Figueiredo, José G. Cruz, Antº L. M. Pina, Antº G. Figueiredo, Augusto M. Silvestre, Antº (Barriosa)Maestro


A Banda de Loriga Anos 1942-45

Foto de 1942-45 - A Banda de Fardamento azul e Boné branco
Esta é uma foto curiosa que aqui registamos, vendo-se aqui a Banda de Loriga com bonés em branco, à primeira vista pensa-se que fosse fardamento novo, quando na verdade não é assim. Este fardamento era azul e já tinha uns bons anitos, os Bonés em branco são simplesmente forras brancas adaptadas em cada boné porque estes já estavam de botados pelos anos. A forra pregava atrás com uma mola.


A Banda de Loriga Ano 1948

Ano de 1948 - Foto tirada na Festa da Nossa Senhora da Guia dia 1 de Agosto - Foto especial por ser o ano do nascimento do autor desta página

1ª Fila sentados.José Elias Correia,João Dinis Pereira,António Alves Pereira (Galinha),António Nunes Ribeiro (Director), Manuel Gomes Leitão Júnior (Director), Valdemar Nunes de Brito (Director), Joaquim Gomes Melo,Augusto Pinto Aparicio,António Brito Amaro,Augusto (Galinha) 2ª Fila,António de Brito Pereira (Maestro)José Gonçalves da Cruz,António Fernandes Conde,António Mendes Matias (Fidão),António Moura Pina,José Simão,Emilio Luis Moura Pina,Augusto Marques Silvestre,António Luis Amaro,Herculano Luis Ferrão,Mário Marques Silvestre,Carlos Brito Lourenço,António Pinto Ascensão.3ª Fila:José Pina Luis dos Santos,António Luis Moura Pina,José Alves Pereira,Carlos Luis Amaro,António Alves Pereira,José Menes Lages,José Duarte Gouveia,Mário Brito Ascensão,Albano Dins Pereira.


Deslocações a pé

Recorde-se que até finais dos anos da década 1950, a deslocação para as festas realizadas na localidade da Cabeça e do Fontão, o trajecto era realizado a pé, por montes e caminhos o que é fácil de compreender o espírito de sacrifício que os músicos faziam, que depois de tão grande caminhada lá chegavam e de imediato prontos para tocarem os seus instrumentos, que se prolongava por todo o dia e no final confrontarem-se o mesmo trajecto a pé, para o regresso.

Para a localidade da Cabeça - A Banda percorria a pé cerca de 6 Km. o trajecto tinha o seguinte itinerário:- Rua do Porto, São Sebastião, Cemitério, Chão do Soito, Campa, Costeiras, Tapada da Cabeça e finalmente a localidade da Cabeça.

Para a localidade do Fontão - A Banda percorria a pé cerca 5 Km. o trajecto tinha o seguinte itinerário:- Barroca, Presa, Ribeiro da Ponte, Canada, Tapada do Fontão, alto do Fontão e finalmente a localidade do Fontão.

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- Foto de1932 -
A Banda na Freguesia da Cabeça


A sua primeira saída para longe de Loriga

É sem dúvida grande o historial da nossa Banda de Loriga, uma histórica rica de mais de um século de existência, que orgulham um povo, onde parece não haver uma família loriguense que seja, que não esteja ligada à Banda da sua terra através de algum familiar.
Dando valor a tudo que se possa saber da história da nossa Banda, vamos aqui registar e ao mesmo tempo recordar a primeira saída mais distante da Banda de Loriga em 1909 ou 1910, ou seja para a localidade de Tourais, que dista hoje de Loriga em cerca de 30 Km.

"Poucos anos depois da fundação da Banda, esta foi contratada para ir fazer um arraial e festa religiosa a Tourais (Seia). Loriga ainda não tinha estrada de ligação até S. Romão. O facto não os impediu. Resolveram o assunto assim: 3 carros de bois enfeitados com bandeirinhas, e lá foram tomando o caminho em direção às "Calçadas" percorrendo caminhos e estradas até aquela localidade, levaram um dia inteiro para lá chegar, mesmo saindo muito cedo de Loriga. Logico que chegaram lá todos cansados, mas o arraial fez-se toda a noite. O regresso ao outro dia foi o mesmo transporte. Foi assim primeira saída mais distante da Banda de Loriga" *

(* relato de Carlos Simões Pereira, na altura maestro da Banda apesar de ter apenas 18 anos de idade, tendo narrado esta história inúmeras vezes ao nosso amigo António Luís de Brito


- Deslocação à Malhada da Sorda -

- Uma das deslocações mais longe da Banda até aos principios da década de 1960 -

Foto de1951 - Deslocação da Banda à Malhada da Sorda - Concelho de Almeida
Registamos que nesta altura era o maestro António Ascensão e nesta deslocação foi também o grande maestro Carlos Simões Pereira para tocar Saxofone-Tenor à missa.

Foto - Agosto de 1962 deslocação da Banda a Miranda do Douro
Foi esta, a segunda deslocação mais longe da Banda Filarmónica até essa altura.
Recorde-se que a primeira deslocação mais longínqua que a Banda tinha feito até então, foi quando se deslocou a Lisboa - Sacavém em Setembro de ano de 1948.


Festa de homenagem em 1971
- Aos Músicos e maestros com mais de 25 Anos de actividade na Banda -

Foto da Festa de homenagem realizada em Julho de 1971 com os músicos e maestros com mais de 25 Anos de actividade na Banda.
Da esquerda para direita:
Augusto Silvestre, Augusto Aparício, Emílio Pina, Herculano Ferrão, António Conde, António Pina, Maestro Carlos Simões, Maestro António Pereira, José Lages, Mário Ascensão, António Ramalho, António Amaro, Mário Silvestre.


Diversas Fotos no tempo

A Banda Foto de 1937
Foto tirada junto da capela da Nossa Senhora Auxiliadora em Loriga

À frente sentados no chão:- (à esquerda) Carlos Reis Neves; (à direta) António Pinto Ascensão
1ª.Fila sentados:- (da esquerda para a direita) António da Costa Neves; José Gonçalves da Cruz; José Fernandes Ortigueira; António Cardoso Moura; António de Brito; António João Brito Amaro; Augusto Luis Duarte Pina; António Cardoso Pina; Augusto Marques Silvestre;
2ª. Fila (meio) (da esquerda para a direita) Carlos Simões Pereira (Maestro) António Antunes Ramos; Eduardo Gonçalves dos Santos; António Gouveia Figueiredo; Manuel Pires Figueiredo; José Pinto Ferreira; Emílio Luis Moura Pina; José Alves Galinha; José Elias Correia; Àlvaro Fernandes Conde; José Gomes Melo e António Moura Pina (Calçada)
3ª. Fila (da Esquerda para a direita) António Fernandes Conde; José Lucas Junior; António Moura Pina; Mário Marques Silvestre; Mário Alves Fernandes; José Mendes Lages; José Fonseca Fernandes; Carlos Luis Amaro; António Mendes Lages; António Aparicio dos Santos e António Luis Moura Pina.

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A Banda - Foto Ano 1958

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A Banda - Foto Ano 1970
Foto tirada junto do consultório do senhor Dr. Andrade (Fonte do Mouro)

A Banda - Foto Ano 1970-71

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Fotos referentes ao Ano de 1974

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A banda - Foto Ano 1986


Fotos que simbolizam datas Históricas

1956 - Banda de Loriga no Ano das Bodas de Ouro da sua Fundação

3ª. Fila - José Alves Pereira; Fernando Alves Pereira; António Alves Pereira; António Moura Pina; António Brito Beja; Mário Brito Ascensão; José Fonseca Fernandes; José Mendes Lages; Antero Almeida Figueiredo; António Fernandes Conde e Álvaro Fernandes Conde.
2ª.Fila (Meio) - António Brito Amaro; Augusto Marques Silvestre; Manuel Fernandes Aparício; Mário Lemos Conde; Mário Marques Silvestre; José Nunes Santos Portela; Carlos Luís Amaro; Mário Mendes Pinto; António Luís Moura Pina; António Duarte Gouveira; Joaquim Gomes Melo; Herculano Luís Ferrão e Albano Alves Santos.
1ª. Fila (sentados) - Emílio Luís Moura Pina; António Mendes Lages; Mário Pires da Costa; José Nunes Abreu; José Simões de Pina; Joaquim Gonçalves de Brito; António Luís Amaro; José da Silva Pinto; José Elias Correia; Augusto Pinto Aparício e de pé Mestre Carlos Simões Pereira.

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1984 - Banda de Loriga um ano depois das Bodas de Diamante da sua Fundação

Na 1ª fila ao alto e a contar do lado esquerdo: - João Carlos Almeida Lopes - (Requinta); Pedro Renato Moura Romano - (Clarinete); Miguel Filipe Fonseca Pinto - (Clarinete); Carlos Manuel Marques dos Santos - (Contrabaixo); José Carlos Moura Conde - (Filiscorne); Fernando Santos Ferreira - (Trompa); José Alfredo Moura Moura Romano - (Clarinete); Victor Manuel Brito Moura (Trompete).
Na 2ª fila e pela mesma ordem: José Santos Fernandes - (Bombardino); Paulo Jorge Pina Moura - (Trompete); António Alves Pereira (Barriosa) - (Clarinete); Jorge Moura Mendes - (Trombone); Emídio Mendes Garcia - (Porta Bandeira); Fernando Alves Pereira - (Requinta); Carlos Jorge Fernandes Ramos - (Trombone); Joaquim Fonseca Brito - (Porta Papéis); António Adelino Marques - (Trompa).
Na 3ª fila: - Fernando Gouveia Galvão (Trompete); António Gomes Aparício - (Trompa); António Rodrigues Garcia - (Clarinete); Carlos Moura Marques - (Contrabaixo); Eduardo Brito Moura - (Caixa); António Santos Conde - (Clarinete); António José Lopes Prata - (Saxofone-tenor); José Moura Marques- (Trompete); António Moura Marques - (Caixa); João Alves de Brito - Clarinete).
Na última fila de pé: - O Maestro António Pinto Ascensão; Mário Pires da Costa - (Bombo); José Santos Aparício - (saxofone-soprano); João Martinho Pereira - (Saxofone-baritono); José Rodrigues Varão - (Pratos); José Manuel Santos Conde - (Saxofone-alto); Carlos José Mendes Pires - (caixa); José Aparício Fernandes - (Filiscorne); Mário Brito Ascensão - (Bombardino); José Fernandes Conde - (Clarinete).
Ao fundo sentados, os membros da Direcção. A contar do lado esquerdo: - José Florêncio Alves - (tesoureiro); Joaquim Brito dos Santos - (Vogal); António Domingos Marques - (Presidente); Carlos José Brito Moura - Secretário); António Ferreira Penas - (vogal)

Nota:- Para completar esta Foto de Família da Banda no Ano de 1984, falta na mesma, António Duarte dos Santos (Rifona) Vice-Presidente da Direcção, que nesse dia estava hospitalizado. Assim como esta Foto tem como referença ocorrer na altura do Centenário da Nossa Senhora da Guia.


Ano 2006 - Banda de Loriga no Ano do Centenário da sua Fundação


Ano 2016 - Foto de Família da Banda de Loriga no Ano da comemoração do 110º. Aniversário


A deslocação a Vilar Maior
- Uma das Deslocações mais significativas -

Aldeia de Vilar Maior

Todos os anos a Banda de Música de Loriga, actua em Vilar Maior, uma localidade situada no concelho de Sabugal, junto à raia de Espanha, uma deslocação, que de certa forma pode-se considerar a mais relevante ao longo do ano, fazendo mesmo, já parte do historial da Banda de Loriga.
A deslocação da Banda de Loriga a esta pitoresca localidade de Vilar Maior, realiza-se se no primeiro fim de semana de Setembro, quando da realização da Festa do Senhor dos Aflitos. Esta ida da Banda a Vilar Maior já acontece a mais de 50 anos, o que é significativo e digno de registo, sendo mesmo a deslocação mais prolongada efectuada pela Banda ao longo do ano, que ocupa os três dias:- Sábado (partida de manhã) Domingo e Segunda-Feira, regresso à noite.

Na verdade à uma ligação profunda de amizade entre Vilar Maior e Loriga, onde ao longo dessas dezenas de anos, foram criadas e alimentadas verdadeiras amizades entre a população local e a população de Loriga, que ainda hoje se mantêm bem firme e bem acesa e, que vai passando através das gerações, fruto também de tempos passados quando a comitiva da Banda era distribuída pelas casas e famílias, que os recebiam de braços abertos, como que da família fossem.
Com a Festa do Divino Senhor dos Aflitos, recorda-se também e sempre a Tragédia que enlutou Vilar maior e a sua gente e, à qual os Loriga e os loriguenses se associaram desde a primeira hora, com muitos loriguenses ainda hoje a recordarem com tristeza tal grave acontecimento, quando explodiu o local onde se encontrava o fogo de artifício, originando seis vítimas mortais e muitos feridos, local onde algum tempo atrás por ali tinha passado a tocar a Banda de Loriga. Dizem depois os relatos dos músicos, que no meio de toda essa confusão que se gerou, muitos não sabiam uns dos outros o que muito se temeu e originou muita preocupação no seio da comitiva loriguense.
Esta tragédia pareceu fortalecer ainda muito mais esta amizade entre estes dois povos de Vilar Maior e Loriga, os loriguenses desde os primeiros momentos se associaram à dor e ao luto daquela gente, gesto que não mais foi esquecido pelo povo de Vilar Maior. Hoje ainda é bem demonstrativo nos loriguenses, terem para com essa localidade situada na raia de Espanha um carinho muito especial, que os músicos do passado foram transmitindo aos seus descendentes e que continua bem firme em todos nós loriguenses de hoje.

Era assin Vilar Maior, quando a banda ali começou a ir

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Memorial em Vilar Maior à Tragédia de 1971

Quando a Festa virou Tragédia

Primeiro Domingo de Setembro de 1971. Celebração da Festa do Divino Senhor dos Aflitos de Vilar Maior. Veio gente de todo o lado, sobretudo de França. De Lisboa também. E romeiros de terras vizinhas. Já a banda de música tocara a alvorada e já haviam sido estoiradas muitas dúzias de foguetes. As donas de casa preparavam o almoço da festa e já se sentiam no ar cheiros de guizados de borrego e a canela de arroz doce. Muitos aprimoravam-se na higiene e olhavam ao espelho a figura enfateada, enquanto maldiziam o desconforto dos sapatos a estrear. A banda de Loriga, claro, executava marchas musicais pelas ruas ornamentadas, com a garotada atrás dela e a mordomia feminina de cestos de vindima recolhia porta a porta as oferendas para arrematação na quermesse. Era sempre assim, sempre assim fora. À porta da Misericórdia os fogueteiros aprontavam foguetes juntando cartuchos de pólvora a canas num ritual ordinário para os executantes mas que entretia alguns curiosos espectadores. Um destes sentia-se ali tão bem, nesta manhã soalheira, que confessou mesmo:
- Já não saio hoje daqui!
Ao dizer isto cai uma cana dum foguete mal rebentado no ar e incendeia todo o monte dos que os fogueteiros armaram e que leva ao rebentamento da grande tulha de fogo que se encontrava na denominada Casa do Sino.
A festa virou tragédia indescritível. Passaram 40 anos. Os homens continuam a festejar o Senhor dos Aflitos. O que pode a fé!
" (http://vilarmaior1.blogs.sapo.pt/)


Programas Comemorativos de datas históricas

Ano de 1956
Programa - Bodas de Ouro

Ano de 2006
Programa - Do Centenário

Sábado, dia 1 de Julho

Pela manhã - Salva de 100 morteiros
17H00 - Recepção às Autoridades convidadas seguido do Acto Solene para assinalar o centenário.
19H00 - Jantar Convívio do Centenário.
21H00 - Actuação da Banda da Armada (composta por 115 elementos). Concerto a realizar no Largo do Santo António em Loriga.

Neste dia será também um momento alto com a estreia do novo fardamento da Banda.

Domingo, 2 de Julho

10H00 - Romagem ao cemitério com a presença do Bispo da Diocese da Guarda
10H30 - Porto de Honra em comemoração do Centenário
11H00 - Missa Solene presidida pelo Bispo da Guarda D. Manuel da Rocha Felício
14H00 - Recepção na Av. Augusto Luís Mendes, às Bandas do concelho de Seia, que se deslocam a Loriga, em visita de cortesia para apresentarem os parabéns.
17H00 - Concentração de todas as Bandas no largo de Santo António onde irão tocar em conjunto a marcha do Centenário.


Alguns apontamentos de destaque na história da Banda de Loriga

-Durante estes longos anos da sua existência, muitos foram, e dedicados, os regentes que passaram pela Banda, dos quais aqui se mencionam os respectivos nomes:

1906/07-Narciso Marques, músico reformado do exército; 1908/09-António Alves; 1909/14-Carlos Simões Pereira; 1915/21-António Alves M.Simão; 1922/24-Carlos Simões Pereira; 1925/26-António Mendes Simão; 1927/36-António Brito Pereira; 1937/41-Carlos Simões Pereira; 1942/48-António de Brito Pereira; 1949/53-António Pinto Ascensão; 1954/61-Carlos Simões Pereira; 1962/65-Antonio Pinto Ascensão; 1966/68-Carlos Simões Pereira; 1969/74-António Luis de Brito; 1975/77-Antonio Brito Amaro; 1978/81-António de Brito Pereira, coadjuvado por seu filho António Alves Pereira; 1982/87-António Pinto Ascensão; 1988/89-Manuel Pancão Cola; 1990-José Augusto Malva Craveiro; 1991/1992-Jorge Manuel Reis Pereira; 1992/1993-João Carlos Alves de Brito; 1993/2004-Victor Manuel Brito Moura; 2004/2005-Jorge Manuel Reis Pereira; 2006/2008- Miguel Ângelo Almeida Gonçalves; 2008/Victor Manuel Brito Moura (actual).

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Fotos dos Maestros da Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, ao longo da sua existência, apenas os naturais de Loriga

António Alves M. Simão (*18 +19 )
Maestro da Banda (1915/21)

Carlos Simões Pereira (*1890 +1977)
Maestro da Banda (1909/14) - (1922/24) - (1937/41) (1954/61) - (1966/68)

António de Brito Pereira (*1895 +1987)
Maestro da Banda (1927/36) - (1942/48) - (1978/81)

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António Pinto Ascensão (*1920 +2005)
Maestro da Banda (1949/53) - (1962/65) - (1982/87)

Antonio Brito Amaro (* 1912 +1984)
Maestro da Banda (1975/77)

António Luís de Brito
Maestro da Banda (1969/74)

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Victor Manuel Brito Moura
Maestro da Banda (1993/2004) - (2008/....)

Apontamentos complementares sobre os Maestros que passaram pela banda de Loriga

- Carlos Simões Pereira:- Foi o Maestro que mais tempo esteve ao serviço da Banda (cinco vezes) no total 25 Anos. Foi também o Maestro mais novo a reger a Banda de Loriga, com 18 anos (Ano 1909).
- António de Brito Pereira, foi o segundo
Maestro que mais tempo esteve ao serviço da Banda, (três vezes) no total 21 anos. Numa das vezes esteve 10 anos seguidos.
- Durante cerca de 80 Anos (de 1909 até 1989), foram sempre
Maestros naturais de Loriga a dirigir a Banda da sua terra.
- Victor Manuel Brito Moura:- Foi o
Maestro que mais tempo seguido (total 12 Anos) esteve a dirigir a Banda de Loriga.

- Desde 1989 que a Banda de Loriga tem sido sistematicamente dirigida por Maestros não naturais de Loriga. Nestes últimos 20 anos foram cinco aqueles que dirigiram a Banda de Loriga.


Directores

Século XX - (de 1906 até 1999)

Foram muitos os Directores que passaram pela Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, ao longo do seu historial, curioso que durante muitos anos não havia alusão a ogãos sociais e à designação de Presidente. O órgão directivo apenas era classificado como Directores, sabendo-se no entanto, que de certa forma havia um membro que estava mais à frente.
Por volta da década de 1960, começou a ser já muito comum fazer-se alusão aos Directores como órgão Directivo, fazendo-se até referência à designação como sendo Presidente, Secretário e Tesoureiro, situação que se foi mantendo até ao final da década de 70 e principio da década 80, do século passado, quando foi processado a legalização da Sociedade Recreativa e Musical Loriguense e, constituída como associação com os seus Corpos Sociais a eleger por períodos trienados.

Presidentes

Foram muitos os Presidentes da Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, ao longo do seu historial que aqui se registam

Século XX e Século XXI - (de 1980 até 2016)

António Domingos Marques
(de 1981 a 1983) (de 1984 a 1986)
(de 1987 a 1989) (de 1990 a 1992)

Carlos Alves Moura
(de 1993 a 1995) (de 1996 a 1998) (1999 *)
* Demitiu-se

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Século XXI - (a partir de 2000)

Manuel Ferreira Brito Ferrão
(de 2000 a 2002) (de 2003 * )
* Demitiu-se

Joaquim Gonçalves Moura
(de 2004 a 2006) (de 2007 a 2009 * )
* Demitiu-se antes de terminar mandato

Joaquim António Bonifácio de Almeida
(de 2009 a 2011) (de 2015 a 2017)

Fernando Ambrósio Pereira
(de 2012 a 2014)


Registo documentados da Banda de Loriga

Cartão de Associado (Cartão de Identidade de Sócio) antigo, já com mais de 50 anos, com a curiosidade de se ver datada a fundação atribuída a 1905, que segundo se sabe parece haver mesmo alguns dados a esse respeito, mas o que prevaleceu é a data da fundação a 1 de Julho de 1906, não se sabendo ao certo o porquê.


Os Músicos mais antigos que passaram pela Banda de Loriga

Mário Pires da Costa (1926-2009

É já uma referência na embaixatriz de Loriga, fez no ano do Centenário (2006) 56 anos ininterruptos como elemento da Banda de Música, actualmente na condição de Porta Bandeira.
Nasceu em Loriga no dia 20 de Janeiro de 1926. Entrou para a Banda em 1950, tendo a sua estreia ocorrido no dia 7 de Abril, na procissão da Sexta-Feira Santa (Enterro de Nosso Senhor) tinha nessa altura 24 anos. A primeira saída para fora de Loriga aconteceu à Freguesia da Cabeça nesse ano de 1950, quando a Banda ali foi abrilhantar a festa da inauguração da Igreja.
Começou como Caixa, depois Bombo, nos concertos tocava Bombo e Pratos, instrumentos que tocou durante décadas. Um problema de saúde relacionado com o coração, levou que fosse proibido pelos médicos de tocar o bombo, passando então novamente a tocar caixa e a partir de 2003, passou a ser o Porta Bandeira.
Ao longo de tantos anos como elemento de Banda, serão muitas as histórias e momentos que tem para contar, no entanto, os momentos mais altos e que mais o marcaram, foi as idas da Banda aos Açores e Luxemburgo e também a recentemente Festa do Centenário.
Recorda com saudade todos o mestre que passaram pela Banda, pelos quais teve sempre um carinho de amizade e que ficaram para sempre no seu coração. Lembra os que já faleceram e com pena de não terem passado estas festividades do Centenário.
Recebeu a Medalha de Ouro da Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, a única distinção entregue a um musico desde sempre na história da Centenária Banda Filarmónica de Loriga.

- Deixou a Banda no final do ano de 2008. Completando 58 anos como elemento da Banda de Música de Loriga, Considerado o músico que mais tempo esteve ao serviço da Banda.

-Faleceu no dia 17 de Outubro de 2009 em Loriga, sendo sepultado no dia seguinte no cemitério local

Mário Pires da Costa (2006)

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Fernando Alves Pereira (Requinta)

Fernando Alves Pereira

Este bem conhecido Loriguense, levou mais de meio século de músico das Bandas Musicais, a sua presença parecia fazer já parte, como referência, na Banda Musical Loriguense.
Entrou para a Banda de Loriga em 1950, com apenas 12 anos de idade. Como rara excepção, em que esteve alguns poucos anos a tocar numa Banda de música da região, a maior parte de todos estes anos de músico, foram dedicados à Banda da terra que o viu nascer e na qual sempre viveu.
Deixou a sua actividade de músico no final do ano de 2004, ficando para a história como o segundo músico que mais tempo pertenceu à Banda de Loriga.

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Apontamentos complementares sobre os Músicos da Banda de Loriga ao longo dos anos

- Foi no ano de 1997, que pela primeira vez na sua história, a Banda de Loriga, passou a contar com elementos do sexo feminino.
- A primeira música da Banda foi a jovem
Rafaela da Costa Pereira, para logo depois serem integradas mais três outras jovens:- Tánia Gomes de Pina; Ana Cláudia Gouveia Aparício, Andreia Brito Garcia e Daniela Alexandra Pina Pereira..

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João Martinho Pereira
Faleceu repentinamente João Martinho Pereira, conhecido músico da Banda Filarmônica de Loriga. O seu falecimento ocorreu no domingo dia 4 de Maio de 2008, quando de regresso da Banda a Loriga, depois da festa em GIRABOLHOS-Seia.
Recorde-se que este dedicado e cumpridor músico era Saxofone-Barítono e fazia parte da Banda de Loriga à 39 anos.

João Martinho Pereira
Nascido em 05/10/1943
Faleceu em 04/05/2008

Elogio Fúnebre

V
iemos acompanhar um amigo á sua última morada.

O CAMINHO FAZ-SE CAMINHANDO.
O Senhor João caminhou connosco durante 40 anos, com sol, chuva, vento…
Conviveu com 10 Maestros, aperfeiçoando sempre os seus conhecimentos musicais.
Nada o impedia de levar o seu saxofone barítono a todos os lugares, alegrando o coração de todos os que gostavam de ouvir a Banda Filarmónica.
Até que o seu coração o traiu, morrendo no passado domingo no final de mais uma jornada musical.
A cultura de Loriga ficou mais pobre.
Que a sua vida seja um exemplo para os mais novos na competência e dedicação com que sempre se entregou á causa da música.

Paz á sua alma
Até sempre João Serra
Descansa em paz


Ode ao Filarmónico da Banda de Loriga *

Vestes uma farda e não usas armas.
Com ela vestida, dá alegria e não temor.
E nelas tens escrito o nome de Loriga.
Vestes uma farda, e não és autoridade.
Com ela vestida utilizas uma arma,
Chamada instrumento musical,
Que em vêz de mortais balas,
Dele saem maviosos sons,
Que dão esperanças a um mundo melhor.
Tocando o teu instrumento,
Abres o coração das gentes,
Despertando nelas,
O encantamento, a felicidade,
E a doce ternura,
Do meigo sorriso das crianças.
Ès assim um embaixador de LORIGA,
Nas terras que visitas ou voltas a visitar,
Onde és recebido e acarinhado,
Com se fosses um ente querido,
Que anseia por tornar a vê-lo.
E todos os anos cumpres a tua missão,
Vestindo a farda da Banda de LORIGA.
Bem hajas filarmónico, que te não cansas
Do bem fazer, com o instrumento que tocas,
Levando contigo a alegria, o amor e reconforto,
A tantos e tantos deserdados,
E humildes como tu,
Suavizando-lhes com a música que executas,
O travo amargo deste mundo cão,
Em que vivemos.
Vão para ti, filarmónico da Banda de LORIGA,
Todos os louvores e gratidão que mereces.
São para ti o reconhecimento,
È valor que te enobrece.
Honra pois a música que te inclementa
Honra a farda da Banda de LORIGA, honra.
Honra a terra que te serviu de berço, honra.
Que por orgulho, LORIGA te contempla.

* Mário Gonçalves Cruz (1928-1999)
(Um dos maiores bairrista Loriguense)

Foto -Década de 1970

Foto - 2009


Alguns Apontamentos de Registos

A Sociedade Recreativa e Musical Loriguense está inscrita na Federação Portuguesa das Colectividades de Cultura e Recreio.

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Considerada como a embaixatriz de Loriga

-De entre as colectividades de Loriga é, sem dúvida a Banda Filarmónica, a maior embaixatriz de Loriga, pelo brilhantismo e qualidade das actuações onde quer que se desloque prestigiando, assim, o nome da sua terra.

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-Essencialmente vocacionada para Festas Religiosas é, ao longo do ano, solicitada por muitas localidades, sendo raro o mês que não abrilhante com a sua presença as Festas locais. No entanto, quando solicitada, procura também marcar presença noutros eventos, nomeadamente de índole cultural.

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1925/1926 - Anos em que a Banda Filarmónica esteve sem actividade

-Com a saída para a África, do senhor Carlos Simões Pereira, então o regente, a Banda esteve sem actividade, inclusive mesmo encerrada.
Os instrumentos e o fardamento foram "encaixotados" e entregues à Junta de Freguesia, mas no ano seguinte e por iniciativa do senhor António Brito Pereira (António Barriosa) a Banda voltou a abrir as suas portas e à sua actividade normal, para contentamento de toda a população.

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A Primeira deslocação a Sacavém

-Em Julho de 1924, mais precisamente nos dias 26, 27 e 28, foi a primeira vez que a Banda de Loriga se deslocou a Sacavém, onde na altura já ali despontava uma significativa comunidade loriguense, Foi sem dúvida uma deslocação marcante, tanto para os elementos da Banda como para a comunidade sediada na região da grande Lisboa.

Aqui se regista a notícia do jornal "A Voz de Loriga" página 3 publicado em 10 de Agosto de 1924, sobre este acontecimento ao destacar a seguinte saudação:

"António d´Oliveira, correspondente do "Jornal A Imprensa Nova" saúda muito afectuosamente a distinta Banda de Loriga na pessoa dos Exmos Srs. Carlos Simões Pereira, Carlos Jesus Bastos e Alfredo Mendes Cabral, respectivamente, Maestro, Director e Sub-Director da referida Banda, e deseja muito sinceramente que ao regressarem à sua terra natal, encontrem os que lhes são queridos de perfeita saúde. Não pode também deixar de saudar muito afetuosamente a imprensa de Loriga apresentando-lhe as suas cordeais felicitações.
Um abraço a todos e saudações fraternas.
Sacavém Julho de 1924"


Como se disse o Maestro da Banda na altura era Carlos Simões Pereira (*1890 +1977) o "Mestre Carlos" como foi assim conhecido no meio loriguense. No ano seguinte com a sua saída para a África, a Banda esteve sem actividade, inclusive, mesmo encerrada de 1925/1926.

Recorde-se ainda que na época Loriga ainda não tinha estrada de ligação até S. Romão, (que dista hoje de cerca de 18 Km.) sendo portanto necessário fazer esse trajecto a pé em carroças de bois, depois ali então sim apanharem transporte rodoviário para Lisboa.

A Segunda deslocação a Sacavém

-Em Setembro de 1948, a Banda efectua a sua segunda deslocação até junto da grande Comunidade Loriguense residente em Sacavém, 24 anos depois da primeira deslocação ali, em Julho de 1924. Nesse ano de 1948, foi cabeça de cartaz no programa da Festa da Nossa Senhora da Saúde, que anualmente se realiza em Sacavém.

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-Boletim "A Voz da Banda" - Publicado a partir de 1983, com pouca duração.


As deslocações mais longínquas na Históra da Banda

A Banda nos Açores (Ano1999)

Realizou-se em Julho de 1999, uma deslocação aos Açores. Foi a primeira deslocação, para fora do Continente, da grande embaixatriz de Loriga, que se traduziu num enorme êxito. A actuação da Banda de Loriga na Ilha de S. Miguel nos Açores ficou a dever-se ao esforço e verdadeiro bairrismo levado a efeito pelo Loriguense Dr.José Prata Aparício, o "Zeca Prata", como é reconhecido pelos amigos, e que há anos se encontra radicado nos Açores. Um mês depois (em Agosto) no dia da Festa da N. Senhora da Guia, os músicos da Banda prestaram uma singela e merecida homenagem a este seu conterrâneo, ao qual ofereceram uma lembrança, como prova de gratidão, a que se juntou a grande assistência presente no recinto da N.S da Guia, com uma grande e afectuosa ovação.

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A Banda no Luxemburgo (Ano 2005)

Foi uma Festa a deslocação da Banda ao Luxemburgo inserida nas comemorações do 10 de Junho Dia de Portugal e das Comunidades, que se realizaram no Luxemburgo mais precisamente na capital (Ville-Luxemburgo), nos dia 10.11.e 12 de Julho de 2005.
A Banda Musical de Loriga efectuou dois concertos, em terras do Luxemburgo. Um no dia 11 pelas 14 horas na "Place d´Armes" e outro no dia 12 pelas 12 horas na "Place Guillaume"
Tocou ainda por breves minutos, assim como, foi também entrevistado o seu presidente Joaquim Moura, no programa televisivo PORTUGAL NO CORAÇÃO, que estava a ser transmitido para Portugal pela RTP e também para todo o mundo através da RTPinternacional.
Foram muitos os loriguenses presentes, vindos também dos países vizinhos como, Alemanha, Suíça, França, Bélgica, Holanda, percorrendo mesmo largas centenas de quilómetros, para estarem presentes nesta deslocação memorável da sua Banda.
Foi com uma estreita colaboração e numa união de forças entre a Direcção e a Comunidade Loriguense no Luxemburgo, que foi possível concretizar esta deslocação, que passou a fazer parte no historial da Banda de Loriga.

No mês de Agosto no domingo da Festa da Nossa Senhora da Guia, durante o concerto da Banda, a comissão nomeada em representação da comunidade loriguense no Luxemburgo, entregou à direcção da Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, um donativo de 2.000€, valor do saldo apurado, após o pagamento das despesas, relacionado à deslocação da Banda àquele país. Por sua vez foi oferecido àquela comissão uma oferta (salva de prata) como prova de gratidão pela maneira amiga como foram recebidos pela comunidade loriguenses radicada no Luxemburgo. Uma grande e afectuosa ovação se fez ouvir pela grande assistência presente no recinto.


Actuação da Banda de Loriga, no Terreiro da Lição.


Recortes de História
As Sedes da Banda Filarmónica de Loriga

Ao longo da sua história a Banda Filarmónica de Loriga esteve sediada por várias casas da vila, onde para além da parte administrativa eram também onde eram realizados os ensaios. Em 1996 adquiriu a sua Sede própria com a compra do imóvel "Solar da Redondinha" que veio assim tornar realidade um sonho.
Nos primeiros tempos da fundação os ensaios eram efectuados nas casas de alguns dos directores onde ao mesmo tempo esses mesmos directores guardavam toda a documentação.

Aqui se regista os locais onde esteve sediada a Sede da Banda Filarmónica de Loriga, ao longo da sua longa existência de mais de 100 anos:

- A primeira Sede que parece haver memória, foi numa casa junto à capela da Nossa Senhora do Carmo no Bairro de S.Ginês.
- Depois daqui A sede da Banda foi fixada junto à "Quelha da Barroca" na casa que era do senhor António Brito, casa essa que depois ofereceu para Loriga. Aqui sim este sediada durante longos anos mais precisamente até à década de 1960.
- Seguidamente a sede passou para o Pátio do Poleirinho, na casa da família do bem conhecido Adolfo José Duarte Gouveia, onde esteve até á década de 1970/80.
- A partir da década de 1970/80 passou para as instalações da Fundação Cardoso de Moura Rua Coronel Reis (antiga Rua da Amoreira) onde permaneceu até adquirir em 1996 a sua Sede própria (Solar da Redondinha) onde se encontra actualmente.

Sede da Banda Filarmónica - Loriga

Antigo "Solar da Redondinha"


Comemoração do Centenário da Banda de Loriga

Várias eventos são levadas a efeito durante o Ano 2006, inseridos nas Festividades do Centenário da Banda de Loriga, que a data se comemora no dia 1 de Julho de 2006 (data oficial) da fundação da Sociedade Recreativa e Musical Loriguense. O dia 29 de Janeiro de 2006, foi data oficialmente registada, para inicio das comemorações.

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-No dia 29 de Janeiro 2006, deslocou-se à vila de Loriga a consagrada Banda de Manteigas, para saudar e apresentar os parabéns à Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, pela passagem do seu 1º. Centenário.

Neste dia foi benzida uma viatura de transporte, para a Banda e sua Escola de Música, com capacidade para 9 lugares.

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-No dia 19 de Fevereiro 2006, foi a vez da Banda da vila de Carvalho, região da Covilhã, visitar Loriga no mesmo contexto das Festividades.

Neste dia foi comunicado oficialmente a aquisição de alguns instrumentos, nomeadamente, 1 Tuba de chaves, 1 Bombardino; 1 Trompa de harmonia, 1 Trombone de varas e 3 Clarinetes.

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-No dia 26 de Março deslocou-se a Loriga, a Banda:- Sociedade Artística Musical 20 de Julho de Santa Margarida do Arrabal (Distrito de Leiria)

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-No dia 2 de Abril foi a vez da Banda do CCD da Câmara Municipal de Oeiras, visitar a Vila de Loriga, para homenagear a Banda.

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-No dia 30 de Maio e inserido nas Festividades do Centenário, representantes da Banda Musical de Loriga, estiveram presentes no Rádio Clube de Arganil, no programa que foi para o ar em directo das 22H00 às 24H00.

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-No dia 31 de Maio, a Banda de Loriga esteve presente em directo no programa "Praça da Alegria" da RTP1 transmitido da delegação do Porto. O programa "Praça da Alegria" realizado entre as 10,00 e 13,00 horas, contou com a actuação da Banda com dois números, assim como, uma pequena entrevista ao seu Presidente Joaquim Moura. Foi ainda possível durante esta passagem pela RTP, homenagear a Banda com um lindo poema, lido por José Conde, e escrito por uma Loriguense.

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-No dia 3 de Junho, a Banda de Loriga esteve em Alcobaça, em visita de cortesia à Banda Vestiarense (Alcobaça), que neste ano 2006, também comemora os 100 de existência. Juntam-se assim duas Bandas Centenárias, que dessa forma tornam assim uma data num facto inédito.

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-No dia 1 de Julho 2006, deslocou-se a Loriga a Banda da Armada, que pelas 21,30 Horas, fez um concerto no Largo do Santo António em Loriga, que marcou o ponto alto das comemorações do Centenário da Banda de Loriga. Esteve também presente o senhor Almirante da Armada, Leiria Pinto que foi homenageado à chegada com o toque de um trecho musical.

Novos Instrumentos adquiridos para na Banda no ano do Centenário

- No dia 1 de Julho de 2006, teve também como momento alto, a estreia do novo fardamento da Banda.

- No dia 2 de Julho de 2006, o Reverendíssimo Bispo da Guarda D. Manuel Rocha Felício, deslocou-se a Loriga, para presidir às cerimónias religiosas, que se realizaram nesse dia, em comemoração dos 100 Anos da Sociedade Recreativa e Musical Loriguense.

-No dia 2 de Julho deslocou-se a Loriga, a Banda da Juventude Musical Ponterrolense de Ponte do Rol - Torres Vedras, para participar nas comemorações do Centenário da Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, com o apoio da ANALOR

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Programa da data oficial da Comemoração do Centenário da Banda de Loriga

Sábado, dia 1 de Julho

Pela manhã - Salva de 100 morteiros
17H00 - Recepção às Autoridades convidadas seguido do Acto Solene para assinalar o centenário.
19H00 - Jantar Convívio do Centenário.
21H00 - Actuação da Banda da Armada (composta por 115 elementos). Concerto a realizar no Largo do Santo António em Loriga.

Neste dia será também um momento alto com a estreia do novo fardamento da Banda.

Domingo, 2 de Julho

10H00 - Romagem ao cemitério com a presença do Bispo da Diocese da Guarda
10H30 - Porto de Honra em comemoração do Centenário
11H00 - Missa Solene presidida pelo Bispo da Guarda D. Manuel da Rocha Felício
14H00 - Recepção na Av. Augusto Luís Mendes, às Bandas do concelho de Seia, que se deslocam a Loriga, em visita de cortesia para apresentarem os parabéns.
17H00 - Concentração de todas as Bandas no largo de Santo António onde irão tocar em conjunto a marcha do Centenário.

Neste dia desloca-se também a Loriga, a Banda da Juventude Musical Ponterrolense de Ponte do Rol - Torres Vedras, para participar nas comemorações do Centenário da Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, com o apoio da ANALOR.

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Nesta hora das Festividades do Centenário da Banda de Loriga, de maneira alguma se poderão esquecer todos aqueles e muitos Loriguenses, que ao longo destes 100 Anos contribuíram, por vezes com muito sacrifício, para que hoje se esteja a Festejar este grande acontecimento. Por isso um dever de todos os Loriguenses homenagear todos essas pessoas que fizeram a história da Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, ao longo destes 100 anos, com um merecido e um reconhecido BEM-HAJAM.

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Para participarem nas festividades da comemoração do Centenário da Banda, foram várias a individualidades que se deslocarem a Loriga, destacando-se entre outras o Delegado do Ministério da Cultura (zona Centro) Dr. António Pita, o representante do Governo Civil da Guarda, Dr. Pedro Pires, o Presidente da Câmara Municipal de Seia, Eduardo Brito, o senhor Almirante da Armada Leiria Pinto, o Bispo da Guarda Rev. D. Manuel Felício.

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Várias Bandas do Concelho presentes em Loriga nos festejos do Centenário da Banda de Loriga.

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-No dia 15 de Julho, foi programado no Salão Paroquial de Loriga, pelas 21H30, um concerto de clarinetes pelo quarteto "AD LIBITUM", evento inserido ainda nas comemorações do Centenário da Banda de Música de Loriga.

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No dia 25 de Novembro, deslocou-se a Loriga numa visita de cortesia a Banda da Sociedade Musical Gouveense - João Amaral Botto Machado, ainda inserido nas festividades do Centenário, que realizou um concerto na Escola EB23 Dr. Reis Leitão.

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No dia 10 de Dezembro realizou-se o último evento das Festividades do Centenário da Banda, que ao longo deste ano 2006 foram levados a efeito para celebrar esta data memorável dos 100 Anos de existência da grande embaixatriz de Loriga,
Para o efeito, desloca-se à Vila de Loriga, a Banda da Sociedade Filarmónica Vestiarense "Monsenhor José Cacella" da Vestiaria - Alcobaça, também ela a festejar neste ano 2006 o seu Centenário, que no âmbito do entre cambio que foi efectuado, faz esta visita de cortesia para apresentar os parabéns à sua congénere de Loriga.

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Aberturas das Comemorações do Centenário da Banda de Loriga
(Loriga 01.07.2006)

Saúdo os Ex.mos Senhores:
Dr. Pedro representante do Governo Civil da Guarda
Presidente da Câmara Municipal de Seia
Presidente da Junta de Freguesia de Loriga
Dr. Pita Delegado do Ministério de Cultura
Delegado do INATEL
Delegado da Juventude
Representante das Federações das Bandas do Distrito da Guarda
Almirante Leiria Pinto em representação da Marinha de Guerra Portuguesa
Comissão de Honra deste Centenário
Convidados e Filarmónicos
Minhas Senhoras, Meus Senhores,
Loriguenses:

Nesta hora solene das comemorações do Centenário da nossa Banda, quero associar-me dissertando umas breves notas, que me parecem oportunas, para o momento alto que estamos a viver. Certamente, todos os que passaram por esta Agremiação Artística e Cultural, tiveram vivências e terão histórias para contar.
São as pequenas e grandes coisas que deram vida e marcaram os 100 anos de existência desta Sociedade e da sua Banda. (Num aparte direi que,) muito jovem, também eu, me senti atraído pela nossa Banda. Por duas ocasiões distintas, fiz parte da aprendizagem na Escola de Música, tocando " soprano". Por fundamentos imponderáveis passei ao lado da carreira de músico. O destino reservou-me para mais tarde outras tarefas nos Órgãos Sociais, (seis anos como Secretário da Direcção e 13 anos como Secretário e Presidente do Conselho Fiscal).

Nunca é demais recordar que: Joaquim Gomes de Pina; Mateus Moura Galvão; Augusto Luís de Pina; Augusto Luís Mendes; António Cabral e o Maestro João Martinez, foram os precursores, de outras grandes personalidades marcantes, dirigentes, maestros, executantes e amigos da Banda, que pelo seu carisma e bairrismo ímpar, souberam em cada momento e em todas as circunstâncias, conduzir os destinos da Sociedade e da sua Banda até aos dias de hoje.
Sei que passaram, nós sabemos que passaram, grandes vultos da música, da cultura e da classe dirigente por esta casa. Muito deles já partiram e curvo-me perante a sua memória. Me perdoem, mas não vou enumerá-los. Penso que outros Loriguenses o farão.
Declamo eloquentes factos e sentimentos. Com eles pretendo homenagear todos os que nos antecederam invocando a memória dos que fizeram a sua história e agradecer em nosso nome e das gerações que nos há-de suceder, o valiosíssimo legado que nos deixaram. Recordemo-los com grata admiração.
Quero centralizar as minhas palavras para os últimos 30 anos.
Corria o ano de 1977. A nossa Banda era alvo de mais uma crise, que levou a encerrar as suas portas, logo após o cumprimento dos compromissos das contratações das festas. "Esteve encerrada oito meses". A Junta de Freguesia de então, primeiros Órgãos Autárquicos eleitos democraticamente após o 25 de Abril de 1974, imbuídos de sentimentos associativos, de espírito bairrista, de voluntariedade e de entrega à Comunidade Loriguense abraçaram, o difícil desafio de reorganizarem a nossa Banda. Com oitenta e três anos de idade, regressa à sua Banda, o saudoso Maestro António Brito Pereira, coadjuvado pelo seu filho Senhor António Alves Pereira. A Banda regressa à actividade no dia de Corpo de Deus de 1978. Ainda hoje recordo, o banho de multidão e a sensacional ovação que a Banda teve, quando entrou na Rua da Praça, com destino ao Adro da Igreja.Era o início de uma nova era.

São aprovados oficialmente os seus Estatutos em 28 de Novembro de 1979 e publicados no Diário da República em 8 de Janeiro de 1980.
Estavam dados os primeiros passos, para que a Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, continuasse o seu percurso mais compacto, organizativo e sem grandes sobressaltos em matéria de estabilidade.
A 27 de Dezembro do ano de 1980, tomam posse os primeiros Órgãos Sociais. É na então Assembleia de Freguesia eleita democraticamente, que são convidados parte dos seus membros, para integrarem o novo elenco Directivo e restantes Órgãos Sociais, da qual sinto orgulho ter pertencido. A partir desta data e para garantia de estabilidade futura, o Presidente da Assembleia Geral, é por inerência do cargo, um membro da Junta de Freguesia de Loriga. Em Abril de 1981 é aprovado o Regulamento Interno e no fim do ano musical, devido à sua idade, o saudoso Maestro António Brito Pereira renuncia. Regressa mais uma vez à sua Banda, o saudoso Maestro António Pinto Ascensão. É regulamentada a criação de Sócios e duas Escolas de Música. A Escola de Música da Banda e a Escola de Música da Casa do Povo, uma parceria, que visava a obtenção de subsídios.
Estavam criadas as condições de mudança e novos caminhos se abriam. Pontificavam dois grandes nomes da cultura e da música Loriguense. Refiro-me naturalmente aos saudosos: Professor António Domingos Marques e Maestro António Pinto Ascensão.
Sob a batuta destes ilustres Loriguenses, restantes Directores e Executantes, uma nova dinâmica nascia e novas esperanças se espelhavam no horizonte. Esforço, dedicação, persistência e criatividade, foi o mote para que Dirigentes, Maestros, Executantes e Associados propiciassem seguramente condições excelentes para o exercício e aprendizagem da nobre arte da música, tendo continuidade no Presidente Carlos Alves de Moura, Maestro Manuel Pancão Cola e outros que se seguiram. No esforço reunido e continuado, sempre com visão de futuro e de responsabilidade chegamos à aquisição de Sede própria.

Que melhor destino, poderia ter este amplo e soberbo edifício," vestuto e solene Solar da Redondinha", que não, o receber no seu regaço, a Sociedade Recreativa e Musical Loriguense?
Bem - Haja, Senhor Carlos Alves de Moura e a todos os Directores que o acompanharam na liderança deste processo, para a aquisição deste imóvel e a todas as Entidades que colaboraram, nomeadamente a Câmara Municipal de Seia, Junta de Freguesia de Loriga e a ADRUSE. O nosso muito obrigado a todos.
Sei das preocupações, das noites mal dormidas, que perseguiam alguns dos mais activos e dinâmicos Directores, quando obstáculos imprevistos e imponderáveis, toldavam as expectativas de levarem a bom termo as legítimas aspirações para o desenvolvimento Associativo, Cultural e Musical desta Sociedade.
Mesmo assim, porque ousaram aceitar o desafio do futuro, não esmoreceram e nem recuaram. "É de homens assim: decididos, dedicados e laboriosos, temperados com a força da montanha, que Loriga precisa". E, como diz o poema, " o homem sonha e a obra nasce".
Na Sociedade ou na Comunidade em que nos inserimos e participamos, aprendemos que infelizmente a gratidão, nem sempre existe.
"Nem todas as pessoas podem ser grandes, mas todas as pessoas podem ser boas".
Eis a tónica que lanço aos nossos jovens para os próximos 100 anos. Repito: "Nem todas as pessoas podem ser grandes mas todas as pessoas podem ser boas".
Uma palavra de apreço e estímulo para a Comissão de Honra, Direcção, restantes Órgãos Sociais, Maestro, Monitor da Escola de Música e Executantes. Parabéns pela preparação deste primeiro centenário, inovador e repleto de acções culturais. As actividades desenvolvidas e que se prolongarão até ao fim do ano têm demonstrado originalidade e elevação, dignificando e honrando a nossa Banda e a nossa Terra.
Finalmente, faço votos e apelo a todos, para que a melodia dos clarinetes, a sonora cadência dos saxofones, a grave sinfonia das trompas e a filarmonia dos acordes, continuem a ressoar em uníssono sob a compassada ordenança da batuta do actual e futuros maestros, rumo ao próximo centenário que começa já amanhã a contagem decrescente e que possamos dizer hoje e sempre, Música, Maestro.

Viva a Banda de Loriga, os Loriguenses e os amigos de Loriga.
Loriga, 01 de Julho de 2006
Por:-Carlos José Brito Moura


Sessão de Encerramento das Comemorações do Centenário da Banda
(Loriga 10.12.2006)

Ex.mº Senhor Presidente da Câmara Municipal de Seia, Ex.mº Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Loriga, Ex.mª Direcção da Filarmónica Vestiarense, Ex.mº Senhor Presidente da Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, Ex.mº Senhor Presidente da Comissão de Honra das Comemorações Centenárias da Banda, Ex.mº e Reverendo Pároco de Loriga, Caros Convidados e Filarmónicos, Minhas Senhoras Meus Senhores,
Loriguenses:
Encerramos neste dia 10 de Dezembro de 2006, as comemorações dos 100 anos de existência da Sociedade Recreativa e Musical Loriguense.
Começo por agradecer em meu nome e em nome de todos os que gostam e amam a Banda de Loriga, a todo o elenco Directivo, superiormente presidido pelo senhor Joaquim Gonçalves de Moura, à Comissão de Honra e a todas as Entidades Públicas e Particulares; por todas as iniciativas empreendedoras evidenciadas na concretização das Comemorações Centenárias e obviamente também pelo esforço e trabalho desenvolvido, pelas grandes preocupações que tiveram e que foram alvo de debate e resolução com decisões que foram inovadoras nas grandes linhas de acção que estiveram na programação dos doze eventos realizados no decurso do ano de 2006, salientando-se a participação de treze Bandas Filarmónicas, a presença da nossa Banda no "Programa da Praça d´Alegria" na RTP1 e a exibição do Quarteto de Clarinetes de Águeda, não esquecendo os pontos altos emocionalmente vividos nos dias 1 e 2 de Julho, tendo hoje o seu epílogo com a participação da Banda Filarmónica Vestiarense.
Enaltecemos e desejamos longa vida a esta prestimosa Sociedade Filarmónica Vestiarense " Monsenhor José Cancela" da localidade de Vestiaria - Alcobaça, também Centenária. A nossa Banda teve o privilégio de ter sido convidada, participando no passado dia 3 de Junho, integrada no programa das suas celebrações centenárias. Parabéns. Agradecemos a sua presença nas pessoas do seu Presidente, Maestro. Filarmónicos e todos os seus acompanhantes.
Proporcionaram-nos um final feliz com o brilhantismo da sua participação, enriquecendo culturalmente e musicalmente este final de comemorações, circunstancialmente celebrado e vivido em comum.

De repente o nosso amigo Quim / Presidente (foi assim que sempre te conheci e nos relacionamos) fez lembrar-me o seguinte:
Substituis muito bem o teu saudoso Tio/Padrinho "Joaquim Gonçalves de Brito" uma personagem ímpar, figura incontornável da Sociedade Loriguense, grande amigo e dirigente da Banda, bairrista convicto e sempre receptivo como conselheiro. Ironia do destino ou simples coincidência, ditou esta particularidade de certo modo curiosa sob o ponto de vista sentimental e afectivo.
O Tio/Padrinho presidiu às comemorações das Bodas de Ouro (50 anos de existência da Banda) e o Sobrinho/Afilhado preside às comemorações do 1º Centenário (100 anos de existência da Banda)
Ao invocar a sua memória, presto homenagem a todos os Loriguenses que contribuíram para a promoção dos valores culturais, artísticos e musicais, lembrando os seus fundadores, benfeitores, entidades públicas e privadas, dirigentes, maestros, sócios e executantes da nobre arte que é a música.
Uma palavra muito grata a todos os Industriais de Lanifícios, Industriais de outras actividades e sectores de produção e Comerciantes; porque durante longos anos, seguramente sete décadas, foram o verdadeiro suporte estrutural desta Sociedade. Ficarão concerteza na memória colectiva, como testemunhos vivos de liberdade e voluntariedade, de esforço, de dedicação e trabalho, que apaixonaram várias gerações e que concentram condições essenciais em toda a linha, para transmitirmos toda esta obra de arte às futuras gerações, como legado cheio de valores a preservar.
Uma longa caminhada foi percorrida. A persistência, a criatividade, a formação recreativa, cultural e musical; considerandos que foram postos em prática e desenvolvidos, e que nos dão hoje a feliz realidade de vermos a nossa Banda rejuvenescida, com muitos e muitos jovens de ambos os sexos nas suas fileiras, fruto também da cultura associativa enraizada nos Loriguenses, independentemente da sua condição sócio-económica. Devemos favorecer-lhes uma progressiva consciência do seu papel como agentes futuros da cultura na Sociedade. Dão corpo a este viveiro de músicos, as Escolas de Música, fonte de vida e sinal de abundância.
Factor determinante a considerar é efectivamente interiorizarmos de que só teremos futuro se pensarmos e agirmos colectivamente.
Temos dois grandes desafios permanentes para vencer:

Combater a desertificação e aprender a viver num mundo cada vez mais global. Nesta época, pós-industrial, o trabalho, a empresa, devem continuar a marcar os nossos ritmos quotidianos. Devemos fortalecer cada vez mais a nossa organização social e o modelo da nossa vida.
Não à desertificação, mas sim à implantação das famílias, centros de vida, unidade social essencial, células de base da construção da Sociedade.
Aproveito esta oportunidade para me dirigir ao caro amigo e Senhor Presidente de Câmara Municipal de Seia "Eduardo Brito". É opinião generalizada entre nós Loriguenses, de que é um bom amigo de Loriga. De facto, através da sua vida pública, tem demonstrado ser amigo dos Loriguenses. Nas mensagens que dirige aos seus munícipes, é frequente dizer de que para vencermos os grandes desafios que temos pela frente é preciso "engenho e arte". A estes atributos se me permite eu acrescento mais um - "investimento". E é nesta trilogia que solicito ao Senhor Presidente da Câmara Municipal de Seia, que use todas as suas influências possíveis e imaginárias, junto do Poder Central, Poder Regional e Investidores, para que através do Município a que preside, consiga atrair para Loriga investimento que devolva a esta Vila pelo menos 200 a 300 postos de trabalho. Loriga é uma Vila com grandes tradições na Indústria desde o século XIX. Temos engenho e arte para enfrentar qualquer sector no mundo do trabalho.
Recentemente Loriga, perdeu duas das suas mais emblemáticas unidades industriais; a Sociedade Têxtil Moura Cabral e a Lorimalhas, que foram potenciadoras de mais de 400 postos de trabalho (directos e indirectos).
Se Loriga não recuperar postos de trabalho, dificilmente poderá manter no futuro esta e outras Sociedades e Associações.
O Turismo é uma componente de desenvolvimento a considerar, mas não podemos alhearmo-nos e dispensarmos a verdadeira matriz Loriguense, que é a Indústria, alavanca indispensável à criação de riqueza e geradora de muitos postos de trabalho.
Os temas do presente são importantes desenvolver. O passado responsabiliza-nos para construirmos um futuro que nos fascine.
Voltando ao Associativismo, factor fundamental e determinante para o desenvolvimento, penso que as grandes linhas de acção assentes no voluntariado, são em meu entender a consciência dos órgãos do poder, na justa medida em que obriga a recordar continuamente aos governantes, a finalidade subjacente à sua própria criação governativa, de construir uma sociedade em que se visa o reconhecimento do homem pelo homem.
A crise que grassa na nossa sociedade e as mudanças que se produzem nas condições de vida, agravam os problemas sociais, obrigando a pensar novas formas de colaboração e de gestão de recursos humanos e financeiros. Neste contexto, as reivindicações para melhorar as condições estruturais, faz potenciar a polarização das pessoas e das Instituições tradicionais, no sentido de consciencializar os responsáveis, de que elas são parceiros inestimáveis para se alcançar um melhor desempenho de funções, dentro do espírito doutrinário e princípios indispensáveis ao desenvolvimento e felicidade da pessoa humana.
Antes de terminar um agradecimento muito sincero à Rádio Clube de Arganil e ao seu colaborador José Manuel Conde Santos, pela cobertura e expansão dada a todos os eventos levados a efeito durante o ano em curso.

Por Fim
- Deixo este pensamento: As coisas belas só pertencem a quem as ama. E se a Banda de Loriga é para nós uma coisa bela, ela é pertença de todos os Loriguenses que a amam. E será com certeza dentro destas regras e valores que chegará aos próximos 100 anos.

Que viva Loriga e a sua Banda.
Bom Natal e Feliz Ano Novo para todos.
Muito Obrigado
Loriga, 10 de Dezembro de 2006
Por:- Carlos José Brito Moura


A Benção da carrinha

Viatura de Transporte
Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, pela primeira vez na sua história, adquiriu uma viatura de transporte (uma Carrinha de 9 Lugares) aquisição efectuada em 2006, ano do Centenário.
Em 29 de Janeiro de 2006, realizou-se a benção da viatura, efectuada pelo Rev. Padre João António Gonçalves Barroso, Pároco de Loriga


110.º Aníversário
Sociedade Recreativa e Musical Loriguense

Os 110 Anos da Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, são sinónimo de FESTA! Uma FESTA onde se vai reunir uma importante e expressiva conjugação a publicação de um Livro e a estreia de um novo Fardamento…
Um Livro que vai certamente contribuir para relevar e tornar mais clara a história da Banda Filarmónica de Loriga e o contexto historiográfico e territorial onde surge e porque se inicia; e um novo Fardamento porque o que existia era do ano de 2006 e encontrava-se já bastante "usado" e com algumas mazelas!
O Programa para esse dia é exemplificativo e demonstra bem o grande empenho e a exemplar dedicação da Direção! Os dois BOLOS - um para o dia 1 e o outro para o dia 2 de julho de 2016 - são o símbolo da efeméride e expressam bem a significação dos atos…

O nosso OBRIGADO!

***

Editado o Livro
"Da Filarmónica Loriguense à Sociedade Recreativa e Musical Loriguense"

No dia 1 de Julho de 2016, data da celebração do 110º. Aniversário da Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, foi lançado o Livro "Da Filarmónica Loriguense à Sociedade Recreativa e Musical Loriguense" da autoria do loriguense Dr. Augusto Moura Brito, que foi na verdade um momento alto e marcante, que vai ficar perpetuado para a história esta importante narrativa historial da Banda de Loriga, fruto dum grande trabalho de pesquisa e de empenho, para ficar para sempre bem claro como registo histórico.


Poema à Banda

Placa alusiva ao Centenário

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Sede da Banda na noite do Centenário (2006)

Lá vem a Banda *

Ouço o ecoar dos clarinetes
As trompetes, os saxofones
Músicos alinhados
Marcham com rigor.
Harmoniosas melodias
Soam no ar.
É dia de festa.
A alvorada pelas ruas
Dá a todos os bons-dias.
Perfilados e fardados
Os músicos e o mestre
Anunciam alegria.
De novo, o som no ar.
A procissão vai a passar.
Ao som da música
Todos marcham o compasso.
Percorrem as ruas
Tocando hinos
De prece e de louvor
Ou´o povo acompanha
Com todo o fervor.
Segue-se a missa cantada
Pelos músicos tocada.
A festa continuou.
O concerto musical
Foi o remate triunfal.
A banda de novo tocou.
Foi assim o percurso
Desta banda musical
Qu´em Loriga se fundou
E a Estrela apadrinhou.
Durante 100 anos
Alegrou e encantou
Aqueles que primaram
Com a sua companhia.
Hoje, teve a honra
De tocar nesta praça
Onde há música e harmonia.
A Praça da Alegria.


* Génita
31/05/06

Ps. Poema lido pelo José Conde no dia da visita da Banda à RTP


Videos & e Slides da Banda Filarmónica de Loriga (Vários autores)

102 Historia da Banda(2008)

Slides de fotos da Banda

Historia da A banda(2008)

Momentos da Banda

Concerto no Adro 2009 (Zefernandes2009)


* Entrevista do www.loriga.de ao senhor Presidente da Banda:- Joaquim Moura

Neste ano Festivo da Comemoração dos 100 Anos da Banda de Loriga, será mais que justo aqui registar, o depoimento do Presidente da Direcção, um balanço desta data memorável do Centenário da Sociedade Recreativa e Musical Loriguense.

****

-loriga.de:- Que balanço, como Loriguenses poderemos fazer das Comemorações do Centenário da Banda de Loriga?
Presidente da Banda:- O balanço como loriguense que podemos fazer das comemorações do Centenário é um balanço positivo tendo em conta de que ainda temos mais algumas oportunidades de chegar até Dezembro e no decorrer de entrevistas voltarmos a falar.
-loriga.de: - Considera ter sido positivo todas as Festividades do Centenário que foram efectuadas e com toda a certeza ficarão para sempre registadas no historial da Banda?
-Presidente da Banda:- Considero positivo as festividades, foram todas elas dignas do nome que a banda tem, foi muito reconfortante tudo o que se fez, esperando-se sempre fazer melhor.
-loriga.de:- Segundo temos conhecimento, foi de facto de registo toda uma boa organização, levada a efeito, para que todos os eventos efectuados decorressem com toda a eficiência, houve algum segredo especial?
-Presidente da Banda:- A organização que foi montada para este evento foi de facto programada com todo o cuidado por mim pelos meus colegas da Direcção, um trabalho que não se vê e que está nos bastidores, mas penso, que de certa forma foi levado a efeito com êxito.
-loriga.de:- Tem em estimativa, quantos eventos foram realizados inseridos nas Festividades do Centenário?
-Presidente da Banda:- A estimativa de quantos eventos, seriam para ai uns nove, todos eles diferentes mas todos eles dignos do Centenário da Banda de Loriga.
-loriga.de:- No total, quantas foram as Bandas que visitaram Loriga, neste período dos festejos do Centenário?
-Presidente da Banda:- As Bandas que vieram a Loriga nos Festejos, tiveram inicio em Janeiro com a Banda de Manteigas, em Fevereiro com a Banda de da Vila de Carvalho, em Março com a Banda do Arrabal de Leiria seguiu-se a Banda da Câmara Municipal de Oeiras e depois tivemos um interregno, também tivemos um quarteto de Clarinetes chamado Ad Libitum, entretanto chegou o dia da Comemoração
-loriga.de:-O elenco directivo da nossa banda, sente-se recompensado moralmente, pelo esforço desenvolvido em prol das Festividades do Centenário? .
-Presidente da Banda:- Estou crente que todo o elenco directivo está contente pelo que se passou. Foi um esforço desenvolvido em vários níveis mas é reconfortante quando tudo corre bem e até hoje tudo correu dentro do limites e dos planos traçados.
-loriga.de:- Como se pode classificar a participação dos Loriguenses em todas estas Festividades do Centenário. Muito Boa? Boa? Ou razoável?.
-Presidente da Banda:- Classificar a participação dos loriguenses no evento do Centenário, não é à Direcção nem mim Presidente, que me cabe classificar, mas penso que recebemos de muito boa gente, muito auxilio, muito apoio, aliás, à muita forma de dar, o dar monetário mas também o dar doutra forma e, é essa outra forma que reconheço que ultrapassou e nos fez estar contentes com o que fizemos.
-loriga de:- Os apoios oficialmente solicitados para fazer frente aos custos elevados com as Festividades do Centenário, foram de certa maneira correspondidos dentro do esperado?
-Presidente da Banda:- Os apoios oficiais nem sempre são canalizados para este evento, no entanto, quero realçar a forma como o Município nos tratou e portanto nos ajudou. Foi um dos momentos marcantes das nossa Festa por isso a gratidão que temos ao Presidente, a autarquia de Loriga também correspondeu ao seu mais elevado nível, bem como o Ministério da Cultura - Secretaria de Estado da Cultura através da delegação de Coimbra, penso que estas três entidades ajudaram-nos imenso neste evento do Centenário.
-loriga.de:- O que respeita à comparticipação dos Loriguenses, ou amigos de Loriga, sabendo-se dos apelos feitos pela Direcção tendo em conta dos elevados custos com todos o eventos do Centenário?
-Presidente da Banda:- No que respeita à comparticipação do loriguenses não excedeu as nossas espectativas, ficando muito aquém do que esperava-mos, mas no entanto, dos vários cantos do mundo vieram verbas que também ajudaram neste evento, apesar de não ser como nós desejava-mos.
-Loriga.de:- Presume-se nesse caso que a Direcção esperava muito mais dos Loriguenses?.
-Presidente da Banda:- É possível dentro doas limitações que nós temos e da desertificação que está em curso na nossa terra, para não falar da emigração que nos deixou um tanto ou quanto abalados, reconhecendo que o ano passado estivemos no Luxemburgo, onde fomos apoiadíssimos e fomos praticamente tratados como príncipes, por isso também marca dois anos seguidos de eventos desta natureza, que por vezes nos correm melhor financeiramente outros menos bem, mas bem, estamos contentes.
-loriga.de:- As Medalhas Comemorativas do Centenário foram todas elas esgotadas, ou ainda tem, no caso, de haver ainda interessados em adquiri-las?
-Presidente da Banda:- As Medalhas Comemorativas do Centenário, foram elaboradas 500, ainda temos algumas, aliás nos tempos actuais não é fácil colocar no mercado, no entanto, estamos disponíveis para quem quiser adquirir, pois as Medalhas tem um interesse comum para todos os loriguenses e quando se esgotarem, provavelmente faremos uma nova edição, neste momento não há necessidade, porque temos ainda algumas para venda.
-loriga.de:- No caso de ter novamente que planear as Festividades do Centenário, teria feito exactamente igual ou planeava ainda muito mais eventos?.
-Presidente da Banda:- Com as festividades do Centenário teve-se que equacionar o trabalho que a Banda tem ao longo do ano, onde a Banda vai e que dão o suporte económico à colectividade, não havendo muito mais tempo durante os 12 meses para enquadrar mais eventos, penso no entanto, que planeava mais ou menos semelhante, não igual, mas semelhante.
-loriga.de:- Tivemos ainda neste ano do Centenário, a aquisição de uma carrinha, vários instrumentos, um novo fardamento. Será que ficou algo mais por adquirir e que não foi possível neste momento?.
-Presidente da Banda:- Para a Direcção da Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, nunca haverá momento para dizer já chega. Os instrumentos são peças fundamentais da associação que vive ao mais alto nível, todos os dias é preciso reparar ou comprar novo, mais um elemento que entrou mais algo para adquirir, portanto nunca estamos satisfeitos pensamos sempre em mais.
-loriga.de:- Foram várias as pessoas de algumas Bandas ou acompanhantes, que vieram a Loriga, que entraram em contacto com o meu Site, manifestando o seu contentamento e a maneira hospitaleira como foram recebidos, calculo que o mesmo lhe foi manifestado pessoalmente, por isso penso ser gratificante.
-Presidente da Banda:- É sempre gratificante ver pessoas que não são de Loriga mas que vieram a Loriga durante este evento, não foram uma nem foram cem, foram muitas, todas elas foram cá recebidas com muito carinho e o nosso contentamento é que saíram daqui contentes por aquilo que fizemos e com a música que praticamos, assim como, por aquilo que a Banda este ano festejou, uma data única e um aniversário lindo para toda a gente ver.
-loriga.de:- Estamos em Setembro, até ao fim do ano 2006 ainda está previsto algum evento mais e referenciado ao Centenário?.
-Presidente da Banda:- Estamos na recta final do ano ainda iremos ter este ano enquadrado no Centenário um concerto no Rio Torto concelho de Gouveia, provavelmente iremos encerrar o ano com duas actuações, não estão ainda definidas datas e as Bandas que nos visitarão, no entanto, deixo aqui uma pista de que a Banda da Vestiaria de Alcobaça, virá a nossa terra no âmbito do entre cambio que fizemos e visto esta Banda também fazer 100 anos neste ano de 2006.
-loriga.de:- A Banda da Armada (composta por mais de uma centena elementos) foi sem dúvida a maior Banda Filarmónica já mais vista a tocar em Loriga, sabe-se que nem sempre é fácil a sua contratação, como foi possível conseguir essa honra da vinda desta consagrada Banda à nossa terra?
-Presidente da Banda:- A vinda da Banda a Loriga foi efectivamente a diferença, foi sem dúvida a maior Banda Filarmónica militar provavelmente que cá veio ou que já cá virá, a sua contratação foi objecto de várias viagens que fiz a Lisboa ao Estado Maior da Armada, e acima de tudo quero aqui pôr o nome do nosso Pedro Dias que ajudou a quase a cem por cento, nos vários passos dados pelos vários departamentos, para que a Banda da Marinha viesse à nossa terra.
-loriga.de:- De todos estes eventos levados a efeito com a comemoração do Centenário, qual foi aquele mais marcante na sua qualidade de Presidente da Banda de Loriga?.
-Presidente da Banda:- Para mim na qualidade de Presidente da Banda, penso que o ponto mais marcante efectivamente nas comemorações do Centenário, foi a apoteose que tivemos quando na "Carreira" sete Bandas de música entoaram o hino do Centenário, composto pelo nosso conterrâneo António Pinto Ascensão, que infelizmente já não estava entre nós, sendo de facto comovente ouvir o nosso hino daquela maneira
-loriga.de:- Para finalizar, gostaria que deixasse aqui registado uma mensagem aos Loriguenses e amigos de Loriga.
-Presidente da Banda:- Para terminar a mensagem que desejo a todos os loriguenses espalhados pelo mundo inteiro é que a Banda de Loriga, está viva, está num momento de transformação, somos uma Banda neste momento muito jovem, precisamos do apoio e do carinho de todas as comunidades loriguenses, estejam elas onde estiverem, porque só assim é possível que o associativismo e a Banda de Loriga tenha êxito e continue a marcar pontos e a marcar a nossa actividade cultural pelo país e por esse mundo fora.

****

E pronto senhor Presidente da Banda de Loriga, quero expressar o meu Obrigado por esta pequena entrevista para o Site www.loriga.de uma via na qualidade de divulgação. Ao mesmo tempo associo-me a todos os Loriguenses no AGRADECIMENTO à Direcção da Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, pelo trabalho desenvolvido e determinado de levarem a efeito as Festividades do Centenário, que ficarão registados na história da Banda e de Loriga, estando certo que um dia as gerações vindoiras se irão orgulhar.

* Autor do www.loriga.de
Setembro/2006


Deslocações e Actuações da Banda de Loriga/Ano 2011 (Aguarda actualização)


Actuais Elementos Filarmónicos (2010)

Maestro:- Victor Manuel Brito Moura

1-Andreia Brito Figueiredo (Clarinete)
2-Alicia Romualdo (Clarinete)
3-Ana Filipa Conde Pereira (Trompete)
4-Ana Filipa Santos Pereira (Clarinete)
5-Ana Rita Santos Almeida (Clarinete)
6-António Carlos Conde Dias (Trompete)
7-António Manuel M. Ferreira (Contra-baixo)
8-António Moura Marques (Contra-Baixo)
9-António Santos Conde (Clarinete)
10-Carlos Manuel Brito Lucas (Tuba)
11-Carlos Moura Marques (Contra-baixo)
12-Daniela Filipa G. Barroca (Clarinete)
13-Diogo André Santos Neves (Trombone)
14-Edgar Alexandre G. Garcia (Fliscorne)
15-Fernando Jorge M. Pereira (Bombardino)
16-João André B. Loureiro (Trombone)
17-João Figueiredo Alves (Saxofone Alto)
18-João Filipe Pina Santos (Trombone)
19-João Miguel Dias da Silva (Clarinete)
20- Joaquim Manuel L.Ferreira (Saxofone Tenor)
21-Jorge dos Santos Marques (Trombone)
22-Jorge Moura Mendes (Bombardino)
23-José Augusto F. Santos (Precursão)

4-José Aparício Fernandes (Trompete)
25-José Carlos Moura Conde (Tuba)
26-José Nunes Dias (Clarinete)
27-Luís Filipe G. Brito (Precursão)
28-Manuel Nascimento Gonçalves (Precursão)
29-Maria João G. Brito (Flauta)
30-Miguel Ângelo A. Gonçalves (Saxofone Alto)
31-Nuno Miguel M. Galvão (Tromba Harmónica)
32-Patrícia Nogueira Ramos (Saxofone Alto)
33-Pedro Miguel M. Dias (Precursão)
34-Rafaela Moreira Almeida (Clarinete)
35-Ricardo António P. Moura (Saxofone Alto)
36-Ricardo Miguel M. Santos (Tuba)
37-Roberto Alves Ferreira (Saxofone Tenor)
38-Samuel Gouveia L. Barros (Trombone)
39-Sara Maria Pereira Oliveira (Clarinete)
40-Sérgio Oliveira Simões (Trompete)
41-Sílvia Conde Pereira (Precursão e Flauta)
42-Rafael M. Pina (Saxofone Alto)
43-Pedro P. Ambrósio (Clarinete)
44-Francisco Saraiva (Flauta)
45-Mariana L. Brito (Saxofone Alto)
46-Teresa Gouveia (Estandarte)


Apontamentos de Relevo

Setembro 1948 - Primeira deslocação a Lisboa (Sacavém).

Foi em Setembro de 1948 que, pela primeira vez, a Banda se deslocou até junto da grande Comunidade Loriguense residente em Sacavém, onde fez parte do programa da Festa da Nossa Senhora da Saúde, que ali se realiza anualmente.

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Julho 1956 - A Banda em Coimbra nas Festas Rainha Santa.

A Banda de Loriga foi convidada a participar nos grandes festejos realizados no mês de Julho, em Coimbra, nas Festas da Rainha Santa, e entre 14 Bandas, a de Loriga foi convidada para executar o Hino Nacional a Sua Eminência o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira, na recepção efectuada nos Paços do Concelho da cidade de Coimbra.
Foi-lhe ainda entregue, o melhor coreto para o concerto na Praça Velha. Foi um dos grandes êxitos na existência na Banda de Loriga.

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Setembro 1958 - A Banda em Viseu na Feira de São Mateus.

A Banda de Loriga é convidada a participar na Feira Franca de S. Mateus, em Viseu, no chamado domingo franco do mês de Setembro, para ali dar um concerto na feira perante milhares de pessoas, que não se cansaram de aplaudir a banda, durante a actuação que durou cerca de 3 horas.
Êxito já assinalado durante a tarde no desfile pelas ruas da cidade de Viseu.

*

1960 - A Banda em Seia recepção ao Presidente da República.

Na visita de inauguração às instalações do Grupo de Detecção e Alerta n.º 13, da Força Aérea Portuguesa, aquartelado na Torre da Serra da Estrela, por sua Excelência o Senhor Presidente da República, Almirante Américo Tomaz, a Banda de Loriga prestou-lhe as boas vindas ao nosso concelho em Seia, na Praça da República. Acompanhava a comitiva o Ministro da Guerra, General Santos Costa, entre muitos outros governantes.

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1962 - A Banda em Miranda do Douro.

A Banda de Loriga é convidada a participar nas festas de Miranda do Douro, tendo sido a deslocação mais distante que efectuou dentro do território nacional, até aquela data. Realizou ali concertos em despique com uma das melhores bandas civis da altura, a Banda de Santa Marinha do Zêzere.
A Banda de Loriga foi ainda solicitada para cantar a missa solene na Catedral de Miranda do Douro. Durante os 3 dias que permaneceu em Miranda do Douro, a Banda ficou alojada nas instalações da Barragem de Miranda do Douro.

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1969 - A Banda em Loriga na recepção ao Ministro da Educação.

A Banda de Loriga recebe em Loriga, no lugar da "Carreira", sua Excelência o Ministro da Educação, Prof. José Hermano Saraiva, a quem executou o Hino da Maria da Fonte, que se quedou perante a Banda, cumprimentando-a na pessoa do maestro da altura. Esta vinda a Loriga destinou-se a inaugurar a Escola EB23 Dr. Reis de Leitão, actualmente assim designada.

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1971 - A Banda em Loriga nas Minas da Panasqueira.

A Banda de Loriga é convidada a deslocar-se às Minas da Panasqueira, para executar o Hino Nacional a Sua Excelência, o Senhor Presidente da República, Almirante Américo Tomaz, que em sentido ouviu o Hino à frente da nossa Banda.
Estes festejos, destinaram-se à inauguração da enorme lavandaria moderna, para lavagem de minerais. A Banda alegrou ainda durante todo o dia estes grandes festejos dedicados às inaugurações.

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1990 - Primeira gravação da Banda.

Foi neste ano feita a primeira gravação em cassete da Banda de Música de Loriga.

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1994 - A Banda em Oeiras (Dia mundial da Música)

Em 1 de Outubro de 1994, a Banda esteve presente nas comemorações do Dia Mundial da Música realizado em Oeiras. Um evento relevante onde stiveram presentes também outras Bandas.

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Janeiro 1995 - A Banda na Televisão.
No dia 14 de Janeiro de 1995 a Banda de Loriga deslocou-se a Lisboa, acompanhada pela respectiva Direcção e outras individualidades de Loriga, para participar no programa de Júlio César "Minas e Armadilhas", no Canal de Televisão SIC.

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Julho 1999 - A Banda nos Açores.
No dia 08.07.99 a Banda Musical de Loriga deslocou-se aos Açores, mais precisamente à Ilha de S.Miguel, a fim de participar na:
"VI Bienal do Grande Festival de Bandas de Música dos Fernais da Luz".

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2002 - Gravação do primeiro CD da Banda.

Foi no ano de 2002 gravado pela Banda de Loriga do primeiro CD.

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Janeiro 2003 - Atribuição de subsídio à Banda.
No objectivo de apoiar o ensino e divulgação de música, a Câmara Municipal de Seia, decidiu atribuir o montante de 5.000€, à Sociedade Recreativa Musical Loriguense.

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Outubro 2004 - Posto de acesso à Internete.
No dia 4 de Outubro de 2004, a Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, inaugurou nas suas instalações, um espaço público de acesso gratuito à Internete.

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Dezembro 2004 - Encontro de Loriguenses no Luxemburgo.
Nos passados dias 11 e 12 de Dezembro, realizou-se no Luxemburgo, um encontro informal entre o Presidente da Direcção da Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, Joaquim Gonçalves Moura e a Comunidade Loriguense a residir neste país, tendo em vista a programada deslocação que a Banda de Loriga, ali irá efectuar em Junho de 2005.

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Janeiro 2005 - Reunião na Câmara Municipal de Seia.
No dia 26 de Janeiro, vai ter lugar uma reunião entre a Direcção da Sociedade Recreativa e Musical Loriguense e o Presidente da Câmara Municipal de Seia, no âmbito da programada deslocação que a Banda de Loriga irá efectuar ao Luxemburgo nos dias 8, 9 e 10 de Junho/2005, inseridas nas Comemorações do Dia de Portugal a realizar naquele país.

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Junho de 2005 - Viagem da Banda ao Luxemburgo.
Banda Filarmónica de Loriga deslocou-se ao Luxemburgo integrada nas comemorações do Dia de Portugal e das Comunidades que se realizaram no Luxemburgo, nos dias 10.11.12 de Junho, sendo esta a deslocação mais longínqua e para fora de Portugal, desde sempre ao longo da sua existência
.

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Agosto 2005 - Oferta à Banda de Loriga.
No dia 7 de Agosto, Festa da Nossa Senhora da Guia, durante o concerto realizado no Recinto da Festa, a Comissão de Emigrantes no Luxemburgo, ofereceu à direcção da Sociedade Recreativa e Musical de Loriga, a quantia monetária de 2.000€, proveniente do saldo apurado (depois de pagas todas as despesas), quando da deslocação da Banda àquele país em Junho de 2005.
Por sua vez os músicos ofereceram àquela Comissão de emigrantes uma SALVA de prata, agradecendo por tão bem terem sido recebidos naquele país.
A comissão de Emigrantes no Luxemburgo, informou, que oportunamente a SALVA será oferecida ao Museu da Sociedade Recreativa e Musical de Loriga.

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Janeiro 2006 - Pedidos de apoios.
No dia 19 de Janeiro o Presidente da Banda Joaquim Gonçalves Moura, foi recebido no Estado Maior da Armada em Lisboa, onde lhe foi confirmado pelo senhor Comandante, a presença da Banda da Armada em Loriga, no dia 1 de Julho de 2006, véspera da data comemorativa do Centenário da Banda de Loriga..
Nesse mesmo dia, foi o presidente da Banda de Loriga também recebido na Delegação do Ministério da Cultura em Coimbra, onde solicitou apoios para os eventos a levar a efeito durante as Festividades do Centenário. Foi de imediato atendido o seu pedido, tendo sido concedido à Banda de Loriga um subsídio valioso para ajuda dos eventos a realizar.

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Fevereiro 2006 - A Banda de Loriga agraciada.
A Banda Filarmónica de Loriga, foi agraciada com a Medalha da Vila de Carvalho, uma condecoração entregue pelo Presidente da Freguesia deste localidade, quando da visita de cortesia que a Banda da Vila de Carvalho efectuou à Vila de Loriga, inserida nas Festividades da comemoração do Centenário da Banda Loriguense.

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Março 2006 - Oferta à Banda Filarmónica.
O presidente da Direcção da ANALOR (Associação dos Naturais e Amigos de Loriga) durante a deslocação do tradicional Passeio Cultural a Loriga, anunciou à Direcção da Banda Filarmónica de Loriga, a atribuição de 1.000,00€, uma oferta destinada para o Fardamento novo, que a Banda irá estrear na data da comemoração do Centenário.

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Dezembro 2007 - Eleições na Banda
Pela primeira vez numas eleições para eleger os Corpos Gerentes da Banda de Música de Loriga, uma Lista de Candidatura foi integrada com elementos do sexo feminino, duas senhoras para a Direcção e mais duas senhoras para o Conselho Fiscal, que dessa forma aconteceu pela primeira vez na sua historia de mais de 102 anos de existência. A referida Lista foi no dia da Eleições considerada não estar dentro das normas estatuárias da colectividade, acabando por se retirar da votação.

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Julho 2016 - Editado o Livro "Da Filarmónica Loriguense à Sociedade Recreativa e Musical Loriguense"
No dia do 1 de Julho, dia do
110º. Aniversário da Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, é lancado este livro, da autoria do loriguense Dr. Augusto Moura Brito, perpetuando para a história esta importante narrativa historial da Banda de Loriga, fruto dum grande trabalho de pesquisa e de empenho, para ficar para sempre bem claro como registo histórico.

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Elenco Directivo da Banda de Música de Loriga (Triénio 2015-2017)

Assembleia Geral
Presidente:- António Maurício Moura Mendes
Vice-presidente:- Sergi Paulo Ribeiro de Brito
1ª Secretário:- Maria da Guia Fernandes Pala Coutinho
2º Secretário:- Emídio Cristóvão Santos Pereira

Direcção
Presidente:- Joaquim António Bonifácio de Almeida
Vice-presidente:- José Aparício Fernandes
Secretário:- Maria Conceicao Marques
Tesoureiro:- Carlos Moura Marques
Vogais:- Maria Filomena Fernandes Ano Bom
António Manuel Mendes Marques
Joaquim Florêncio Palas

Ângelo Miguel Pereira Pina
Rui Miguel Silva Pinheiro

Conselho Fiscal
Presidente:- José Gabriel Marques Garcia
Secretário:- Maria de Jesus Lourenco Dias
Relator:- António Fonseca Moura


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