Associações e Instituições Loriguenses


Centro do Apostolado da Oração em Loriga
6270 - Loriga

O Apostolado da Oração em Loriga, teve a sua fundação em 15 de Agosto de 1885, era pároco na altura, o Reverendo Manuel Matias dos Santos Figueiredo.
As invasões Francesas pela europa, era um expoente máximo das ideias liberais surgidas em consequência da Revolução Francesa, por isso, eram politicamente tempos muito complicados e difíceis não só na França, como também em Portugal.
Numa manifestação de Nosso Senhor à Santa Margarida Maria, ocorrido no Convento da Vizitação em Paray le Moniale - França, levou à inspiração uma ideia de fé. Assim uma onda de verdadeiro sentido de devoção fez-se sentir um pouco por todo lado, tornando cada vêz mais forma e vontade de iniciativa para a fundação do Apostolado da Oração, que rapidamente se estendeu por toda a europa, chegando mesmo também a Portugal
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Após a missão apostólica do Padre Tomaz Vitalle S.J. de nacionalidade italiana por Loriga, teve início o Apostolado da Oração, passando a mesma a ser uma Associação, cujo Diploma de Agregação tinha que estar sempre colocado ao lado do Altar próprio como passaram a determinar os Estatutos.
Foi com verdadeiro entusiasmo, que surgiu a ideia da fundação do Apostolado da Oração em Loriga, que teve na verdade determinante impulso, na vida religiosa desta Vila, bem como, no anexo Fontão, inscrevendo-se logo no seu início, 139 associados e 376 associadas.
A oração era predominante no pedido a Nosso Senhor, a favor do próximo, dos mais desfavorecidos e acima de tudo o pedido da cura e purificação para tantas feridas morais que os homens faziam no constante dos seus crimes.
De principio e por motivo de falta de meios, o Centro, como se veio depois a chamar, limitou-se a adquirir duas litografias devidamente molduradas de 0,50 de altura, uma do Sagrado Coração de Jesus e outra do Sagrado Coração de Maria, que ficaram à veneração dos associados e demais fieis, no local da igreja onde hoje está o altar do Imaculado Coração de Maria e que na festa eram conduzidas em andor.
Cinco anos depois da fundação foi adquirido o Sagrado Coração de Jesus, que pouco tempo depois foi mandado fazer um altar próprio
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O Apostolado da Oração passou também a ser a única fonte de receita com que o pároco podia contar para obras, remodelaç
ões, concertos e melhoramentos que se foram fazendo, quer na igreja quer nas capelas da Vila.
Existiram épocas em que praticamente todas as pessoas que residiam em Loriga, faziam parte do Apostolado da Oração, sendo considerados associados, que pagavam uma pequena quantia anual para ajuda das despesas com a festa do Sagrado Coração de Jesus, que é feita anualmente, quando da Profissão de Fé.
São as Zeladoras que têm ao seu cuidado o Altar Mor e o altar do Sagrado Coração de Jesus, que se esmeram para que estejam sempre bonitos. As Zeladoras de cada uma das zonas da Vila, encarregam-se de efectuar as cobranças das quotas, assim como, são elas encarregadas de distribuir gratuitamente pelos associados os
Bilhetes Mensais.
Adaptado aos meios de hoje, a existência do Apostolado da Oração de Loriga, continua a ser uma realidade, podendo-se até dizer, que é um dos organismos mais antigo fundado nesta Vila. A orgânica social deste Centro é composta por Direcção:- Presidente, Secretária, Tesoureira e ainda as Zeladoras, que por norma têm uma reunião mensal.
Por sistema é celebrada uma Missa na primeira Sexta-Feira de cada mês. No final do ano, o saldo existente é entregue à Comissão da Fábrica da Igreja.
Para a história da fundação do Apostolado da Oração em Loriga, aqui se registam os nomes dos primeiros 7 Zeladores e das primeiras 13 Zeladoras, no ano de 1885:
-Zeladores:-"José Mendonça Gouveia Cabral zelador-secretário; José Pinto Duarte Lourenço; António Mendes de Brito Lourenço; João Alves Luiz; Joaquim das Neves Carneiro; José Gonçalves da Cruz Júnior e José Marques Reida".
-Zeladoras:- "Maria do Carmo Mendes Gouveia; Maria do Carmo Nunes; Maria Emília de Brito; Maria Lopes de Brito; Maria Mendes Luiz; Teresa de Jesus Luiz; Maria Teresa Mendes Lages; D.Ana Candida Monteiro de Pina; D.Maria da Anunciação Fonseca; Carolina do Rosário de Moura; D.Maria do Carmo Cândida de Pina; D.Maria Antónia de Brito Guimarães e Francisca de Brito".

((Registado aqui - Ano de 1999)


Fundação Cardoso de Moura
Rua Coronel do Reis
6270-090 Loriga

Sede Fundação Cardoso Moura

No Diário da República - III Série - Nr. 125, de 30 de Maio de 1994, foi publicado uma Declaração em que se dá notícia de que se procedeu ao registo definitivo do acto de constituição e estatutos da Instituição Particular de Solidariedade Social, reconhecida como pessoa colectiva de utilidade pública.
É destinada a contribuir para a promoção da população de Loriga, através do propósito de dar expressão organizada ao dever moral de solidariedade e de justiça social entre indivíduos, com a finalidade de facultar serviços ou prestações de segurança social.

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Fazem parte desta Fundação os imóveis a seguir mencionados:

Em Lisboa: - 6 imóveis urbanos
(actualmente estes imóveis encontram-se muito degradados, são neles que têm sido aplicados os respectivos rendimentos, em diversas obras de recuperação)
Em Loriga;- Diversos imóveis
-Um prédio situada na Rua Coronel Reis; com quintal anexo.
-Os terrenos situados que ficam desde a "Carreira" até à Rua D. Afonso Henriques, onde está incluída uma casa "palheira".

(Foram nestes terrenos instalados um Parque Infantil e o "Ringue" desportivo)
-Terrenos de Pinhal no lugar da Tapada do Ameal ou Seixinho.
-Terrenos de Pinhal na zona do Surgaçal.
-Terrenos no Penedo de Alvoco.
-Terrenos de Pinhal na zona da N.S.da Guia, perto do Pero Negro
-Terrenos de cultivo no Cabeço.

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Testamento de Sr. António Cardoso de Moura
Última Vontade

"Eu abaixo assinado ANTÓNIO CARDOSO DE MOURA, casado, proprietário, com setenta e cinco anos de idade, vou escrever este meu testamento para que sejam cumpridas as disposições da minha última vontade, e sem prejuízo dos direitos do uso fruto que pertencem a minha esposa Eduarda Mendes Cabral e Moura, se esta me sobreviver, e ainda para se efectivar somente depois da morte da mesma minha esposa, instituo com os bens abaixo designados da minha meação, como instituição de beneficência, em Loriga, terra da minha naturalidade, um hospital ou asilo, ou qualquer outra instituição que à data da minha morte ou posteriormente, a Comissão, que adiante vou nomear, entender ser mais útil ou benéfica ao povo da minha freguesia. Para esclarecer melhor o meu pensamento, declaro que é minha vontade, que mesmo fundada qualquer daquelas instituições, se mais tarde se verificar que outra é mais útil ou benéfica, se faça a respectiva transformação, sem perda de tempo e sempre com o objectivo de tirarem em benefício do povo de Loriga, todo o proveito possível de que neste testamento instituo. Para a instalação de qualquer dos estabelecimentos que em cima instituo, estabelecimento esse, seja qual for a sua natureza, se destina a beneficiar os habitantes da freguesia de Loriga, deixo a minha casa de habitação e quintal anexo sita à rua da Amoreira na povoação de Loriga, com tudo quanto estiver dentro, com excepção de ouro, pratas, jóias e máquina de costura, porém como entendo que para o fim a que destino o recheio da referida casa, não é necessário o mobiliário do meu quarto de dormir e mobiliário que guarnece a casa de jantar, deve a Comissão a que adiante me refiro, vender se assim o entender, bem como outros objectos que não sejam precisos, revertendo o seu produto em benefício da instituição que desejo ser fundada. Se em qualquer tempo a Comissão adiante nomeada, entender instalar em qualquer outro edifício, construído ou a construir a instituição que desejo ser criada, é bem que o faça e destino a minha casa referida a obter rendimento para auxilio da manutenção da mesma instituição. Deixo à mesma instituição de beneficência já referida, as propriedades rústicas com as casas para palheiro que tenho na freguesia de Loriga, sitas ao Pero Negro, Carreira, Penedo de Alvoco, Tapada do Ameal, Montesinhas e Cabeço, bem como todos os prédios urbanos ou rústicos que à data da minha morte possuir na cidade de Lisboa, para com os respectivos rendimentos assegurarem tanto quanto possível a manutenção da instituição que fundo por esta minha última vontade.
Para dar cumprimento a esta disposição da minha última vontade, fundando a instituição, administrando os bens que lhe ficam adestristos, superintendendo em todos os actos administrativos, e ainda para escrupulosamente defenderem o pensamento com que dito este meu testamento, constituo uma Comissão permanente composta sempre dos indivíduos que desempenham as seguintes funções na freguesia de Loriga: Médico Municipal, Pároco da Igreja Matriz, Professor ou Professora primária mais antiga nas escolas da freguesia, Presidente da Junta de Freguesia e Regedor ou qualquer outra autoridade administrativa que venha a substituí-lo. Os membros desta Comissão escolherão um nome a dar à instituição que fundo e o seu objectivo, bem como escolherão entre si o Presidente e distribuirão os cargos necessários.
Quando algum dos indivíduos que desempenham as funções que lhe dão qualidade para fazer parte da Comissão, falecer, será na mesma Comissão substituído por quem vier a ocupar o seu lugar, mas a sua posição dentro da Comissão, será determinada por deliberação e escolha dos outros membro........................
Desejo ser enterrado no cemitério de Loriga e na sepultura qua lá possuo para mim e minha esposa"
Ass) António Cardoso de Moura

(Registado aqui - Ano de 1999)


A utilização do principal imóvel em Loriga

O imóvel situado na Rua Coronel dos Reis pertencente à Fundação Cardos de Moura, é o imóvel principal situado em Loriga, onde foi a residência do senhor António Cardoso de Moura. É sem dúvida uma casa que mais utilidade já teve, em prol da comunidade loriguense. Aqui se documenta algumas dessas utilizações ao longo dos anos.
Para além de continuar ali a ser a Secretaria da delegação da Fundação em Loriga, o imóvel teve a mais variada utilização - Sede da Junta de Freguesia de Loriga; sede da Banda de Loriga; secretaria de inicio da fundação dos Bombeiros Voluntários de Loriga; Biblioteca local e foi também local para encontros ou reuniões para projectos ou eventos a realizar em Loriga, assim como, foi também local para ensaios de Teatros e de grupos musicais, bem como, por ali passaram cursos de cortes, tapetes de Arraiolos e outros mais e também durante alguns anos, numa das lojas, estiveram a funcionar as máquinas de lavar roupa da Associação Loriguense de Apoio à Terceira Idade.
Ali esteve sediado o CTT durante algum tempo, enquanto eram feitas obras de restauro no Edifico dos Correios. Esteve também ali situado durante largos anos o Posto do Turismo de Loriga, actualmente no 1º. e 2º. Andares e lojas vão servindo de arrecadação a vários objectos antigos para o futuro Museu de Loriga e ultimamente ali foi situada a sede da Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga.
Resta ainda a acrescentar que uma das lojas continua actualmente a servir de habitação provisória a uma pessoa. (Registado aqui - Ano de 2008)


Associação Loriguense de Apoio à Terceira Idade
Fundada em 12 de Julho de 1990
Nr.Cont. 502429356
Rua do Terreiro do Fundo
6270-103 Loriga - Telef. 238/954418

alti@sapo.pt

Associação Loriguense de Apoio à Terceira Idade (2004)Terceira Idade (2004)

Esta Associação foi constituída por vontade de 25 Loriguenses de todas as condições sociais, que outorgaram a respectiva escritura pública em 12.07.90, tendo os respectivos estatutos sido publicados no Diário da República, Nr.195, III Série de 24.08.90, e sendo a Comissão instaladora constituida pelos cinco primeiros outorgantes:
-Carlos Nunes Cabral Júnior; António José Aparício Conde; Fernando Ambrósio Pereira; Padre Francisco Borges Ascensão e António Pinto Ascensão.
No dia 5 de Dezembro de 1990, foi solicitado o respectivo registo, através de requerimento à Segurança Social da Guarda.
A fundação desta Associação teve por objectivo, dar apoio aos idosos e promover o voluntariado humanitário em Loriga e, o seu âmbito de acção, abrange esta mesma freguesia.
Como primeiro passo, foi adquirida a casa que se encontrava em ruínas, pertencente aos herdeiros de Maria do Carmo Mendes, tendo então sido construído um prédio com magnificas e modernas instalações e, ainda, as respectivas infra-estruturas necessárias numa obra de que todos os Loriguenses se orgulham.
Numa actividade de apoio aos idosos, quer aos que ali se deslocam diariamente, quer o apoio domiciliário, é de facto gratificante a existência desta instituição na localidade de Loriga, onde as pessoas hoje em dia parecem sentir que não estão completamente abandonadas.
Situada num local privilegiado desta Vila de Loriga, tem sido uma luta permanente e constante da Direcção desta Associação, a tentativa de concretização dos sonhos, projectos e objectivos que se propuseram alcançar em prol dos idosos e dos seus conterrâneos.
Já com um número significativo de Associados, os seus dirigentes têm apelado no sentido de serem muitos mais pois, para o sucesso destas obras é necessária a congregação de forças e vontades de todos, para levar por diante tão importante agremiação.

(Registado aqui - Ano de 1999)

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Em 1999, foi adquirida uma Carrinha, que veio dar um grande apoio aos seus Associados.
Em Março de 2009, foi adquirida uma nova Carrinha, aproveitando o subsidio atribuído para esta aquisição
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Nota de Registo - Junho 2009

O crescente envelhecimento da população portuguesa, aliado ás transformações que a nossa sociedade está a ser sujeita, provoca uma necessidade de infra-estruturas onde os idosos possam ter ao seu dispor serviços para uma vida com melhor qualidade.
O envelhecimento da população também a seu notada em Loriga à muitos anos a esta parte, levou que forças vivas locais, idealizassem a necessidade da criação de um Centro de Dia, como resposta válida a uma situação apresentado numa filosofia que assenta na promoção do bem estar nas suas diferentes vertentes, que dessa forma este apoio pudesse combater também a solidão.
Associação Loriguense de Apoio à Terceira Idade, numa cobertura de solidariedade tem nos seus associados um meio de ajuda social, vivendo como organismo dentro das mais rudimentares dificuldades tendo em conta os tempos actuais, merecendo da parte de todos ter uma melhor atenção e apoio, tendo muito em conta também, ser hoje uma instituição que tem sido de uma importância vital aos idosos de Loriga.
Numa valência que mantém no apoio ao domiciliário aos idosos, feito por pessoal especializado num elevado espírito humano, por isso ser de relevo um trabalho de grande dignidade para com os idosos, hoje são na ordem de cerca de 40, os idosos que auferem em suas casas de uma melhor e digna atenção, que os fazem sentir mais acarinhados nesta face das suas vidas.
Sendo uma Associação de solidariedade social, de acordo com as leis em vigor, tem que estar ao nível das exigências básicas, por isso, a permanente preocupação dos seus dirigentes que tem feito um esforço gigantesco para superar as dificuldades e, ao mesmo tempo apetrechar as suas instalações com as mais-valias, para o bem-estar de todos.
Actualmente com cerca de 300 associados pagantes, a quotização não chega para fazer frente a todas as necessidades da instituição, o mesmo acontece com a comparticipação da Segurança Social, que fica aquém das necessidades.
Uma cozinha bem apetrechada e esmerada dá hoje apoio e distribui comida ao domicílio na ordem de 30 refeições diárias, num acordo com a Segurança Social e também ainda dentro do mesmo acordo e por exigência, neste caso, o serviço de refeições na própria associação são infelizmente resumido a algumas, quando podia e tem a capacidade para 15.
Uma lavanderia também muito bem apetrechada tem sido verdadeiramente importante na lavagem de roupa a muitas pessoas, nomeadamente aos seus associados, com o pagamento de uma simbólica importância, um serviço importante se lembrarmos, que por uma ou outra razão, muitas das pessoas já não podem lavar as suas roupas.
A Associação de Apoio à Terceira Idade é sem dúvida uma instituição em prol dos idosos de Loriga, que deve e merece ser apoiada.

(Registado aqui - Ano de 2009)


Casa do Povo de Loriga
Rua Viriato
6270-103 Loriga

Tutelada pelo Governo remonta ao principio da década de 1960 a criação desta Associação em Loriga, tal como vinha acontecendo um pouco por todo lado, aquando da extensão do Sistema da Segurança Social aos rurais em Portugal.
No dia 11 de Janeiro de 1961 deslocou-se a Loriga o Sr. Dr. Delegado do Instituto Nacional do Trabalho da Guarda, acompanhado do Sr. Dr. Sub-Delegado e do Sr. Presidente da Caixa de previdência do Pessoal da Industria de Lanifício a fim de entregar o alvará da fundação da Casa do Povo de Loriga, assim como, dar posse à primeira Comissão Administrativa que foi assim constituída - Presidente Manuel Gomes Leitão, Secretário António Nunes Ribeiro e Tesoureiro Valdemar Nunes de Brito.
Durante anos foi, de facto, uma verdadeira "caixa" dos rurais, mas não só, pois passou a abranger muitos dos idosos, principalmente os das classes menos favorecidas de Loriga, que passaram a ter direito a uma pensão de sobrevivência e a assistência médica. Esta medida veio proporcionar aos idosos, mesmos aos não contributivos, um melhor poder económico e uma velhice mais tranquila.
Ao longo da sua existência, e numa permanente actividade pela causa dos mais necessitados, esta Associação teve também um papel fulcral no empenho que demonstrou junto da população, ao nível cultural, apoiando mesmo o grupo "Novo Horizonte", que propagou Loriga através da divulgação da música de raiz popular, fazendo renascer as "cantigas" que o Povo, em tempos passados, cantou.
Com a extinção da Junta Central das Casas do Povo, em 1 de Agosto de 1990, as Casas do Povo deixaram de estar sob a tutela do Governo, com a Casa do Povo de Loriga a não fugir à regra, passando a viver pelos seus próprios meios, ficando o seu âmbito de acção bastante diminuído.
Com sede própria, os seus órgãos sociais tudo faziam, no urge dinamizador ds projectos e objectivos culturais que os mesmos tinham em mente, para o bem de Loriga.
A Casa do Povo veio depois a ficar sem actividade ficando mesmo extinta decorria então década de 1990, ficando Loriga mais pobre ao ver terminar uma associação que muito contribuiu para um grupo etário social mais desfavorecido.

(Registado aqui - Ano de 1999))


Centro de Assistência Paroquial de Loriga
Largo do Adro 16
6270-074 Loriga
Telef. 238/953191

Casa Paroquial -Telefone: 238 953 204

Comissão da Fábrica da Igreja - E-mail: paroquiadeloriga@sapo.pt

www.agencia.ecclesia.pt/ecclesiaout/loriga/

O Centro de Assistência Paroquial foi uma iniciativa e teve com grande impulsionador o senhor Padre Abrantes Prata, que foi pároco em Loriga durante 22 anos (1944-1966) e tinha como objectivo prestar auxílio social e moral aos jovens e a crianças carenciadas da vila. Foi no dia 1 de Outubro de 1949 que o presidente da Câmara de Seia, Dr. Mota Veiga, deu posse à primeira Comissão Administrativa que foi constituída por Dr.. Carlos Leitão Bastos, Padre Abrantes Prata, Emílio Leitão Paulo e José Luís de Pina. Teve como ano da sua fundação o ano de 1952. Os respectivos Estatutos foram, em principio, aprovados por Dom Domingos da Silva Gonçalves, Bispo da Guarda, em 25.7.1952, sendo oficializada essa aprovação em 07.de Maio de 1953 e publicado no Diário da República Nr.116, 3a. Série de 16.5.1953.
Teve o seu registo definitivo na Direcção Geral de Acção Social, em 18 de Março de 1983, no Livro das Fundações de Solidariedade Social a Fls. 161 verso e 162 sob o número 24/83.
Tinha como finalidade e objectivo, prestar auxilio social e moral aos jovens e crianças, bem como apoio à população activa através de promoção de desenvolvimento cultural e ainda assistência às pessoas idosas e necessitadas da freguesia.
Tem sido um longo percurso de amor ao próximo, tendo o seu inicio ainda na década de 1950, com a chamada "sopa dos pobres", continuando a sua actividade orientada e materializada nos valores e principios defendidos pela Doutrina Social da Igreja,
Em 2 de Julho de 1962, as Irmãs da Congregação de S.João Baptista, em Gouveia, ocuparam-se de todos os serviços do Centro, instalando-se na casa do Padre António Mendes Lages que, em vida, doou todos os seus bens para o Centro Paroquial.
As actividades deste Centro tem sempre funcionado num sistema bem alargado, de acordo com os critérios estatuários para os fins que foi fundado. A Creche; Jardim de Infância; apoio aos jovens e orientação nas actividades dos tempos livres; Cantina e assistência domiciliária aos pobres e doentes, têm sido estas as actividades desenvolvidas em prol da população, e que vão de encontro aos ideais do seu fundador.
Nos anos mais recentes, a preocupação deste Centro tem sido concentrada numa conjunção de esforços para com as pessoas chamadas de terceira idade, projectando e levando a efeito a construção da Casa de Repouso da Nossa Senhora da Guia, que será de importância vital para a população, e que, por certo, irá contribuir para um melhor bem estar das pessoas idosas.

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Recorte da chegada das Irmãs a Loriga, em 2 de Julho de 1962

"Eram 19 horas, quando a Redª Madre Geral Irmã Maria Stephana acompanhada das Irmãs que constituiram a comunidade de Loriga, e das Irmãs professas daqui naturais e que ingressaram na já referida Congregação, à Portela do Arão, onde eram aguardadas pelo Rev.do Clero da Paróquia e das freguesias limítrofes, - Alvoco, Valesim, São Romão e Torroselo, Junta de Freguesia, Industriais, Vicentinas, muitas Senhoras e dezenas de pessoas de representação da nossa vila.
Presentes também o Rev.ºs Srs. P.e João Reinker, Reitor do Seminário de Gouveia e P.e Carlos Kraut, professor no mesmo seminário.
Após os primeiros cumprimentos, extenso cortejo de automóveis se dirigiu a Loriga. Nas ruas, imenso povo, curioso e manifestando a sua alegria ao receber as Irmãs.
No adro, a multidão comprimia-se no vasto recinto. Rossoam vivas e palmas. Respeitoso, agradecido, e contente, o bom povo de Loriga cobre de flores as Irmãs, que só a muito custo conseguem abrir passagem para entrar na igreja Paroquial.
O Rev.º Pároco, em palavras quentes e sentidas saúda as irmãs, que, como o seu Santo Patronato, também "vêm em nome do Senhor, preparar os seus caminhos", tendo a exemplo de Maria subido apressadas a montanha, não só para nos virem visitar, mas para ficarem connosco, numa vida imolada na oração, numa dedicação constante pelas criancinhas que ajudarão a preparar para a vida, numa abnegação sacrificada pelos pobrezinhos, a que prestarão assistência carinhosa, num apostolado ardente junto de todas as almas..
Toda a assembleia dos fiéis cantou a "Magnificat", terminando a cerimonia com a Benção do SS. Sacramento.
Ouviu-se então, vibrante e sentido como nunca, o "Salmo da União Fraterna":

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Logo do início teve como actividade as seguintes secções:

I - Secção de Assistência a menores adolescentes:
a) - Casa de formação e trabalho para raparigas;
b) - Abrigo Infantil, para crianças de ambos os sexos, dos 3 aos 12 anos, divididas em 3 classes;
c) - Sopa das crianças.

II - Secção de Assistência a inválidos ou maiores indigentes:
a) - Sopa dos pobres;
b) - Agasalho dos pobres;
c) - Visita domiciliária a pobres e enfermos.

III - Secção de Assistência à família:
a) - Educação familiar;
b) - Auxílio económico nos períodos de aflição, doença ou outros motivos plausíveis.

IV - Secção de Cultura popular:
a) Biblioteca Paroquial;
b) Boletim Paroquial.

(Registado aqui - Ano de 2001)


Grupo Desportivo Loriguense
Fundado em 8 de Abril de 1934
Rua do Regato 6270- Loriga
Telef. 238/953173
E.mail:grupoloriguense@sapo. pt

Sede do Grupo Desportivo Loriguense, a partir de Setembro de 2013

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O Grupo Desportivo Loriguense foi fundado em 8 de Abril de 1934, pelos Srs. Manuel Gomes Leitão; Carlos Nunes Pina; António Nunes Ribeiro e Joaquim Gonçalves Brito, quando, na década de 1930, muita juventude despontava já para a prática do desporto, sendo o desporto e a cultura os principais objectivos dessa fundação.
O primeiro equipamento do Grupo Desportivo, em segunda mão, foi oferecido por Manuel Gomes Leitão, um dos fundadores. A primeira Sede foi no Terreiro da Lição para então, em 1938, ser mudada para a Rua Viriato onde se tem mantido até agora.
O primeiro campo de futebol que há memória, estava situado no Surgaçal, bastante longe da vila, sendo que os treinos eram realizados no Recinto da Nossa Senhora da Guia ou na estrada. Mais tarde e sabendo-se que havia um terreno na Fonte Sagrada, por cima da Vista Alegre, foi o mesmo pedido à proprietária D. Amália Pina, que foi colaborante, sendo efectuada a terraplanagem do mesmo, que passou a ser o novo campo de futebol até finais da década de 1940 e principio da década de 1950.
Como a compra daquele terreno nunca foi concretizada, foi procurado outro terreno e, nas "Casinhas" junto às "Resteves" estava a solução, uma vez que havia ali um terreno mais plano. No ano de 1952 foi então inaugurado o campo. Foi nesta altura também que se conheceu um certo entusiasmo que atingiu o auge nos anos seguintes, mas foi sol de pouca dura, poucos anos depois a população jovem começou a dar-se ao desinteresse, apesar de nessa época ter havido uma tentativa no sentido da inscrição nos campeonatos regionais.
Entretanto, este campo passou a ser durante muitos anos uma dor de cabeça profunda para os atletas e direcções que passaram pelo Grupo Desportivo, porque todos os invernos as chuvas levavam parte do campo, que ia sendo reparado e que absolvia grande parte das receitas. Na década de 1970, foram finalmente efectuadas as grandes obras para a solução do problema, foram construídos muros altos de suporte e ao mesmo tempo efectuada a arborização das barreiras, ficando assim pontualmente o problema resolvido.
Este Campo de Jogos pertence ao Grupo Desportivo, que o adquiriu definitivamente em 1961 por 14.000$00, importância em parte oferecida por um Loriguense residente no Congo, António Lemos Leitão, que contribuiu com a quantia de 6.000$00.
As actividades desportivas desenvolvidas pelo Grupo têm sido o futebol de onze e de salão, o atletismo, xadrez, damas, ténis de mesa, bilhar e cicloturismo.
Ao longo destes anos de existência, são dignos de realce alguns bons executantes que serviram o Grupo na modalidade de futebol e que se poderiam ter distinguido no país. No entanto o que parece ter ficado como um símbolo foi, sem dúvida, o Armando "Folhadosa", que viria a morrer ainda jovem por doença que na altura vitimava muita gente e que, segundo dizem os antigos, era um jogador longilíneo, polivalente e aguerrido.
O patamar mais elevado, ao nível da modalidade de futebol, foi quando se chegou a disputar o Campeonato Distrital da Guarda da 2a. Divisão. Numa altura em que se vivia em Loriga um certo entusiasmo
Nestes últimos anos, as modalidades praticadas e que mais se têm notabilizado, são o Futsal, Xadrez; Cicloturismo e o Atletismo, estando mesmo federado na Associação de Atletismo da Guarda.
Ao longo da sua existência, a actividade cultural e social desta popular colectividade tem sido na realidade uma das actividades mais marcantes e de registo, onde se realça e recorda ao longo dos anos, da existência sempre presente do grupo teatral amador, que desde sempre tem dinamizado muitas pessoas para a arte de representar, por isso ter existido sempre em Loriga, grandes talentos e verdadeiros artistas, lamentando-se de muitos deles não terem podido ir mais além.
Anualmente, vem o Grupo Desportivo Loriguense, organizando a Corrida de São Silvestre de Loriga, que traz a Loriga muitos atletas da região e mesmo de outros pontos do país.
Nos tempos actuais, um dos objectivos prioritários é a aquisição de Sede própria, tendo os seus dirigentes dado já passos importantes nesse sentido.
(Registado aqui - Ano de 1999)

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Alguns anos a esta parte, o Grupo Desportivo Loriguense, tem realizado em Loriga a Corrida Ciclista da Serra da Estrela, prova que é disputada anualmente e que traz a Loriga muitos ciclistas de muitas regiões do país.


Fotos dos Fundadores

Manuel Gomes Leitão; António Nunes Ribeiro; Carlos Nunes Pina e Joaquim Gonçalves Brito.

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Grupo Desportivo Loriguense
- Recortes de História de 75 Anos de existência -

São 75 anos de história da mais popular colectividade de Loriga, fundada a 8 de Abril de 1934, com os festejos programados para o dia 19 de Abril para comemorar esta importante data das Bodas de Diamante, com um atraente programa que oportunamente será divulgado.
Desporto, cultura e o meio social, são sem dúvida os temas marcantes ao longo da sua existência e que vamos recordar.

I - O Grupo e as suas Sedes

Situada na Rua Viriato (Terreiro do Fundo) é sem margem para dúvidas, um local acolhedor enraizado nos loriguenses, onde todos parecem ter uma história para contar. São recordações de gerações que por ali passaram, porque foi sempre um ponto de encontro, de convívio social, de passatempo, entretimento, jogos, leitura, enfim uma casa que está bem marcada no povo loriguense.
Hoje com acesso gratuito à internet, ao dispor dos associados e com um grande ecrã plasma, acompanha os tempos presentes, no entanto, está ainda na memória de muitos, quando ali não havia televisão, existia o velho rádio, onde junto a ele muitos se reuniam para ouvir os relatos da bola ou os programas dos discos pedidos ou outros. Até que surgiu a televisão, para então sim, a Sede do Grupo Desportivo encher-se completamente de pessoas, para ali assistirem a muitos dos programas em voga na altura, passando essa caixinha que modificou o mundo, a ser uma mais-valia para o Grupo Desportivo.
A velha mesa de Bilhar, ainda ali bem silenciosa e no mesmo local, muito terá que contar, eral ali que muitos desenvolviam a sua habilidade e arte de bem jogar Bilhar, que se diga de passagem, havia bons executantes, muitos mesmo verdadeiramente habilidosos, autênticos campeões.
As mesas que quase diariamente servem de entretimento para jogar às cartas, quantas gerações que por elas passaram e, quantas histórias ficaram por contar.
Um pequeno bar, espera por todos que ali vão, num ambiente de amizade e também muitos de nós, principalmente os ausentes, aproveitam para uns momentos de agradável
cavaqueira com os amigos e assim pondo a conversa em dia.
Tudo isto, conjugado com os troféus e as várias fotos pelas paredes, são lembranças de um passado que continua bem presente, que foi e continua a ser a Sede do nosso Grupo Desportivo uma casa de todos e para todos.

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Sede do Grupo Desportivo Loriguense Setembro de 2013

Antiga sede do Grupo Desportivo Loriguense - Rua Viriato - Nestas instalações esteve o GDL sediado até Setembro de 2013

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Sede do Grupo Desportivo Loriguense a partir de Setembro de 2013

Em 11 de Janeiro de 2013, foi assinado com o Município de Seia, o protocolo da cedência de novas instalações ao Grupo Desportivo Loriguense, cerimónia que de decorreu em Assembleia magna, contando com a presença do senhor presidente da Câmara de Seia Filipe Camelo, o presidente da Junta de Freguesia de Loriga António Mauricio, dos órgão sociais do Grupo, do elenco diretivo chefiado pelo presidente da Direção, Joaquim Gonçalves Moura e também alguns associados, que testemunharam assim o ato, sendo este um dia histórico e uma data bem marcante para a popular coletividade desportiva loriguense.
Foram assim cedidas, a título comodato, ao Grupo Desportivo Loriguense, as instalações onde até então ali tinha sediado o Quartel dos Bombeiros Voluntários de Loriga, que estando degradadas e sem condições, foi projetado de imediato obras de restauro de inteira necessidade, que tal como disse o senhor presidente da Direção, Joaquim Gonçalves Moura, ao orar da palavra na Assembleia "é hora de por mãos á obra para se levar em frente a recuperação do espaço, em que vamos todos acreditar, que ficará ali bem instalado e funcional o nosso popular Grupo Desportivo".
Foi entretanto, registado o projeto de recuperação, que segundo foi anunciado seriam preciso 53.000€, para que ficasse depois de concluídas essas obras, bem operante e com o conforto necessário para que todos ali se sentissem bem.
Foi necessário cerca de oito duros meses, para que as obras fossem concluídas, no mês de Setembro de 2013, começou o procedimento da mudança das antigas instalações da Rua Viriato para as novas instalações na Rua do Regato.
No dia 28 de Setembro de 2013, ficou então registado no historial do nosso popular Grupo Desportivo Loriguense, com a inauguração das novas instalações, chegando assim o dia que teve como seu início no dia 11.Janeiro.2013, quando da assinatura do protocolo do comodato das cedências de novas instalações ao GDL, virando-se assim uma nova página na história, quando pelas 12h30 se deu a abertura das novas instalações.

Nova Sede do Grupo Desportivo Loriguense - Rua do Regato - a partir de Setembro de 2013

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Salão
"Carlos Nunes Cabral Júnior"

Quando da inauguração e bênção da nova Sede do Grupo Desportivo Loriguense, cerimónia que teve lugar em 13 de Abril de 2014, foi também inaugurada a Sala Nobre à qual foi atribuída o nome de Carlos Nunes Cabral Júnior, grande dinamizador do Grupo Desportivo Loriguense.

Discurso no dia da Inauguração

Caros Associados, Convidados e Loriguenses:
Inauguramos hoje as Instalações da nossa Colectividade. É um dia histórico, memorável e marcará o rumo da nossa história.

É também um dia de grande júbilo com a cerimónia da bênção das Instalações da nossa Sede, pelo Revdº Arcipreste Padre João António Gonçalves Barroso. É excelso, sobrenatural e de grande elevação este acto cerimonial para a Colectividade, associados e para a comunidade em geral.

A iniciativa que a Direcção teve e hoje se transforma em realidade, constitui um marco simbólico no seu vasto historial, honrando o passado.
O acto de conceder o nome a esta sala de "Carlos Cabral Júnior" é uma atitude de gratidão e de profundo reconhecimento. Ela confere dignidade e esplendor à nossa colectividade.
Carlos Nunes Cabral Júnior, com a classificação de sócio de Dedicação, foi desde muito jovem um sócio muito interventivo. Muitas das Assembleias Gerais realizadas, encontravam eco nas suas intervenções, contribuindo para que a Instituição se tornasse cada vez mais eficaz e dinâmica. Fez parte de vários Órgãos Sociais e como Presidente da Direcção nos biénios 1985/1986 e 1987/1988, O Grupo Desportivo Loriguense, atinge o patamar máximo em matéria desportiva com a sua participação na 2ª divisão do Distrital de Futebol. É Filiada na Associação de Atletismo da Guarda, a Corrida de S. Silvestre Serra da Estrela, Torneios abertos de Xadrez e melhoramentos significativos no Parque de Jogos.
Por sua iniciativa foi proposta e aprovada em Assembleia Geral realizada no dia 27 de Agosto do ano 1988, o congelamento de uma verba, depositada no Banco, para futuras obras de uma nova Sede. Foi fundamental para as obras da nova Sede que hoje estamos a inaugurar.
Esta distinção é de facto merecedora. Foi uma personalidade a quem esta Colectividade e Loriga muito devem e creio que não é descabido afirmar que se trata do maior Empresário de Lanifícios que Loriga teve na sua história Industrial. Uma referência para todos os que abraçam a nobre missão associativa
Obrigado a todos pela vossa presença.
Viva o Grupo Desportivo Loriguense

Loriga 13 de Abril de 2014
Por Carlos José Brito Moura

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II - O Grupo e os campos de futebol

O desporto foi sem dúvida o mote para a fundação do Grupo Desportivo Loriguense, que de certa forma tem marcado a história desta colectividade através dos seus setenta e cinco anos de existência.
Uma ideia de objectividade para o futebol, marcou sempre uma certa motivação e orientação ao longo da sua existência, que apesar de nunca se ter atingido patamares elevados, não deixou por isso de o Grupo Desportivo ter nos loriguenses aquele carinho de verdadeira dimensão, que todos lhe dedicam.
Um campo de futebol adequado, foi desde sempre um complemento de carência do Grupo Desportivo, que parece se ter tornado numa realidade longe de atingir, no entanto, o existente é um local de recortes de histórias que merece ser recordado, quantas gerações por ali passadas, que mesmo sem condições davam tudo para ali jogarem à bola
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Falamos aqui hoje dos campos de futebol e suas histórias

O primeiro campo de futebol que há memória estava situado lá para os lados da Campa, depois segui-se um outro que estava situado no Surgaçal, bastante longe da vila, sendo que os treinos eram realizados no Recinto da Nossa Senhora da Guia ou na estrada. Mais tarde e sabendo-se que havia um terreno na Fonte Sagrada, por cima da Vista Alegre, foi o mesmo pedido à proprietária D. Amália Pina, que foi colaborante, sendo efectuada a terraplanagem do mesmo, que passou a ser o novo campo de futebol até finais da década de 1940 e principio da década de 1950.
Como a compra daquele terreno nunca foi concretizada, foi procurado outro terreno e, nas
"Casinhas" junto às "Resteves" estava a solução, uma vez que havia ali um terreno mais plano. No ano de 1952 foi então inaugurado o campo. Foi nesta altura também que se conheceu um certo entusiasmo que atingiu o auge nos anos seguintes, mas foi sol de pouca dura, poucos anos depois a população jovem começou a dar-se ao desinteresse, apesar de nessa época ter havido uma tentativa no sentido da inscrição nos campeonatos regionais.
Entretanto, este campo passou a ser durante muitos anos uma dor de cabeça profunda para os atletas e direcções que passaram pelo Grupo Desportivo, porque todos os invernos as chuvas levavam parte do campo, que ia sendo reparado e que absolvia grande parte das receitas. Na década de 1970, foram finalmente efectuadas as grandes obras para a solução do problema, foram construídos muros altos de suporte e ao mesmo tempo efectuada a arborização das barreiras, ficando assim pontualmente o problema resolvido.
O actual Campo de Jogos pertence ao Grupo Desportivo, que o adquiriu definitivamente em 1961 por 14.000$00, importância em parte oferecida por um Loriguense residente no Congo, António Lemos Leitão, que contribuiu com a quantia de 6.000$00.

Actaul campo situado nas "Casinhas"

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Foto tirada no Campo da Fonte Sagrada - Ano 1940 *

* Esta equipa de futebol representava também o Sindicato dos Lanifícios de Loriga, como aqui se documenta, foto esta datada da década de 1940, que chegou até a estar exposta na antiga sede do Sindicato. Identificam-se os cinco directores da esquerda para a direita que são:- Jeremias Alves Pereira, José Mendes Lages, Mário da Benedita da Avó, seu irmão Joaquim, e António Rifona. Pena é não podermos identificar de momento os respectivos jogadores.

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Uma das Equipes do GDL na década de 1940
(Legenda incompleta - Solicita-se ajuda para se poder completar)

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Equipe do GDL - Década de 1950

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III - O Grupo e recordar o futebol

O futebol foi sem dúvida a modalidade desportiva que mais enriqueceu a história do Grupo Desportivo Loriguense ao longo destes 75 anos. É certo, que nunca foi atingido um meio competitivo elevado, que com pena podemos lamentar se ter quedado apenas na prática a nível distrital, que no entanto e, apesar disso, a existência do potencial humano foi sempre de alto nível e que ficou para sempre gravado na memória de todos aqueles, que ainda disso se recordam, onde acima de tudo foi sempre bem visivel toda uma dedicação e amor desportivo em prol do seu Grupo, a mais popular colectividade loriguense.
Aqui se documenta mais equipas de futebol ao longo da sua história, que "se recordar é viver", vamos pois viver momentos de recordações.

Equipa do GDL finais da década de 1950

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Equipa do GDL principios da década de 1960

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Equipa do GDL nos principios da década de 1950

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Equipa do GDL na década de 1940/50

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IV - O Grupo e e o conceito associativo

O popular Grupo Desportivo Loriguense a completar 75 Anos da sua existência, tem uma história rica de humanidade, onde desponta como registo as muitas direcções que por ali passaram, curiosamente até gerações de famílias, todos movidos no mesmo ideal de fazerem o melhor que podiam por esta colectividade loriguense.
Recuando no tempo e a épocas passadas, lembramos o privilégio que parecia haver nas pessoas em serem directores do Grupo Desportivo, parecendo até existir em todos elas o lema de um dever como associado. Hoje a realidade é muito diferente, também tendo em conta que os tempos são outros e, que hoje em dia o associativismo é um problema generalizado por todo o lado, que torna os actuais tempos muito difíceis, por isso, inerente nas mesmas sempre dificuldades do velho problema para ocupação de cargos sociais em qualquer associação, que leva por vezes também a dizer-se que o associativismo já não é o que era.
O Grupo Desportivo Loriguense não foge à regra, chegada a hora, as sempre mesmas dificuldades para a ocupação de cargos nos órgãos sociais, com pessoas de mais carolice a empreenderem esforços no sentido de conseguirem o preenchimento de lugares para os Corpos Gerentes, estando ainda a vir-nos à memória, as últimas eleições para eleger os actuais órgãos sociais do Grupo Desportivo, só conseguido na Assembleia Geral convocada para o efeito.
Ao longo de mais de sete décadas de história, foram na verdade de registo o trabalho desenvolvido por muitas das direcções do Grupo Desportivo, quando por vezes não havia meios de sobrevivência, mas que o espírito dinamismo e a vontade expressa de não verem acabar uma colectividade, tudo era feito de forma que o Grupo Desportivo continuasse bem vivo e que todos continuassem a ter aquele carinho especial, que diga-se de passagem, foi sempre uma mística que existiu para com esta associação, por parte da generalidade dos loriguenses.
Poderíamos recordar aqui nomes que passaram pelas direcções ao longo de todos estes setenta e cinco anos de existência, e que muito se notabilizaram, seria verdadeiramente interessante e gratificante fazê-lo, só que também poderíamos eventualmente cair no erro e involuntariamente omitir-se outros mais.
São de facto mais de sete décadas de existência, que em conclusão se tem a plena certeza de que todos, mas mesmo todos, que passaram pelos órgãos sociais do Grupo Desportivo, deram o melhor de si e tudo fizeram dentro do possível para que esta popular colectividade chegasse até aos nossos dias, para aqui estarmos a comemorar tão importante data, por isso, as gerações actuais tem por dever terem para com as direcções que passaram pelo velhinho Grupo Desportivo, um reconhecimento e porque não um BEM-HAJA DE GRATIDÃO
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Como o temos vindo a fazer, continuamos a recordar as equipas de futebol do Grupo Desportivo, por isso aqui documentamos mais algumas.

Equipa do GDL no Ano de 1966

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Equipa do GDL década de 1980

Equipa do GDL década de 1990

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Equipa do GDL de futebol de salão, ou Futsal como hoje se diz - Ano 1996

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V - O Grupo e o conceito social

Recordar o Grupo Desportivo Loriguense no seu conceito social é sem dúvida de enorme relevância, onde o convívio e amizade esteve sempre presente na sua sede, onde hoje ainda se continua a matar saudades e também viver-se recordações.
Jogar as cartas é sem dúvida um meio de entretimento que se arrasta nos tempos e que foi passando de gerações para gerações. Mas os matraquilhos e o bilhar tiveram também sempre uma presença muito praticada entre os associados do Grupo Desportivo.
O "Bingo" hoje modernamente assim falado, continua a ser jogado no Grupo Desportivo, tal como em tempos passados que era popularmente chamado por "Quino", por isso, faz também parte da história desta colectividade no seu conceito social.
Recuando no tempo, normalmente era nas noites do inverno que mais se jogava ao "Quino" que por sinal era muito concorrido. Está ainda nas memórias de muitos essas noites, que ao mesmo tempo eram de um verdadeiro convívio social, amizade e entretimento.
Nesta comemoração das Bodas de Diamante do Grupo Desportivo, cabe aqui também recordar essas noites de jogar o "Quino" e o tradicional cantar dos números que todos eles eram apelidados. Havia nessas épocas grandes "cantadores" que tinham maneira típica loriguense de anunciar os números que iam saindo da já roçada velha "taleiga" tornando um ambiente de divertimento e boa disposição, independente de quem tinha a sorte de ganhar.
Um desses "cantadores" e talvez o maior era sem dúvida o Abílio "Cardeira", recentemente falecido, a ele se devendo até muitos dos apelidados nomes atribuídos aos números que faziam parte do "Quino". Recorde-se que chegou até haver sessões em que os números de 1 a 90, todos eles tinham um nome e o "cantador" apenas dizia esse nome, porque normalmente já a maioria dos jogadores estavam familiarizados com eles.
A memória por vezes vai falhando, por isso, alguns desses nomes já se foram esquecendo através dos tempos. Há cerca de pouco mais de três meses e ainda em conversa com o Abílio "Cardeira", foi possível recordarmos alguns desses apelidados muitos números, que fui tomando apontamentos, com a ideia de aqui registar, para assim não mais se esquecerem, porque também eles fazem parte da história de Loriga. Foi de facto o último legado que o nosso amigo Abílio nos deixou antes de partir para sempre e que hoje aqui registamos em sua memória.

1-Pilinhas
2-Um Marreco
3-Cardeira
4-Uma cadeira
5-Cisco
6-Meia dúzia
7-Uma machada
8-Um biscoito
9-Nobrega
10-Uma Dezena
11- Pernas da Palmira
12-Uma Dúzia
13-Nossa Senhora de Fátima
14-Cu a todos
15-Quinzinho da mamã
-

-17-Borracho
18-Quinoi
19-Inspecção
20-Duas dezenas
21-Pum
22-Dois marrecos
23-Perdeu-se no Grupo
24-Duas dúzias
25-Um Quarteirão
--
28- Marrada no tanque
29-Padre Prata
30-Três Dezenas
31-Magala
32-Chias

33-Anos Cristo
-
35-Trinquinhas
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40 - Quarentona
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44-Duas cadeiras
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50-Meio Cento
51-Burro a mijar numa esquina
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55-Dois cachorros
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60-Seis dezenas
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69-para cima para baixo
para todos os lados
70-Sete dezenas
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77-Duas machadas
--
80-Belga
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88-Dois biscoitos

ou
Joaquim dos óculos
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90-Doutor Bandeira
ou

Nas ventas

Solicita-se a todos aqueles que se lembrem de mais alguns dos nomes apelidados em falta que queiram contribuir para completar esta lista, é entrar em contacto.

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VI - O Grupo no conceito cultural

A nível desportivo e social é sem dúvida o que mais tem marcado a existência do Grupo Desportivo Loriguense ao longo destes setenta e cinco anos de existência, que se deve sempre enaltecer.
No entanto, de maneira alguma pode ser esquecido o empenhamento a nível cultural, que na realidade tem tido um papel de relevo, muito associado através dos tempos nas grandes sessões teatrais e variedades musicais, que sempre foram fazendo parte do Grupo Desportivo, uma vezes mais acentuadas que outras.
Com a construção do Salão Paroquial nas meadas da década de 1940, que passou a ser mais conhecido por "Residência" passou a existir em Loriga um lugar próprio e adequado, para realização de representações, surgindo então na ideia das pessoas ligadas ao Grupo Desportivo, um meio de angariação de fundos, ao mesmo tempo sabendo-se de existirem em Loriga pessoas com uma certa iniciativa e também um certo talento em representar.
Desde então o Grupo Desportivo destacou-se na organização de sessões teatrais e variedades musicais, com maior realce nas décadas de 50, 60 e 70, que ficaram para sempre na memória de muitos loriguenses, que apesar das precárias condições, foram representadas grandes peças teatrais de drama e comédia, bem como, as grandes sessões musicais em que despontava as Melodias de Sempre ou musica de êxitos na altura, que encantava toda uma assistência que enchia sempre o Salão Paroquial.
Como se disse, nessas décadas havia em Loriga pessoas de grande talento na arte de representar e também grande e belas vozes a cantar, que ainda hoje permanecem na memória de muitos.
Mesmo assim e tendo em conta de os tempos serem outros, o mote cultural continua a manter-se bem presente no idealismo do popular Grupo Desportivo, a comemorar os setenta e cinco anos da sua fundação.

A peça teatral "Casa de Pais" - Ano 1973

(Registado aqui - Ano de 2008)

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Recortes
- Da História do Grupo Desportivo Loriguense -

Resumo historial que fez parte do discurso, na altura das cerimónias nos festejos da passagem do 80º. Aniversário em Abril de 2014, lido por um dos oradores convidados, que teve assim o dom da palavra e deu a conhecer todo um historial do nosso Grupo Desportivo Loriguense, ao longo destes 80 anos da sua existência.

"Ex.mº Senhor Presidente do Grupo Desportivo Loriguense, Ex.mº Senhor Presidente da Câmara Municipal de Seia, Ex.mº Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Loriga, Ex.mo e Rev.do Arcipreste Pároco da Paróquia de Loriga, Ex.mos Senhores que integram os Órgãos Sociais desta Colectividade, Caros Associados e Convidados (Minhas Senhoras, meus Senhores)
Em primeiro lugar quero agradecer ao Senhor Presidente da Direcção, o convite que me fez para vos dar as boas vindas. É um privilégio dirigir-vos umas breves palavras e vivermos estes momentos de verdadeiro associativismo. Aceitei de boa vontade. Como muitos de vós, também eu ainda muito jovem me apaixonei pelo Grupo Desportivo, ingressei como associado, pratiquei desporto, joguei futebol de onze, fui dirigente, integrei os Órgãos Sociais. Foram 15 anos de trabalho e luta pelos objectivos que sempre nortearam a vida da nossa Colectividade.
Comemoramos no dia 8 de Abril de 2014, oitenta anos de actividade do Grupo Desportivo Loriguense, ao serviço dos seus associados, da população em geral e da região em que estamos inseridos.
A primavera do ano de 1934, que a natureza, tão generosamente embelezou esta terra de encantos, dotando-a de maravilhas sem par, presenteou-nos com uma componente desportiva, recreativa e cultural, que marcou muitas gerações de jovens. O Grupo Desportivo Loriguense, era fundado em 8 de Abril de 1934, pelos senhores Manuel Gomes Leitão, António Nunes Ribeiro, Carlos Nunes de Pina e Joaquim Gonçalves Brito. Estes foram os Precursores seguidos de outras 35 personalidades que se tornaram os primeiros sócios desta prestimosa colectividade.
Edificado em torno de um ecletismo ímpar na história da nossa Colectividade. Brioso dos seus feitos e assente nos fortes alicerces criados pelos seus fundadores, regados pela dedicação e sacrifício dos seus continuadores, permitiram, que a colectividade resistisse e que ao longo da sua história outras grandes personalidades marcantes: Dirigentes, Técnicos, Atletas e Associados, cada um com o seu carisma e bairrismo, conseguiram em cada momento e em todas as circunstâncias defender e representar as nossas cores emblemáticas e conduzir os destinos desta Colectividade até aos nossos dias.
Vivia-se na década de trinta do século passado, sérios e preocupantes problemas na formação e condução da juventude. Era necessário incutir valores e princípios na sua conduta. Podemos afirmar sem reservas, que o civismo, a sensibilidade, a grandeza de espírito e de sentimentos, a consciência solidária, o engenho e o sentido de responsabilidade destes fundadores e de todos quantos os ajudaram, foi particularmente importante, determinante e decisivo na fundação desta Colectividade.
A actividade desportiva, não foi a primeira acção regular do Grupo Desportivo Loriguense. Impunha-se com muita urgência a prática recreativa e cultural. "A constituição de um grupo dramático", como meio de intervenção social e cultural, foi prioritária, porque a vivência de então em tabernas ou tascas, reinava entre a juventude, operação que veio a ter sucesso por ter conseguido tirar muita juventude do perigo que representava o consumo do álcool.
O Grupo Desportivo Loriguense, instituição desportiva, recreativa e cultural, tem desenvolvido e promovido actividades de carácter desportivo, recreativo e cultural e a formação cívica dos seus sócios em particular e do povo em geral com os direitos constitucionais dos cidadãos, com vista ao desenvolvimento harmonioso da sua personalidade. Orienta a sua acção dentro dos princípios verdadeiramente democráticos, de solidariedade e união fraterna com todas as colectividades, clubes e outras organizações recreativas culturais e desportivas, nacionais, estrangeiras desde que vise objectivos comuns.
Sei que passaram, nós sabemos que passaram, grandes nomes do desporto, da componente recreativa, da cultura e da classe dirigente por esta casa. Loriguenses dos mais influentes deram o melhor do seu serviço ao Grupo. Muito deles já partiram. Com respeito e sentido profundo lembremos a sua memória.
Gostaria de invocar aqui os nomes de todos aqueles, que lutaram no decurso destes oitenta anos, e fazendo história, deram o seu melhor a esta Sociedade, como souberam e puderam, e que não obstante contratempos e ventos contrários, conseguiram ultrapassar todos esses altos e baixos, e todas as vicissitudes que nesse longo percurso foram afluindo.
Declamo, eloquentes factos e sentimentos. Com eles pretendo homenagear todos os que nos antecederam e agradecer em nosso nome e das gerações que nos há-de suceder, o valiosíssimo legado que nos deixaram. Recordemo-los com grata admiração.
Caros associados e Convidados:
A primeira Sede do Grupo Desportivo foi no Bairro de S. Ginês, próximo da Capela de Nossa Senhora do Carmo, tendo entretanto mudado de Instalações para o Terreiro da Lição. Em 1938 mudou-se para a Rua Viriato, onde se manteve 75 anos.
A componente cultural surge de imediato com a instalação de uma biblioteca. Ao longo da sua existência surgiram vários grupos cénicos, que muito contribuíram para a formação e desenvolvimento intelectual dos seus jovens e associados. Foi fundamental na sua evolução, e revelou a criação de grandes artistas e verdadeiros talentos. Deliciavam a população de Loriga, com espectáculos verdadeiramente atractivos, tendo também como objectivo angariar fundos para os projectos da Colectividade, e também, para a própria projecção e influência do Grupo Desportivo na nossa comunidade Loriguense.
A juventude de Loriga, ancorava nesta estrutura desportiva e era cada vez mais impreterível a divulgação e o seu desenvolvimento. Os sinais cada vez mais crescentes eram factores determinantes para o aparecimento de novos sócios no ingresso da vida associativa na Colectividade.
O primeiro campo de jogos situou-se no Surgaçal. Praticava-se o desporto Rei ou seja o futebol, o atletismo, saltos em altura e comprimento e basquetebol. O primeiro equipamento do Grupo Desportivo, em segunda mão, foi oferecido por um dos fundadores.
Devido à grande distância a que se encontrava o campo do Surgaçal, os treinos eram feitos na Estrada, no Recinto de Nossa Senhora da Guia, na Campa, no Terreiro da Lição e na Fonte do Mouro. Em 1942, os dirigentes de então, conseguiram instalar por arrendamento do local, o Campo de Jogos no lugar denominado S. Bartolomeu. Valha-nos Deus, o campo já era muito mais perto. Imagine-se o sacrifício e a vontade férrea de praticar desporto nesse tempo. Em 1949 através de subscrição, conseguem comprar um terreno para construírem o Parque de Jogos e a 9 de Novembro de 1952, é finalmente inaugurado o ainda actual Parque de Jogos nas Casinhas, conhecido por Estádio das Casinhas, propriedade do Grupo Desportivo. Mais um projecto e lindo sonho concretizado por dirigentes e sócios determinados e lutadores por ideais.
Todos os sócios desta Colectividade, que frequentavam e frequentam a Sede, aprenderam a jogar Bilhar, Golfe, Snooker, Xadrez, Damas, Jogos de Cartas, Futebol de Mesa e Ténis de Mesa. De vez em quando realizam-se torneios internos com estas modalidades. São estas modalidades que deram e dão vida e movimento todos os dias à Sociedade. Um jovem de 20 anos, no ano de 1958, ganhou o campeonato regional de ténis de mesa.
Uma tradição antiga, e que ainda hoje se mantém, é o jogo do Quino. Quando chegam os primeiros dias de frio, é chegado o momento de dar actividade a este jogo. Concentra muitos associados a passarem desta forma o serão na Colectividade. Não quero deixar passar em claro, a importância que durante muitos anos teve o Director do Mês. Era um autêntico guardião dos interesses da Sociedade. Controlava e zelava pelo bom funcionamento dos jogos na Colectividade, pelo respeito, pelo bom comportamento e pela postura a que os sócios eram obrigados estatutariamente. Quem se atrevia a entrar de boné ou assobiar dentro das instalações da Colectividade?
Falando do desporto Rei ou seja "Futebol de Onze", O Grupo Desportivo sempre manteve esta modalidade com altos e baixos, dado que se trata da prática de um desporto muito dispendioso em matéria económica - financeira. Desde a sua fundação, teve sempre equipas de futebol e ia disputando jogos amigáveis com algumas congéneres, com estudantes e jogos entre solteiros e casados, com disputa de algumas taças que facilmente encontramos no local onde estão expostas. A década de sessenta e o início de setenta, são férteis em torneios quadrangulares, com equipas de outras localidades. Loriga, conseguia manter três equipas de bom nível: a equipa do Grupo Desportivo, a equipa do Clube dos Metalúrgicos e a equipa dos Estudantes.
Encontramos em registos de actas, o sonho e a ambição de dirigentes de federarem a equipa de futebol. Tivemos sempre dirigentes que lutaram por objectivos e projectos e felizmente muitos deles foram e são realidade. Em matéria desportiva, a grande viragem começa com a direcção que geriu nos anos de 1978,1979 e 1980. É um mandato de três anos, pelo facto de em Assembleia Geral, ter sido aprovado mais um ano para preparar e aprovar novos estatutos. O Atletismo, marca um ponto histórico, onde os nossos brilhantes atletas conquistam para o historial do Grupo variadas taças. O Campo de Futebol, não tinha as medidas regulamentares. Não tinha largura nem comprimento. Foi alvo de uma grande transformação. Com o apoio da Câmara Municipal de Seia, é colocada à nossa disposição um retro - escavadora. Durante muitos dias de trabalho, o campo foi aumentado na largura e no comprimento. O grande talude foi cortado dando lugar a patamares que serviam de bancadas naturais, e o monte foi projectado para o lado da canada pública, onde também, foi construído um muro de prolongamento do campo. Desviaram-se os aquedutos com manilhas cedidas pela Câmara Municipal e pelos Serviços Florestais de Gouveia. Construiu-se os Balneários. Ficou para mais tarde o acabamento dos mesmos e foi colocada vedação no campo em madeira, esta aproveitada do Campo do Estádio Municipal de Seia, que entretanto reestruturou e colocou uma vedação metálica. Estruturalmente o campo de Futebol ia adquirindo as condições essenciais para poder entrar em provas federadas e oficiais. Foram reformuladas as instalações da Sede e instalou-se o Bar, tendo este sido ampliado noutro mandato. Começa-se a trabalhar no sentido de adquirir subsídios e chegam alguns, apesar dos caminhos sinuosos para chegarem à Colectividade, outros levaram outro destino.
Foi um sonho lindo, um projecto de largo alcance que alimentou muitas esperanças. Alguém tem dúvidas de que seria a maior estrutura desportiva, recreativa e cultural para Loriga? E que muita falta, mesmo muita falta fez e continua a fazer a Loriga e às terras circunvizinhas. Estou a falar de um Pavilhão Gimnodesportivo. Em 1980, o Distrito da Guarda foi contemplado com três Pavilhões e Loriga era uma das prioridades. Incansavelmente trabalhamos junto da Delegação da Direcção Geral de Desportos da Guarda, do Governo Civil e Câmara Municipal de Seia. Recebemos o projecto tipo para estudo orçamental. Em conjunto com a Junta de Freguesia de Loriga e Câmara Municipal, estudamos qual seria o melhor terreno para a sua construção. Nessa altura a Junta de Freguesia tinha adquirido os terrenos das Penedas, e por escrito o Grupo Desportivo foi informado de que a Autarquia nos cedia o espaço necessário para implementação do Pavilhão. Entregamos o projecto tipo com carácter de urgência a um Engenheiro civil que trabalhou alguns anos em Loriga. O Grupo não tinha disponibilidades financeiras para recorrer a outros meios e confiamos na boa vontade, na disponibilidade demonstrada e na vertente solidária. O tempo passou, e já em fim de mandato entregou-nos o estudo do orçamento. Orçamento esse que nada tinha a ver com o que lhe encomendamos. Entregou-nos o orçamento para a cobertura do ainda actual ringue. Loriga e o Grupo Desportivo em particular, perdia desta forma a sua grande oportunidade. A Autarquia nos deu com uma mão e retirou com a outra. É sabido, e não quero entrar de forma nenhuma na questão do ringue, que eu considero ambígua. Lembro apenas que o Grupo Desportivo é a única entidade em Loriga, que a nível desportivo podia e pode candidatar-se a subsídios governamentais em termos estruturais e de imóveis desportivos. Para que isso aconteça, terá que ter em nome próprio, prédios rústicos e urbanos para o efeito. Como poderia candidatar-se à cobertura de um ringue, quando ele foi feito em terrenos pertencentes à Fundação Cardoso de Moura. Na época da construção, pasme-se! A Fundação Cardoso de Moura ainda não tinha personalidade jurídica, e se a tivesse? É um facto, que não era propriedade do Grupo Desportivo. Convido-vos à meditação, à reflexão, para retirarmos as devidas conclusões. Não obstante, o ringue foi palco de muitas actividades recreativas e na década de oitenta, muitos torneios de futebol de salão se realizaram com equipas do exterior. Loriga comportava várias equipas desde o Grupo Desportivo, os Independentes os Metalúrgicos, os Amigos, o Moura Cabral etc... Para terminar esta questão, direi ainda que passaram Dirigentes nesta Colectividade, que sonhavam com a construção da Sede do Grupo Desportivo por cima das balneários/cabines do Ringue e zona envolvente que confronta com a Avenida Padre Prata. Como era possível canalizar subsídios? Infelizmente estes Balneários/cabines, foram iniciados e nunca acabados. Lamentavelmente basta olhar, ver e tirar as devidas ilações. Esta estrutura está como está e por aqui fico nestas breves considerações.
O mandato de 1983 /1984, marcou de forma indescritível a sua matriz: O Xadrez é filiado na Federação Portuguesa de Xadrez e participa na Taça de Portugal e a equipa de futebol de onze é filiada na Associação de Futebol da Guarda e participa pela primeira vez no Campeonato Distrital da 2ª Divisão. Os biénios 1985/1986 e 1987/1988 projectam o desporto e atinge o seu auge com o Futebol na 2ª divisão do Distrital, torneios abertos de Xadrez com a participação de alguns mestres nacionais e com o apoio das entidades da modalidade. Houve melhoramentos no campo de futebol, nomeadamente com vedação em pilares metálicos e novas coberturas para a equipa visitada e visitante. É num destes mandatos que o Grupo Desportivo recebe a visita de vários deputados da Assembleia da República pelo círculo da Guarda. Ao inteirarem-se das nossas aspirações, da situação e das dificuldades da Colectividade, deixam esta mensagem: Quanto ao Pavilhão Gimnodesportivo, arranjem um terreno em nome do Grupo Desportivo e deixem o resto connosco. Mais uma oportunidade se perdeu. Na passagem de testemunho para novos Órgãos Sociais, foi aprovada em Assembleia Geral realizada no dia 27 de Agosto do ano de 1988, uma verba a depositar no Banco, constituindo uma conta congelada, e que só poderia ser movimentada para futuras obras de uma nova Sede.
Nas décadas seguintes os objectivos desportivos foram cumpridos, na medida do possível. Mantém o Xadrez na Taça da Portugal e organiza torneios em Loriga. A Colectividade é inscrita na Federação Portuguesa das Colectividades de Cultura e Recreio. Surgem novas modalidades: Bicicletas Todo o Terreno - BTT, Cicloturismo, Rugby, Grande prémio de Ciclismo da Vila de Loriga, Torneios de Verão de Futsal, Pedestrianismo e actividades do Grupo Cénico. Em matéria de novas tecnologias cria um ponto de acesso gratuito à Internet.
Ao longo da nossa história, o Grupo Desportivo praticou as seguintes modalidades: Futebol de onze (Participação na 2ª Divisão Campeonato Distrital), Basquetebol, Bilhar, BTT, Ciclismo: Grande Prémio da Vila de Loriga, Cicloturismo, Futebol de cinco/Futsal, Futebol de Mesa, Futebol de Salão, Ginástica, Gincana de Motorizadas, Pedestrianismo, Ping-Pong, Rugby, Salto em Altura, Salto em Comprimento, Voleibol, Xadrez (Taça de Portugal e Torneios de Loriga). Atletismo (XXVII Prova de S. Silvestre da Serra da Estrela). Esta prova demonstra que somos uma Instituição capaz e dinâmica, levando o nome de Loriga aos jornais e revistas como é o caso da revista do Atletismo Nacional.
Extraordinária demonstração da vocação ecléctica do Grupo Desportivo Loriguense.
Senhor Presidente da Direcção:
O Grupo Desportivo Loriguense, deve continuar na vanguarda da prática do desporto em Loriga. Que promova a convivência, faça florescer vocações e incentive o apetite desportivo, que seja o Grupo na sua essência. Que se afirme como voz activa e consciente onde a máxima "Mens sana in corpore sano" (Uma mente sã em corpo são) promova uma visão de progresso, estimule o aperfeiçoamento e que fomente hoje e sempre "O Crescimento Desportivo da Vila de Loriga".
Uma palavra de estímulo e gratidão aos sócios resistentes. Sem eles não seria possível chegarmos até aqui. Resistiram por amor e aos ideais do Grupo Desportivo nos momentos mais difíceis, e nem quando se verificavam aumentos das quotizações, fraquejaram, porque falava mais alto o afecto que sentiam por esta Sociedade.
Somos uma Sociedade de projectos. Recentemente conseguimos belíssimas instalações muito dignas para a Instalação da nossa Sede, com parque de estacionamento. É uma grande conquista e também a conclusão de um sonho que nos ilumina de felicidade. O Município de Seia e o Grupo Desportivo Loriguense celebraram um contrato de cedência, de parte do edifício destinado ao mercado (praça), em regime de comodato, para instalação da nova sede social do Grupo Desportivo Loriguense. (Neste edifício estiveram instalados os Bombeiros de Loriga durante alguns anos) As obras de adaptação à nova sede social com custos consideráveis, ficaram a cargo da Colectividade.
À actual Direcção (na pessoa do seu Presidente) à Câmara Municipal de Seia, (na pessoa do seu Presidente) à Junta de Freguesia de Loriga (na pessoa do seu Presidente) o nosso muito sincero e sentido obrigado pelo esforço e zelo incomensurável. Estão de parabéns estas Instituições pela convergência encontrada para que o Grupo Desportivo tenha Sede própria. Loriga e os associados do Grupo Desportivo Loriguense merecem.
Faz parte do programa deste octogésimo aniversário, a Inauguração da Sede e Bênção das Instalações, cerimónias já realizadas no final desta manhã. Aproveito a oportunidade para pedir a colaboração apelando à sensibilidade e ao sentimento associativo dos sócios, benfeitores e entidades aqui presentes, para contribuírem com algum donativo, para que desta forma possamos ajudar a Direcção a pagar as amortizações do empréstimo bancário que contraiu, para a realização das obras. Sem dúvida que nos proporciona condições excelentes, distintas e de preferência.
A Sede esteve sempre no horizonte de muitas Direcções que por aqui passaram. Na Rua Viriato, mesmo à frente da nossa Sede, situava-se um terreno que tinha condições. Mas não havia possibilidades de comprá-lo naquela época. Entretanto esse terreno deu lugar à construção de uma moradia particular. E essa hipótese gorou-se. Houve quem defendesse, como já referi, por cima dos projectados e nunca acabados balneários do ringue, como se isso fosse permissível. Também foi hipótese a possível compra de um imóvel que teria de ser submetido a obras, também situado na Rua Viriato, e que jamais nos poderia dar as condições, a capacidade, o espaço, e o conforto da actual Sede. Com anteprojecto aprovado pela Câmara Municipal de Seia e exposto na nossa Sede nos anos de 1999/2000, tivemos e perdemos a melhor das oportunidades. Seria neste mesmo edifício camarário com uma placa em toda a sua estrutura. A Sede ficaria por cima e o espaço remanescente passaria a Pavilhão de Multiusos. Como estava instalada nesta Estrutura Camarária, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Loriga, e como demorou o seu devido tempo a construir as suas novas Instalações, o tempo foi passando. Paciência, a crise na actual conjuntura, imagino eu, ditou o que temos.
A ambição de quereremos mais e melhor deve acompanhar-nos sempre. É necessário que os sócios sejam fermento e transmitam laços de concórdia, camaradagem, igualdade e liberdade. A união fraterna, é elementar como voz activa à concordância, à solidariedade e cooperação. Com o auxílio de todos, construímos o bem comum, e o Grupo Desportivo Loriguense é verdadeiramente um bem comum inestimável.
Senhor Presidente da Câmara Municipal de Seia
O sonho projectado há muitos anos e alimentado por muitos sócios de terem um Pavilhão, chamemos-lhe Gimnodesportivo, Polidesportivo ou Multiusos, continua a ser fundamental e de grande utilidade para Loriga.
Será importantíssimo no desenvolvimento da Rede de Aldeias de Montanha. Servirá toda a zona Sul do Concelho de Seia.
A cidade de Seia tem 3 Pavilhões Gimnodesportivos. (Gimnodesportivo Municipal 1, Gimnodesportivo Municipal 2 e um Gimnodesportivo da União Desportiva de Seia). S.Romão, hoje urbanisticamente ligado a Seia também tem um Pavilhão Gimnodesportivo Municipal Padre Martinho e Campo de Futebol Sintético do Parque Municipal de São Romão. Não teria sido melhor estratégia municipal, a descentralização e contemplar esta parte Sul do Concelho e terras circunvizinhas? Não tenho dúvidas de que o equilíbrio, a equidade, marca a evolução do conceito de desenvolvimento sustentável.
Não será possível incluir no projecto da Rede de Aldeias de Montanha, um Complexo Desportivo Municipal de Loriga, onde envolvesse várias estruturas, entre elas, um Pavilhão Gimnodesportivo, Piscina Coberta, e outras de carácter recreativa e cultural, para servir toda esta Zona Sul do Concelho de Seia. As nossas crianças já não teriam que se deslocar para Seia para praticar desporto e natação. A descentralização tão proclamada, aclamada e prometida, afinal, não passa de palavras vãs que nos chocam e ao mesmo tempo que nos impede de termos um futuro melhor para a nossa juventude e da população em geral. Acredito no Senhor Presidente da Câmara e na Edilidade a que preside, sinceramente acredito, na sensibilidade e na visão que tem do desenvolvimento do nosso concelho e por isso estou certo de que irá estudar estas possibilidades. Localizado em Loriga, um Complexo Desportivo, o projecto da Rede de Aldeias de Montanha ganhará mais força, mais atractividade, assentará na premissa da busca da felicidade da pessoa humana, será inovador e acrescentará criatividade para o turismo de Loriga e do Concelho de Seia. Dos erros do passado saibamos construir o futuro.
Vou terminar, nestes oitenta anos de história muito se fez mas também muito ficou por fazer. Mobilizamos vontades, geramos convergências na acção, a anuência da intervenção não se extinguiu e cada um de nós vai continuar a trilhar os caminhos percorridos pelos que nos antecederam. Da seiva crescida neste projecto, faço votos para que nasçam futuras parcerias de molde a que todo este mundo de conhecimento que foi encetado, não se perca. Assumimos este doado. Nesta caminhada que já vai longa, muito longa, temos muito orgulho de sermos a primeira Associação Desportiva que nasceu no Concelho de Seia e das primeiras em todo o cordão da Serra da Estrela. Sabemos das nossas limitações humanas e porque continuamos a acreditar, lutaremos com todas as nossas forças pelo engrandecimento do Grupo Desportivo Loriguense.
Bem Hajam a todos os que se entregaram de alma e coração a esta Colectividade. Um voto de coragem aos que abraçam a nobre missão de lhe dar continuidade.
Muito Obrigado a todos pela vossa presença
Viva o Grupo Desportivo Loriguense
"
Loriga, 13 de Abril de 2014 (Por Carlos José Brito Moura)

(Registado aqui - Ano de 2014)


Da História do Grupo Desportivo Loriguense
Pessoas que se notabilizaram e muito contribuíram em prol do Grupo Desportivo Loriguense

- O Presidente Carlos Mendes Duarte, O Artífice e o Criativo, de toda a reestruturação do Parque de Jogos, Balneários e Instalações da Sede. Moralizou a vida associativa acabando com os Jogos de azar.
- O Presidente
Eduardo Gomes Melo Júnior, o Lutador e Corajoso. Faz a Filiação na Federação Portuguesa de Xadrez e participa na Taça da Portugal. O futebol de onze é filiado na Associação de Futebol da Guarda e participa pela primeira vez no Distrital da 2ª Divisão.
- O Presidente
Carlos Nunes Cabral Júnior, com a classificação de sócio de Dedicação. Assumidamente um Líder Activo, é o grande dinamizador e impulsionador, de toda a área desportiva. O futebol atinge o apogeu na Distrital da 2ª Divisão. Na área económica e financeira foi fundamental a sua larga experiência empresarial. Uma referência de grandes atributos associativos.
- O Fundador
Joaquim Gonçalves de Brito, figura incontornável desta Colectividade. Integrou diversos Òrgãos Sociais, sempre solícito e conselheiro. Era incansável o seu trabalho de bastidores.
-
José Pereira Ano Bom, como técnico, um homem que se dedicou a esta Colectividade e que fez dela a sua segunda casa. Ocupou vários cargos nos Órgãos Sociais e fez como técnico de futebol um belo trabalho na preparação dos nossos jovens.

Loriga, 13 de Abril de 2014
Por Carlos José Brito Moura

(Registado aqui - Ano de 2014)


Socorro Paroquial Loriguense
Fundado em 19 de Março de 1955
Rua Viriato
6270-103 Loriga

Socorro Paroquial Loriguense (2004)

Esta Associação foi fundada, em 1955, pelo Sr.Padre António Roque Abrantes Prata, inspirado na solidariedade humana e caridade cristã.
Foi, durante anos da sua existência, um verdadeiro reforço, na ajuda à doença dos operários das fábricas mais necessitados, bem como um local de convívio, amizade e, ainda de algumas actividades recreativas dos associados e suas famílias.
Esta Associação era, também, um local onde muitos Loriguenses passavam muitas das horas a ver a televisão, numa época em que, a grande maioria da população, não era ainda possuidora dessa "caixinha" que viria então a modificar o mundo. Em 1960, cinco anos depois da sua fundação foi adquirida a Bandeira da Associação.

Às quatro horas na madrugada de 26 de Dezembro de 1962, um violento incêndio destruiu completamente a sede do Socorro Paroquial Loriguense, bem como todo o seu recheio, com as consequências que daí se possam adivinhar e que resultou em prejuízos na ordem de mais de uma centena de contos.
Apesar disso, o desânimo que no momento tomou conta da população, não foi suficiente para fazer desistir os seus dirigentes e sócios. Reuniram-se esforços no sentido de reedificar esta Associação, sendo necessário procurar outra habitação, onde ainda hoje se encontra.
Com o decorrer do tempo, e porque outros mecanismos de segurança e solidariedade social foram surgindo, o objectivo primeiro do Socorro Paroquial Loriguense, idealizado pelo seu fundador, foi-se diluindo. Actualmente, esta Associação é um local de convívio e passatempo dos seus associados, frequentado por muitos Loriguenses, continuando a fazer parte da vida social e cultura desta Vila de Loriga.
(Registado aqui - Ano de 1999)

**

Nota:- Em Assembleia Geral realizada no dia 20 de Março de 2005, foi deliberado o encerramento da porta desta Associação, por motivo de falta de elementos para integrar os seus corpos sociais. Encerra-se assim um circulo de 50 anos em prol da comunidade. (Registado aqui - Ano de 2005)


Cooperativa Popular de Loriga (2004

Cooperativa Popular de Loriga
Fundada em 13 de Fevereiro de 1954
Rua D.Afonso Henriques
6270-104 Loriga
Telef. 238/953220

Fundada em 13 de Fevereiro de 1954, tendo-se deslocado expressamente a Loriga, Virgílio Calixto Pires, Notário na Secretaria Notarial do Concelho de Seia com sua sede nos Paços do Concelho, onde na residência do senhor Carlos Alves de Moura, procedeu ao acto da constituição da Escritura da Cooperativa Popular de Loriga e sob a forma de sociedade anónima designadamente Sociedade Cooperativa de Responsabilidade Limitada.
Outorgaram esta escritura: Primeiro:- Padre António Roque Abrantes Prata. Segundo:- Álvaro dos Santos Aparício. Terceiro:- Carlos Alves de Moura. Quarto:- José de Brito Amaral. Quinto:- Eduardo Gomes Melo. Sexto:- Alfredo Pereira dos Santos. Sétimo:- José Gomes Melo. Oitavo:- José Pina Luís dos Santos. Nono:- José de Moura Mourita. Décimo:- José Alves de Moura. Décimo primeiro:- Augusto Pinto Aparício. Décimo segundo:- Mário de Brito Florêncio.
Para o respectivo acto, o certificado das identidades de todas estas pessoas, foram e abonadas pelo senhor professor António Domingos Marques e Carlos Fernandes Urtigueira, na qualidade de testemunhas.
Consta ainda nos registos da Cooperativa, uma lista com cerca de três dezenas de loriguenses, também considerados fundadores desta associação.
A fundação deste organismo em Loriga teve, como objectivo prioritário, pela prática de preços mais baixos, tornar mais acessível aos trabalhadores, principalmente aos operários, os bens de consumo essenciais, tendo na pessoa do Senhor Padre António Roque Barreiros Prata, um dos seus impulsionadores.
Por vezes os tempos são difíceis, tornando os bens essenciais e de sobrevivência em valores altos e alcançando preços proibitivos. Por isso, o surgimento das cooperativas que tinham por finalidade libertar os seus associados dos encargos respeitantes aos lucros dos intermediários, nomeadamente em populações em que o nível de vida é baixo.
Isso mesmo aconteceu nesta localidade na década de 1950, em que as famílias eram numerosas e grande parte das pessoas trabalhavam nas muitas fábricas locais. Tratando-se de uma localidade industrial, os bens essenciais atingiam preços elevados, pelo que surgiu a ideia de fundar a Cooperativa Popular de Loriga, numa união de forças da população a que se juntou a quotização dos associados.
Com o decorrer dos tempos, foi construída uma sede própria, sendo o primeiro organismo associativo de Loriga a conseguir tal feito. Apesar de ter sido muitas das vezes ameaçada de encerramento durante a sua existência, conseguiu, no entanto, sempre sobreviver.
A Bandeira desta Cooperativa foi idealizada como se de uma Associação se tratasse, tendo sido adquirida alguns anos mais tarde e benzida na igreja paroquial, durante a missa, no dia 1 de Janeiro de 1962.
Como curiosidade e histórico, é terem sido designados os primeiros Corpos Gerentes em 20 de Setembro de 1953, portanto, quando ainda se estava a dar os primeiros passos para a criação desta Associação e também quando ainda estavam nos trabalhos da conclusão da constituição da Escritura, tudo isso, antes de estar estabelecida a data oficial da fundação, que só veio a ocorrer cinco meses depois, portanto a 13.Fevereiro.1954, quando da assinatura da escritura. Aqui se recordam os respectivos nomes que constituíram os primeiros Corpos Gerentes, desta associação loriguenses:
Direcção:- Presidente, Álvaro dos Santos Aparício. Secretário Carlos Alves de Moura. Tesoureiro José de Brito Amaral. Vogais Eduardo Gomes Melo Júnior e Alfredo Pereira dos Santos.
Assembleia Geral:- José Gomes Melo. 1º. Secretário José Pina Luiz dos Santos. 2º. Secretário José de Moura Mourita.
Conselho Fiscal:- José Alves de Moura. Secretário Augusto Pinto Aparício. Relator Mário de Brito Florêncio.

(Registado aqui - Ano de 1999)

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Primeira Direcção Ano de 1954

Primeira Mesa da Assembleia Geral Ano de 1954

Primeiro Conselho Fiscal Ano de 1954

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Encerramento em 2014

Tendo em conta rumores a circular, já alguns tempos atrás, que nos davam conhecimento de que a Cooperativa Popular de Loriga estava numa fase bastante complicada, avançando mesmo alguns que estava em agonia lenta, não foi de total surpresa quando foi anunciado o encerramento das suas portas no dia 11 de Janeiro de 2014, precisamente 60 anos depois da sua fundação.

Um mês depois precisamente no dia 18 de Fevereiro, o tribunal de Viseu decretou a venda pública do imóvel da Cooperativa Popular de Loriga, processo que se foi arrastando no tempo, que dessa forma se foi vendo chegar ao fim com a venda a terceiros, de uma casa loriguense com longa história.

(Registado aqui - Ano de 2014)


Casa de Repouso da Nossa Senhora da Guia
Estrada Nacional Nr.231
6270-808 Loriga
Telef. 238/951852 (Telem.965463219) - Fax 238/951859

E.mail: crsgloriga@sapo.pt

Directora:- Joana Margarida Martins Marques (Assistente Social)

A Casa de Repouso da Nossa Senhora da Guia, foi criada com base nos princípios e nos critérios do Centro de Assistência Paroquial de Loriga tendo, no Padre Francisco Borges de Assunção, o grande impulsionador para esta obra. Construída na Estrada Nacional que passa em Loriga, num local onde se pode vislumbrar uma paisagem impressionante sobre a Vila, é uma obra de vulto de que os loriguenses se orgulham.

O dia 18 de Dezembro de 1998, foi uma das datas histórica, ao ser concedida a adjudicação das obras, sendo assinado o contracto da Empreitada dez dias depois (28.12.98).Dois dias depois, em 30.12.1998, deu-se início à terraplanagem e preparação do terreno para a construção que, começando em bom ritmo, foi conhecendo alguns contra-tempos por motivos da orografia do terreno, que foram sendo ultrapassados.
No dia 3 de Setembro de 2000, já com as obras em andamento, foi realizada simbolicamente, a benção e lançamento da primeira pedra da Capelinha do Lar, numa cerimónia solene, a que se associaram numerosos loriguenses, autoridade civis e religiosas.
Hoje, a existência de obras sociais como esta, faz parte das transformações que se vêm operando na sociedade actual, onde é necessário e justo defender-se os valores fundamentais do humanismo em prol dos idosos, numa sociedade em que a solidão está cada vez mais presente nesta camada da população, a maior parte das vezes incapazes de fazer qualquer coisa por si próprios.
Em respeito à sensibilidade, ao carinho e à admiração pelas pessoas mais idosas, no sentido de minorar o seu sofrimento e proporcionar uma melhor qualidade de vida nos restantes anos que lhes estão reservados neste mundo, a Casa de Repouso da Nossa Senhora da Guia, será um espaço de importância vital para a localidade de Loriga.
Casa de Repouso da Nossa Senhora da Guia começou a funcionar no dia 13 de Setembro de 2004, em principio com apenas quatro idosos internados, mas logo depois muitos mais se seguiram, passando assim a estar em pleno funcionamento.
A inauguração oficial realizou-se no dia 30 de Janeiro de 2005, pelo Senhor Ministro da Segurança Social, da Família e da Criança, Dr. Fernando Negrão e a bênção das instalações com a celebração solene presidida pelo Senhor Bispo Coadjutor da Diocese da Guarda, D. Manuel Felício.
Estiveram presentes também o Senhor Governador Civil da Guarda, o Presidente da Câmara de Seia, o Senhor Director do Centro Distrital de Segurança Social da Guarda, e ainda os dirigentes dos organismos administrativos e associativos de Loriga, bem como, muito povo.
A Casa de Repouso de Nossa Senhora da Guia, é uma instituição particular de solidariedade social, sem fins lucrativos, com sede em Loriga, cuja sede de freguesia tem por nome Loriga, concelho de Seia e distrito da Guarda.
Tem estatutos e está registada na Direcção Geral de Segurança Social, pela inscrição Nr. 24/83, a fls. 161 verso e 162, em conformidade com o disposto no Nr.1 do artigo 34º. do Estatuto das Instituições Privadas de Solidariedade Social, e considera-se efectuado em 18 de Março de 1983.
A Direcção Técnica compete a um técnico, nos termos do disposto na Norma XI, do Despacho Normativo Nr. 12/98, publicado no Diário da República I Série - B, Nr.47 de 25/02/98, cujo nome, formação e conteúdo funcional se encontra afixado em lugar visível.

Quadro Avé Maria (Porta do Lar)

A lotação do Lar é de 50 utentes. Está preferencialmente, vocacionado, para o acolhimento com carácter permanente ou temporário de pessoas idosas de ambos os sexos, desintegradas do meio social e familiar, não autónomas na satisfação das suas necessidades básicas e que expressem livremente a sua vontade em serem admitidas, favorecendo as relações interpessoais entre os idosos e destes com outros grupos etários, a fim de evitar isolamento

O serviço prestado pelo Lar, baseado em - a)Alojamento; b)refeições; c)Convívio/ocupação; d)Cuidados de higiene e conforto; e)Tratamentos de roupas; f)Férias organizadas; g)Apoio médico e enfermeiro.

Alguns apontamentos regulamentares:

O Lar funciona sete dias por semana, durante 24 horas, em sistema de turnos. O atendimento ao público pela técnica Superior de Serviço Social é efectuada às terças, quartas e quintas-feiras, das 11,00 às 13,00 horas e das 14,00 às 16 horas.
São facultativas visitas periódicas aos utentes pelos familiares e amigos, com horário diário das 15,00 às 16,30 horas e das 17,30 às 18,30 horas.
O funcionamento orgânico do Centro de Assistência Paroquial de Loriga "Casa de Repouso Nossa Senhora da Guia", é definido por um regulamento interno aprovado em 27 de Agosto de 2004, em reunião de Direcção, assinado pelo Padre João António Gonçalves Barroso, Carlos José Brito Moura, Manuel Mendes Henrique Lemos e Joaquim Brito Santos.

(Registado aqui - Ano de 2006)

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Nova nota de registo - Junho 2009

Inaugurado oficialmente no dia 30 de Janeiro de 2005, Casa de Repouso da Nossa Senhora da Guia é um moderno Lar para os Idosos, uma das maiores obras de solidariedade construídas em Loriga, que foi de importância vital a sua construção e que veio preencher uma lacuna existente, quando hoje em dia estes estabelecimentos são valores importante no desenvolvimento de apoio social a pessoas idosas permanente ou temporário, no fornecimento de alojamento, alimentação, cuidados de saúde, higiene, conforto e também fomentando o convívio.
O envelhecimento da população em Loriga e também na região, a Casa de Repouso da Nossa Senhora da Guia foi na verdade uma mais-valia e com o qual Loriga se deve orgulhar, sendo um Lar para idosos que se enquadra do melhor que existe em que as modernas instalações e os serviços adequados, proporcionam aos nossos idosos um permanente conforto necessário para um psicossocial às pessoas idosas e no contributo de utilização específicos do retardamento do processo de envelhecimento e ao mesmo tempo numa supervisão permanente.
A Casa de Repouso da Nossa Senhora da Guia em Loriga, construída numa zona de salubridade, num contacto saudável com a natureza, deslumbra a vista panorâmica que dali se pode admirar parecendo estarmos num andor e termos aos nosso pés a bela vila de Loriga, guardado pelas sentinelas vigilantes das suas "Penhas.
De acordo com as leis vigentes, actualmente a capacidade da é de 40 utentes, as instalações muito bem apetrechadas, higienicamente perfeitas, segurança e definição satisfatória, comodidade, um ambiente calmo, confortável e humanizado pelo pessoal do lar, a convivência social através do relacionamento entre os idosos e destes com os familiares, amigos e com a própria comunidade, são sem dúvida atributos que se enaltecem.
Bem organizado e tendo na Directora a Dra. Ana Margarida (Assistente Social) que desde logo se nota uma orientação de chefia bem elevada, os recursos humanos onde a maioria dos funcionários são pessoas de Loriga, na realidade também muito importantes para os próprios utentes locais, é de louvar toda a dinâmica e potencial humano colocado ao serviço dos nossos idosos, porque não nos podermos esquecer que muitos desses utentes estão em situação de dependência.
Como loriguenses temos de estar orgulhosos e contentes de Loriga possuir esta infra-estruturas, que como disse do melhor que se pode ver ao serviço de solidariedade, enaltecer o organismo, funcionários permanentes, pessoas voluntárias e todos aqueles mais, que em boa hora levaram em frente este projecto, não se podendo de maneira alguma deixar de mencionar a figura do senhor Padre Francisco Borges de Assunção, falecido no dia 24 do passado mês de Maio.

(Registado aqui - Ano de 2009)


Irmandade do Santissimo Sacramento e das Almas de Loriga (2004)

Irmandade do Santíssimo Sacramento e das Almas de Loriga
Largo do Adro
6270-074 Loriga

A Irmandade do S.Sacramento e das Almas de Loriga, é a mais antiga de todas as associações de Loriga, pensando-se que a sua fundação remonta ao século XVII. O documento mais antigo encontrado, sobre a Irmandade das Almas em Loriga, data de 10 de Setembro de 1837 e é assinado pelo Sr. Manuel Pinto Galvão, ao tempo Regedor da Freguesia.
Esta associação foi registada no Registo Civil da Guarda em 27 de Fevereiro de 1883, data da aprovação dos primeiros estatutos, substituindo as directrizes com as quais até ali se regulamentavam, desde os tempos da sua fundação e de acordo com os termos em vigor e legais dos "Breves Pontifícios".
Por ter desabado a Igreja Matriz, em consequência do um terramoto ocorrido meses atrás, foi na Capela do Santo António, que no dia 8 de Dezembro de 1882, se reuniram José Mendonça Gouveia Cabral e ainda mais onze irmãos da Irmandade, para na presença do Reverendo Pároco da Freguesia, Manuel Mathias dos Santos e Figueiredo, elaborarem os Estatutos segundo as leis vigentes e nos termos do disposto na portaria de 6 de Dezembro de 1872.
Depois de discutidos e dado o parecer favorável, por todos os irmãos presentes, foram aprovados, sendo assinado a acta da sessão, onde alguns deles assinaram com uma cruz por não saberem ler e escrever.
Constava nos seus primeiros estatutos, ser uma instituição religiosa estabelecida em Loriga e, tinha por finalidade, prestar culto e veneração a Deus para alcançar a Bem Aventurança, rogando pelos pecadores e ainda sufragar as almas dos Irmãos falecidos, praticar todos os actos de beneficência que estivessem ao seu alcance e subsidiando o ensino primário da Freguesia, nos termos da lei.
Constava ainda desses estatutos, ter um altar privativo na Igreja Matriz, com a devoção ao Senhor das Almas mas, após a revisão dos mesmos em 1954, deixou de ser feita alusão ao altar, bem como deixou de constar a parte referente a subsidiar o ensino primário da Freguesia.
É nas instalações desta associação, que está sediada a casa mortuária de Loriga, assim como um museu que guarda grande parte do espólio da Igreja Paroquial.
A Direcção desta associação é composta pela mesa que funciona com os seguintes elementos: Juiz, Secretário, Tesoureiro e Vogais. Os seus associados pagam uma quotização e são referenciados por:- Irmãos no activo, inactivos, ausentes, casadas, solteiras ou viúvas e mulheres de Irmãos.
Cada Irmão, por morte, tem serviço religioso gratuito, com missa de corpo presente, mais serviço do funeral e ainda 20 missas.

(Registado aqui - Ano de 1999)


Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga
Pessoa Colectiva 508 752 523
Rua Coronel dos Reis 25-1
6270-090-LORIGA

E.mail: confrarialoriga@hotmail.com

http://www.confrariadeloriga.org

A idealização de criar a Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga, surgiu da ideia do Dr. Victor Moura, advogado natural de Loriga, mas a residir em Seia, que chegou a ser deputado da Assembleia da República, mandatado pelo distrito da Guarda.
Segundo as palavras do Dr. Victor Moura, "a ideia de criar a Confraria tinha surgido na sua mente, no ano de 2003, "após uma visita a Loriga, numa segunda-feira de Páscoa, ao percorrer as principais ruas não encontrou ninguém. E, explica, "isto para mim foi um rebate interior", por ver que a minha terra natal começava a ter problemas de desertificação, tanto mais que aquele dia era tido "como de bastante animação". Logo prometi a mim próprio fazer alguma coisa para tentar alterar o estado das coisas".
Criar uma Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga, aparece logo de imediato, que tinha como objetivo a investigação, a preservação do nome Loriga e a divulgação da sua Broa e Bolo Negro, nas suas principais características originais de confecção, bem como, de todo o património gastronómico loriguense, de que estes produtos são genuínos representantes, contribuindo ainda para o incremento do processo económico inerente à sua produção e comercialização, assim como, de todas as manifestações de natureza paisagística e ambiental, arquitetónica, etnográfica, folclórica e culturais decorrentes dessa secular atividade.
O Dr. Victor Moura, se bem o pensou, também de imediato colocou em marcha essa sua ideia, movimentando todos os seus conhecimentos, realizou diversos encontros com forças vivas de Loriga e com conterrâneos residentes em Lisboa, apresentando assim esse projeto, que tinha ainda como prioridade "dar um pouco de ânimo [à terra], vendo nesses produtos originais "produtos âncora" no desenvolvimento de Loriga".
Assim, todo esse projeto idealizado veio então a culminar no ano de 2008, quando foi marcada a data de 6 de Dezembro desse ano, a assinatura da Escritura e a nomeação de uma Comissão Instaladora, para a oficialização desta importante agremiação criada em Loriga.

Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga - Sede provisória

O confrade fundador Dr, victor Moura da posse da palavra

A sessão da assinatura da escritura da fundação da Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga, foi realizada nas instalações, da "Loripão" empresa de Industria e Comercialização de Pão Lda., situada na altura na Avenida Augusto Luís Mendes, a 6 de Dezembro de 2008, sendo convidados as forças vivas de Loriga, organismo locais, o Presidente da Câmara de Seia, Presidente da ACIP (Associação do Comércio e da Industria de Panificação, Pastelarias e Similares), Presidente da Junta de Freguesia, Pároco de Loriga, empresários, comerciantes, antigos e atuais padeiros de Loriga e muitas outras pessoas (senhoras e senhores) das mais variadas atividades.
A Confraria ficou, nesse momento, constituída por 32 pessoas, das quais se destacam, por exemplo, algumas com conhecida atividade política, como António Maurício Moura Mendes (presidente da Junta de Freguesia de Loriga), Carlos Filipe Camelo (vice-presidente da Câmara Municipal de Seia), Cristina Sousa (vereadora da Câmara de Seia), Eduardo Brito (presidente da Câmara Municipal de Seia), Rogério Marques de Figueiredo (presidente da Assembleia Municipal de Gouveia) e Victor Moura (membro do Secretariado do PS/Guarda. Refira-se ainda os nomes de António José Ferreira Nolasco (director do Centro de Saúde de Seia e médico em Loriga), João António Gonçalves Barroso (pároco de Loriga) e Laura Quaresma (Museu do Pão), e também antigos e atuais industriais de panificação, como Fernando António Brito Mendes, Joaquim Marques Figueiredo e José do Nascimento Claro.
Outras pessoas que também estiveram presentes e que fizeram parte da constituição da Confraria foram:- Adelino Manuel Martins de Pina, António de Brito Aparício, António José Caçapo Brito, António Matias Ribeiro, Armando Moura Pinto, Augusto José Almeida Nunes Pina, Carlos Alberto dos Santos, Carlos Alves de Moura, Carlos José Nunes Amaro, Carlos Lopes Ortigueira, Fernando Brito Ferreira, João Pedro Freire Borges Mendes, Jorge Moura Pinto, José Manuel Almeida Pinto, Luís Manuel Pereira Fernandes, Margarida Maria Nunes de Pina Reis, Maria Filomena Fernandes Ano Bom da Cunha Saraiva, Maria Glória Figueira Gonçalves Reis Leitão, Maria de Lurdes Mendes Claro e Mário Mendes dos Santos.

Perante a presença de todos foi lida a escritura, seguindo-se a assinatura subscrita por 32 pessoas, por sistema de abecedário sendo o primeiro a subscrever a assinatura, Adelino Manuel Martins de Pina residente na Alemanha e, encerrada com a assinatura do Dr. Victor Moura. Entre as assinaturas destaca-se a do Presidente da Câmara de Seia, Presidente da ACIP, Presidente da Junta de Freguesia, Pároco de Loriga, antigos e também o atual proprietário do ramo da panificação em Loriga, Fernando António Brito Mendes, várias senhoras, empresários, forças vivas e dirigentes associativos de Loriga e ainda vários loriguenses dos mais variados sectores residentes em Loriga e fora dela, etc..
Até à realização da eleição dos corpos sociais, que ficou determinado serem realizadas no prazo de seis meses, a Confraria ficou dirigida por uma Comissão Instaladora constituída pelos confrades António Maurício Moura Mendes, Armando Moura Pinto, Carlos José Nunes Amaro, José Manuel Almeida Pinto, Maria Filomena Fernandes Ano Bom da Cunha Saraiva, Maria de Lurdes Mendes Claro, Rogério Marques de Figueiredo e Victor Moura. A primeira Assembleia geral foi marcada para o dia 21 de Fevereiro de 2009.
Ficou assim memorável esse dia de 6 de Dezembro de 2008, com a fundação da Confraria da Broa e do Bolo Negro de Loriga, que não terminou sem terem a palavra diversos oradores, onde se destaca as palavras do Dr. Victor Moura, fazendo um retrato de como nasceu esta iniciativa e salientou a importância para Loriga desta Confraria, ao mesmo tempo recordando do trabalho que vai ser preciso efetuar, informando também que no mês de Fevereiro próximo ano 2009, iria ser convocada uma Assembleia para eleição dos novos Corpos Sociais.
Apelou ainda aos residentes para que "este pequeno passo sirva de exemplo", porque "são eles que têm que fazer alguma coisa pelo seu próprio futuro". "As pessoas têm que aproveitar as oportunidades que a situação geográfica possibilita, aplicando os conhecimentos que têm; aproveitá-los, desenvolvê-los e criar atividades", salientou o mentor da criação da Confraria, uma agremiação que vai agora promover iniciativas que podem valorizar ainda mais os dois produtos.

Comissão Instaladora da Confraria
António Maurício, Rogério Figueiredo, Maria Filomena Ano Bom, Maria de Lurdes Mendes Claro, Carlos Nunes Amaro, Armando Moura Pinto, José Manuel Almeida Pinto, Carlos Ortigueira e José Moura Pinto.

Se a broa é essencialmente de fabrico industrial, o bolo negro "poderá perfeitamente ser objeto de atenção de qualquer doméstica ou de associações de mulheres que se propunham fazer isso", adiantando que as autarquias podem ter um papel fundamental na comercialização. "É um pequeno passo, espero que outros se sigam", destacou o confrade fundador.

Usaram da palavra outros oradores, destaca-se as palavras do Carlos Nunes Amaro, (residente em Lisboa) onde teceu também a importância da Confraria para um futuro de Loriga, recordando o tempo de Loriga quando a sua indústria era um verdadeiro potencial, lembrando que a Confraria será de certa forma, um bem para as gerações futuras. O presidente da ACIP (Associação do Comércio e da Industria de Panificação, Pastelarias e Similares) também enalteceu a importância destas iniciativas.

Traje dos Confrades

Esteve também presente a imprensa escrita e radiofónica regional, destacando-se a presença do loriguense e grande bairrista José Manuel Conde, locutor e animador da Rádio Clube Arganil, que fez a cobertura completa da sessão da fundação da Confraria, que depois fez passar nos seus programas.
De seguida foram os convidados presenteados com um beberete, onde a gastronomia tradicional esteve presente, que encantou todos os presentes e, como não podia deixar de ser a Broa e o Bolo Negro fizeram a honra das mesas.

Na Assembleia Geral realizada no dia 08 de Agosto de 2009, foram eleitos os Corpos Sociais, bem como, foi aprovado o traje da Confraria, que ficou como cor predominante do traje, a cor castanha.

Comissão instaladora:

António Maurício, Rogério Figueiredo, Maria de Lurdes Mendes Claro, Maria Filomena Ano Bom, Carlos Nunes Amaro, Armando Moura Pinto, José Moura Pinto, Carlos Ortigueira, José Manuel Almeida Pinto.

Nota:- Visite na net a Página oficial da Confraria www.confrariadeloriga.org -Rubrica Confraria - onde está detalhado o dia da assinatura da escritura com os registos das respectivas fotos (Registo no www.loriga.de - na rubrica ACTUALIDADES as Fotos de Adelino Pina, também ele presente e subscritor da assinatura da escritura).

(Registado aqui - Ano de 2009)


"ANALOR" Associação dos Naturais e Amigos de Loriga
Rua Sport Sacavanense Lote 30 - Loja A
Quinta do Património
2685 - 010 Sacavém
Telef. 21/9417640 - Fax. 21/9400515

e.mail: analor@netcabo.pt

http://analor.org/

Criar um espaço onde pudessem viver a sua terra, confraternizar e contribuir para a sua divulgação e desenvolvimento cultural, foi desde sempre um sonho dos Loriguenses residentes na Grande Lisboa.
Em 1987, num espirito de verdadeiro bairrismo, alguns Loriguenses abraçaram a ideia de levar em frente a criação desta Associação, sendo eles
António Cardoso Matias, Jorge Manuel Nunes Amaro, André Marmeleiro, Mário Alves dos Santos, Augusto Moura Brito, Mário Gonçalves da Cruz, António Brito Romano, Carlos Figueiredo e José Ferrão. Sendo registada em Cartório Notarial, em 5 de Março desse mesmo ano e publicado posteriormente no Diário da República, ficando assim concretizado esse sonho de que os naturais de Loriga muito se orgulham.
De acordo com o que consta nos estatutos, a morada da sua primeira sede era na Rua dos Combatentes da Grande Guerra, nr.34 em Sacavém, casa de um dos fundadores.
A sede oficial, passou depois a ser na Rua José Augusto Braancamp, nr. 27 em Sacavém, casa pertencente a um Loriguense, que a disponibilizou para esse efeito. Mais tarde, e após um grande esforço de muitos dos associados e amigos de Loriga, em trabalhos de obras de recuperação e restauro de uma habitação em estado de degradação, pertencente à autarquia local, foi então transferida a sede da Associação para o Largo 5 de Outubro, nr.16 também nesta mesma cidade.

Entretanto, com o rigor do inverno, as estruturas desta mesma casa começaram também a degradar-se constituindo até um perigo a permanência nas mesmas. Houve, assim, necessidade de encontrar novas instalações, sendo a sede mudada para onde hoje se encontra, (Quinta do Património em Sacavém)
contribuindo em muito, para este facto, o bom relacionamento existente entre os Loriguenses e a autarquia local, cujo apoio foi de grande importância para a resolução deste problema.
Passou então a ANALOR a ter uma Sede digna, sendo esta Associação uma presença e uma referência de Loriga nesta, hoje, cidade de Sacavém, dando assim continuidade a tempos há muito passados quando, nesta localidade, residia uma grande Comunidade de Loriguenses, parecendo até uma segunda Loriga. Por isso, também a justa e feliz ideia da geminação destas duas localidades que ocorreu em 1 de Junho de 1996, com a assinatura do respectivo acordo.
Das muitas actividades que a Associação dos Naturais e Amigos de Loriga leva a efeito, sobressai a organização, anual, da Semana Serrana, que normalmente é realizada em Junho, um evento de verdadeira dimensão, unindo os Loriguenses com outras comunidades numa festa e num trabalho de aposta e divulgação dos valores e raízes culturais de Loriga e da região serrana
.

A ANALOR está inscrita no INATEL e na Federação das Colectividades de Cultura e Recreio. É uma Associação de interesse público e de carácter regional, que se esforça por promover o desenvolvimento de Loriga e da região da Serra da Estrela. Tem sido uma das organizações que mais tem contribuído, na Área Metropolitana de Lisboa, para a divulgação da região serrana, nomeadamente no que respeita às especificidades sócio-culturais e potencialidades de desenvolvimento.
É da propriedade desta Associação o Jornal "Garganta de Loriga", com uma tiragem de 2.500 exemplares, que chega a todos os pontos do mundo onde existem Loriguenses.
Existe, também, nesta cidade de Sacavém, uma rua com o nome de Loriga, uma homenagem que a autarquia local quis prestar à ANALOR e também a todos os Loriguenses.

(Registado aqui - Ano de 2004)

Sede da ANALOR (2001)

Actual Sede da ANALOR em Sacavém

Condecoração Municipal
Em 2005 a ANALOR - Associação dos Naturais e Amigos de Loriga, foi condecorada com a Medalha Municipal de Mérito Cultural pela Câmara Municipal de Louros.


Centro Loriguense de Belém-Pará
Av. Osvaldo Cruz
(Associação Vasco da Gama)
Belém - Brasil

Fundado em 4 de Julho de 1937

Foi a primeira Associação Loriguense a ser fundada fora de Loriga e, particularmente, a única até agora a ser criada no estrangeiro.
A reunião realizada nessa data já distante de 4.7.1937 e efectuada na sede da "União Comercial do Pará" - Rua Senador Manuel Barata, ficou para sempre memorável, quando 113 filhos de Loriga ali acorreram para partilhar da ideia de alguns jovens verdadeiramente bairrista. Esses jovens eram liderados por Joaquim Mendes Simão, e tinham, como sonho, a criação de um núcleo associativo próprio da sua querida terra, que ficava situada lá muito distante.
A primeira Direcção foi nomeada e ficou assim constituída:

Presidente-Joaquim Mendes Simão
1.Secretário- Herculano de Brito Leitão
2.-Secretário - José Lucas Filho
Tesoureiro - Mário Fernandes Carreira
Directores:- António da Costa Lemos; Carlos Antunes Martins e Mário Aparício Martins.

Num ideal de amor, força, e numa razão de engrandecimento da sua terra, nasceu o Centro Loriguense em Belém do Pará.,A primeira sede social foi instalada na Trav.Frei Gil da Vila Nova; mais tarde mudou-se para uma casa mais espaçosa na mesma via para, muito mais tarde, passar a funcionar na Associação Vasco da Gama. E assim, os naturais da Vila de Loriga se uniam na recordação, com mais intensidade, à terra que os viu nascer, à casinha pequenina que tinha sido seu berço, invocarem os áureos tempos de suas infâncias, glorificando os familiares que deixaram, lembrando a igreja, o adro, a torre com os sinos, as ruas acanhadas, a escola onde soletraram o A,B,C., o som produzido pelas águas das suas ribeiras, o ruído característico e confuso das fábricas em plena actividade, as hortas, os milharais, os pinheiros, os castanheiros, as amoras silvestres nos muros e valados, as giestas e as plantas florindo no campo, as encostas suaves e agrestes, as andorinhas, os pardais, os folares da Páscoa as fogueiras de S.João, a romaria da N.S.da Guia, o Natal festivo, as noites quentes ao luar, os dias tempestuosos do inverno e ainda redendo culto à memória dos que na sua terra morriam.
O Centro Loriguense de Belém, apesar de distante, tem sido através dos anos, um exemplo máximo num desempenho bairrista e de engrandecimento da Vila de Loriga e continua a ser uma referência de identidade onde todos ainda podem gozar espiritualmente a ventura dos tempos que já lá vão, o presente e a sempre esperança do futuro.

O Centro Loriguense de Belém - Pará foi condecorado pelo governo português em 1959, com o Grau de Comendador da Ordem de Benemerência de Portugal, assinado pelo Presidente da República General Craveiro Lopes.
Também foi agraciado pelo Conselho Estadual de Cultura do Pará, com a medalha e diploma "D.Pedro I" comemorativos dos 150 anos da Independência do Brasil.
Possui a Medalha dos 40 anos da Revolução Nacional.
O Estandarte do Centro Loriguense recebeu a Medalha Comemorativa do desfile em Lisboa das Associações Portuguesas espalhadas pelo Mundo.
Medalhas dos primeiros centenários do Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro e do Grémio Literário e Recreativo Português de Belém-Pará
.

Bandeira do Centro Loriguense de Belémacute;macute;macute;macute;macute;macute;macute;macute;macute;macute;macute;macute;macute;m

Bandeira do Centro Loriguense de Belém-Pará Brasil

(Registado aqui - Ano de 1999)


Diretoria do Centro Loriguense de Belém-Pará

Direcção
Presidente: Jorge Augusto Fleury da Fonseca
Secretário: José Antonio Figueiredo Pina
Tesoureiro: José de Moura Carreira


Escola EB 2.3 Dr. Reis Leitão
Loriga
Telef. 238/954308 - 238/954362
Fax 238/954024
e.mail:- eb23loriga@sapo.pt
www.eb23-dr-reis-leitao.rcts.pt

Escola EB 2.3 em Loriga (2001)

Pode considerar-se a obra de maior vulto, construída em Loriga, nestes últimos anos. Foi, assim, concretizado um sonho que se tornou numa "vitória da presistência e da convicção", e de grande importância para esta localidade e localidades vizinhas.

Calendário do Processo da Escola Básica 2.3 Dr. Reis Leitão

1989 - Criação da nova Escola
14.09.1993 - Abertura do primeiro concurso de adjudicação da obra (D.R. Nr.216)
18.10.1993 - Abertura das propostas
14.04.1994 - Pagamento da maioria dos terrenos pela Câmara Municipal
07.06.1994 - Publicação do Protocolo entre a DREC e Câmara Municipal (D.R. Nr.131)
07.07.1994 - Por despacho, anulação do concurso, pelo Sr. Secretário de Estado Dr.Bracinha Vieira
16.11.1994 - Audiência da Junta de Freguesia com o novo Secretário de Estado, Dr. Castro Almeida na Escola C+S de Paranhos da Beira
30.12.1994 - Comunicação do Sr. Secretário de Estado à Junta de Freguesia e Câmara Municipal da intenção de lançamento da obra
23.06.1995 - Ministra da Educação, Manuel Ferreira Leite, anuncia na Câmara Municipal a
concretização da obra, estando previsto o seu início para Outubro
25.07.1995 - Abertura de novo concurso de adjudicação da obra (D.R. Nr.170)
11.09.1995 - Abertura das propostas concorrentes na Direcção Regional em Coimbra
28.09.1995 - Assinatura de novo Protocolo entre a DREC e a CMS na Escola C+S de Loriga
02.10.1995 - O Grande Dia - Início da obra pela empresa vencedora do concurso - Manuel Rodrigues Gouveia, Lda. Com sede em Seia
30.09.1996 - Abertura do Ano Lectivo
Novembro 1996 - Inauguração Oficial da Escola

***

A Escola tem uma capacidade para 12 Turmas, custou cerca de 450 mil contos, tendo o projecto sido co-financiado pela União Europeia através do programa FEDER e também pela Câmara Municipal de Seia.
No dia 5 de Setembro de 1997,a Escola EB 2.3 Dr. Reis Leitão de Loriga, recebeu a visita do Sr.Primeiro-Ministro, Eng. António Guterres, do Ministro da Educação, Dr. Marçal Grilo, da Secretária de Estado da Educação e Inovação, Dra. Ana Benavente e, ainda, do Secretário do Estado da Administração Educativa, Dr. Guilherme d´Oliveira Martins.

***

Breve historial do Agrupamento de Escolas de Loriga *

A Escola EB 2,3 Dr. Reis Leitão situa-se na vila de Loriga, em pleno coração do Parque Natural da Serra da Estrela, distando cerca de 20 km da sede de concelho, a cidade de Seia.
O início do seu funcionamento, como secção da Escola Preparatória de Seia, remonta ao ano de 1968, mais precisamente ao dia 5 de Novembro. Torna-se, entretanto, autónoma, através da portaria nº 776/77 de 22 de Dezembro.
Com o crescimento da frequência escolar, no que concerne ao então considerado ensino secundário, torna-se em escola C+S pela portaria nº 346/85 de 8 de Junho.
Finalmente, considerando-se que a atribuição do nome de um patrono constituísse factor relevante da sua integração no meio, o Conselho Directivo, após concordância da Câmara Municipal de Seia, propôs o nome do Dr. Reis Leitão, um insigne Loriguense, como patrono da Escola.
Deste modo através do Despacho 156/SERE/93, a actual Escola adopta a denominação de Escola do 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico (C+S) Dr. Reis Leitão, Loriga.
Durante longos anos, funcionando em instalações degradadas, a construção de uma nova Escola tornou-se numa ambição legítima e simultaneamente numa premente necessidade para a Comunidade Escolar e como consequência para toda a restante Comunidade Educativa. Após um difícil e complexo processo para a elaboração do projecto da nova Escola, esta torna-se realidade em 1995 e o arranque do ano lectivo de 1996/97, efectua-se em 30 de Setembro, já nas novas instalações.
O edifício actual, com uma arquitectura específica adaptada ao enquadramento paisagístico, caracterizadamente de Serra, é constituído por 4 pisos e um amplo espaço de recreio e espaços verdes, complementado com uma zona desportiva, (Polidesportivo ao ar livre).
Contudo, a escola não se confina ao espaço de um edifício. O isolamento da vila e das povoações abrangidas pela rede escolar desta escola impôs uma maior aproximação entre todos. Assim, em 16 de Outubro de 1998, o Conselho Directivo desta escola endereçou convites a todas as escolas do 1.º CEB e Jardins de Infância da sua área de influência no sentido de se realizarem reuniões preparatórias com o intuito de formar um agrupamento vertical de escolas. A resposta não se fez esperar e a adesão maciça das escolas e jardins levou a que, em 3 de Fevereiro de 1999, todas as escolas e jardins manifestaram a vontade de constituir o agrupamento. Nessa reunião participaram as escolas do 1.º CEB de Aguincho, Alvoco da Serra, Cide, Loriga, Vasco Esteves de Baixo, Teixeira de Baixo, Teixeira de Cima, Sazes da Beira, Vide e a EBM de Vide; participaram ainda os Jardins de Infância de Cabeça, Loriga, Sazes da Beira, Vasco Esteves de Baixo e Vide. A Câmara Municipal de Seia viria a dar parecer positivo em 30 de Março de 1999, pelo que o Agrupamento Vertical de Escolas de Loriga seria homologado por Despacho de S. Ex.ª o Sr. Secretário de Estado da Administração Educativa, Guilherme d'Oliveira Martins, em 4 de Maio de 1999, conforme informação n.º 614/99 de 29 de Abril de 1999, da Direcção Regional de Educação do Centro.

* http://www.eb23-dr-reis-leitao.rcts.pt/

(Registado aqui - Ano de 2002)


Grupo Prémio Escolar Loriguenses
Manaus - Brasil

Os Loriguenses sediados no norte do Brasil foram sempre sem margem para dúvidas, os maiores beneméritos de Loriga de outras eras, apesar de estarem longe de Loriga não esqueciam a sua terra, inclusive das carências nela existente.
Grupo Prémio Escolar Loriguenses, foi um Grupo fundado por alguns Loriguenses residentes em Manaus - Brasil e, tinha como objectivo distinguir alunos das escolas em Loriga e ainda distribuição de livros aos alunos mais pobres.
Fundado em 1907, numa inspiração em moldes instrutivos no auxilio de forma satisfatória, concedendo anualmente prémios vantajosos para os alunos que frequentavam a escola em Loriga.
Teve em António Ambrósio Pina um dos grandes impulsionadores desta iniciativa e, as verbas das quotas pagas pelos associados eram depois canalizadas para Loriga, tendo sempre o intuito de transmitir ao espirito da mocidade da sua terra, o objecto importante do ensino. Durante alguns anos esta iniciativa predominou, como se depreende pelos registos através de escritos conhecidos, relacionados aos movimentos das verbas.

-Em 1907 tiveram de receita 136$000 Reis nesse ano foi enviado pata Loriga 107$000 Reis para prémios, livros e molduras destinados para os alunos.

-No ano 1908 foi angariado uma receita no valor de 134$000 Reis enviado 103$000 Reis destinados para o mesmo fim.

- No ano de 1909 angariado 150$000 Reis e enviaram pata Loriga 107$000 Reis, também destinados para o ensino.

A Lista dos Associados era assim constituída:

Sócios honorários

Jeremias Pina; João Marques da Fonseca professor aposentado; Pedro d´Almeida e Emília Augusta professor e professora em exercício e Dr. Manoel Da Mota Veiga Casal sub-inspector escolar.

Sócios contribuintes em Manaus

Emygdio Alves Nunes de Pina; António Ambrósio de Pina; José Ambrósio de Pina; Abílio Diogo Gouveia; Albino Pinto Martins; Joaquim de Pina Monteiro; António Duarte Santos; Alfredo de Moura Frade; João de Moura Pina; José Martins de Pina; Albano de Melo; José Pinto Matheus; Emilio Freire Mendes Reis.

Sócios contribuintes em Belém

Manuel Nunes Ferreira; António Diogo Gouveia; José Fernandes Maurício; Augusto Simões Caril; António Aparício Martins Junior; Alexandre de Moura Galvão; António de Moura Lemos; Manoel dos Santos Silva; António Duarte Pina e João de Moura Pina.

Algum tempo depois o Grupo Prémio Escolar Loriguense, foi extinto, terminando assim um período em que a sua existência foi importante para o ensino em Loriga.

(Registado aqui - Ano de 2001)


Associação Desportiva Metalúrgica Vaz Leal
Fundado em 16.11.1971
Rua da Sociedade Recreativa Musical Loriguense
6270-110 Loriga

Clube fundado pelos trabalhadores da Metalúrgica Vaz Leal, idealizado como meio cultural e recreativo e ainda de encontro e passatempo desses trabalhadores.
Abre todos os dias, sendo frequentado, sobretudo, pelos seus Associados.


Outras Associações de Loriga, que se foram extinguindo através dos tempo, restando hoje apenas recordações, que ficaram para sempre na memória dos loriguenses.

***

Associação Católica de Operários e Artistas
Fundação 1 de Janeiro de 1923


Associação Operária da Industria Têxtil


Sociedade de Defesa e Propaganda de Loriga *


Sociedade Loriguense de Recreio e Turismo *


Sindicato Nacional dos Operários da Industria de Lanifícios (Secção)


* Estas destinadas apenas para a classe superior

(Registado aqui - Ano de 1999)


Indice

Uma ajuda para com mais rapidez entrar no tema do seu interesse


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